Ano C - Junho 2022 - Evangelho, Santo e Salmo do Dia

São Justino 01/06

Filósofo e mártir [103-167]

Origens e paganismo

Nasceu na Palestina, na cidade de Siquém, em uma família que não conheceu Jesus. Justino nasceu nas trevas do paganismo.

Ele buscou a verdade com aquilo que tinha. Cursou as escolas filosóficas de sua terra e dedicou-se ao estudo do pensamento de Platão. Para aprofundar-se cada vez mais no sistema do grande sábio grego, retirou-se para um ermo.

Conversa sobre filosofia e desejo da verdade

Essa sede pela verdade pôs em sua vida um ancião que se aproximou para falar sobre a filosofia, apresentando-lhe o ‘algo mais’ que faltava. Falou dos profetas, da fé, da verdade, do mistério de Deus e apresentou Jesus Cristo. Ele lhe disse: “Eleva tua alma em profunda oração ao céu, para que se te abram as portas do Santuário da verdade e da vida. As coisas que te falei são incompreensíveis, a não ser que Jesus Cristo, filho de Deus, nos dê delas compreensão”.

Defesa dos cristãos

No ano de 130, foi batizado na cidade de Efeso, substituindo a filosofia de Platão pela verdade de Cristo. Justino foi um defensor e propagador da fé entre os pagãos. Certa vez, ele teve a oportunidade de admirar a virtude e a constância dos cristãos durante uma guerra. Na época em que eram vistos de maneira errônea e negativa, ele se levantou para defendê-los, dizendo: “Os cristãos vivem na carne, mas não segundo a carne; perseguidos pelo mundo, amam a todos; neles são conhecidos os vícios, que nos outros se descobrem; nos cristãos é perseguida a inocência, que não é reconhecida; são martirizados até a morte, e a morte lhes dá a vida; pobres que são, enriquecem a muitos outros; falta-lhes tudo, e possuem tudo em abundância; são tratados com desprezo e nisto se sentem honrados.”

Padre da Igreja

Depois dos Padres Apostólicos – que teriam conhecido os apóstolos ou que teriam tido contato com testemunhas diretas de seus ensinamentos -, São Justino é o primeiro padre da Igreja cujas obras têm grande valor e apresentam a doutrina e sua pureza, e conservam fontes puras da tradição apostólica.

Coerência de vida 

Justino se tornou um grande filósofo cristão, sacerdote, um homem que buscou corresponder, diariamente, à sua fé. Estava em Roma quando passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Evangelizava entre os letrados de maneira muito culta. Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia. A Sagrada Tradição foi muito testemunhada nos escritos deste santo.

Julgamento e martírio

Por inveja e por não aceitar a verdade, São Justino foi denunciado e julgado injustamente.

No tribunal, ao ser questionado se entraria no céu, ele respondeu: “Não só o creio – que entrarei no céu – sei-o e disto tenho tanta certeza, que não me cabe a menor dúvida”.

E à ameaça de ser flagelado, disse: “Um homem de bem não abandona a fé, para abraçar o erro e a impiedade. Maior desejo não tenho senão de padecer por aquele que entregou a vida por mim. Os sofrimentos enchem a nossa alma de confiança na terrível justiça divina de Nosso Senhor Jesus Cristo, perante o qual, por ordem de Deus, todo o mundo deverá comparecer. Faz o que tencionas a fazer; inútil é insistir conosco para que prestemos homenagens aos deuses.” 

Assim, após estas palavras, seguiu-se a sua flagelação e decapitação no ano de 167.

A minha oração

Meu Senhor Jesus Cristo, o encontro que tivestes com Justino deu-lhe forças para que se deixasse conduzir pela verdade em toda a sua vida. Por isso, eu Te peço a mesma graça: venha ao meu coração e faça com que ele escute a Tua voz e por ela sempre siga. Ensina-me a ser uma defensora da minha fé, acima de tudo, através de uma vivência coerente com o Teu Evangelho, à semelhança de São Justino. E mais que tudo eu Te peço: jamais me deixes negar a Ti por medo de perder a minha vida. Eu sei, Senhor, verdadeira vida é só em Ti! Assim seja!

São Justino, rogai por nós!

Outros santos e santas celebrados em 01 de junho:

  • Os santos Caritão e CaritoEvelpisto e JeracesPeão e Liberiano, mártires, em Roma, que foram discípulos de São Justino e, juntamente com ele, receberam a coroa de glória. († c. 165)
  • Os santos mártires AmonZenãoPtolomeuIngenes, soldados, e o ancião Teófilo, em Alexandria, no Egito, que, presentes no tribunal, com o rosto, os olhos e os gestos procuravam encorajar um cristão intimidado pelos suplícios a que era submetido e estava prestes a renegar da fé; tendo-se levantado contra eles um clamor de todo o povo, irromperam para o meio do tribunal e afirmaram que eram cristãos; assim, pela sua vitória, triunfou gloriosamente Cristo, que dera aos seus fiéis tão firme constância de ânimo.(† 249)
  • Os santos mártires Isquirião, comandante do exército, e outros cinco soldados, que, também no Egito, deram a vida pela fé em Cristo com diversos géneros de martírio. († c. 250)
  • São Próculo, mártir, na região da Itália, que pela verdade cristã foi trespassado com grossos cravos de traves. († c. 300)
  • São Fortunato, presbítero, também na região da Itália, que, segundo a tradição, sendo ele mesmo pobre, com assíduo trabalho acudiu às necessidades dos pobres e deu a vida pelos irmãos. († s. IV/V)
  • São Caprásio, eremita, atualmente na França, que juntamente com Santo Honorato se retirou neste lugar e aí deu início à vida monástica. († 430)
  • São Floro, na França, cujo nome foi dado ao mosteiro construído sobre o seu túmulo, bem como à cidade e à sede episcopal. († data inc.)
  • São Ronano, bispo, também na hodierna França, que chegou por mar da Irlanda e nas florestas levou vida eremítica. († s. VII/VIII)
  • São Vistano, mártir, na Inglaterra, que, sendo membro da família real da Mésia, porque se opôs ao matrimónio incestuoso de sua mãe regente, foi morto com a espada do tirano. († 849)
  • São Simeão, na Alemanha, que levou vida eremítica junto a Belém e no Monte Sinai e, depois de longas peregrinações, viveu até à morte recluso na torre da Porta Negra desta cidade. († 1035)
  • Santo Ínhigo, região da Espanha, abade, homem pacífico, cuja morte choraram os próprios Judeus e Mouros. († c.1060)
  • Beato Teobaldo, na região da Itália, que, movido pelo amor da pobreza, deu toda a sua fortuna a uma viúva e por humildade tomou o ofício de carregador, para levar sobre si o fardo dos outros. († 1150)
  • Beato João Pellingotto, da Ordem Terceira de São Francisco, hoje na região da Itália, que, retirando-se numa cela, só de lá saía para ajudar os pobres e os enfermos. († 1304)
  • Beato João Storey, em Londres, mártir, jurista, que permaneceu fidelíssimo ao Romano Pontífice. Depois de passar pelos cárceres e pelo exílio, foi condenado à morte e, sofrendo o suplício da forca no patíbulo de Tyburn, emigrou para a felicidade eterna. († 1571)
  • Beatos mártires Afonso Navarrete, da Ordem dos Pregadores, Fernando de São José de Ayala, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, presbíteros, e Leão Tanaka, religioso da Companhia de Jesus, no Japão que, por edito do comandante supremo Hidetada, foram degolados ao mesmo tempo em ódio à fé cristã. († 1617)
  • Beato João Baptista Vernoy de Montjournal, na França, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por causa da sua condição de sacerdote foi condenado ao cárcere na galera e aí morreu consumido pela enfermidade. († 1794)
  • São José Tuc, no atual Vietnã, mártir, jovem agricultor, que, por ter recusado calcar a cruz, foi várias vezes detido no cárcere e torturado e finalmente degolado. († 1862)
  • Beato João Baptista Scalabríni, na Itália, bispo, que teve uma atividade multiforme nesta Igreja e se distinguiu pela solicitude para com os sacerdotes, os agricultores e os operários, mas prestou especial atenção aos emigrantes nas cidades da América, para os quais fundou as Pias Sociedades do Sagrado Coração. († 1905)
  • Santo Aníbal Maria Di Frância, também na Itália, presbítero, que fundou as Congregações dos Rogacionistas do Coração de Jesus e das Filhas do Zelo Divino, com a finalidade de pedir ao Senhor para que enriquecesse a sua Igreja com santos sacerdotes, e se dedicou com grande zelo aos órfãos, abrindo aos pobres as mãos da misericórdia de Deus. († 1927)

Fontes:

  • Martirológio Romano
  • Livro “Santos de cada dia II” – Maio – Agosto (4ª ed.) – José Leite, S.J. (Org.)
  • Arquisp
  • Vaticannews
  • Franciscanos.org

– Pesquisa e redação: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 1º de Junho - Quarta-feira

SÃO JUSTINO Filósofo e Mártir (Vermelho, Prefácio da Ascensão ou dos Mártires, pág. 7 – Ofício da Memória)

Antífona de Entrada

Os pagãos me contaram suas fábulas, mas nada valem perante a vossa lei. Diante dos reis falei de vossa aliança sem me envergonhar (Sl 118,85.46).

Oração do dia

Ó Deus, que destes ao mártir são Justino um profundo conhecimento de Cristo pela loucura da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, repelir os erros que nos cercam e permanecer firmes na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 20,28-38)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Paulo disse aos anciãos da Igreja de Éfeso 20 28: "Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.

29 Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho.

30 Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos.

31 Vigiai! Lembrai-vos, portanto, de que por três anos não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós.

32 Agora eu vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para edificar e dar a herança com os santificados.

33 De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes.

34 Vós mesmos sabeis: estas mãos proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros.

35 Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: ´É maior felicidade dar que receber!´"

36 A essas palavras, ele se pôs de joelhos a orar.

37 Derramaram-se em lágrimas e lançaram-se ao pescoço de Paulo para abraçá-lo,

38 aflitos, sobretudo pela palavra que tinha dito: Já não vereis a minha face. Em seguida, acompanharam-no até o navio.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 67/68

Reinos da terra, cantai ao Senhor.

 

Suscitai, ó Senhor Deus, suscitai vosso poder,

confirmai este poder que por nós manifestastes

a partir de vosso templo, que está em Jerusalém,

para vós venham os reis e vos ofertem seus presentes!

 

Reinos da terra, celebrai o nosso Deus, cantai-lhe salmos!

Ele viaja no seu carro sobre os céus dos céus eternos.

Eis que eleva e faz ouvir a sua voz poderosa.

 

Dai glória a Deus e exaltai o seu poder por sobre as nuvens.

Sobre Israel, eis sua glória e sua grande majestade!

Em seu templo ele é admirável e a seu povo dá poder.

Bendito seja o Senhor Deus, agora e sempre. Amém, amém!

Evangelho (João 17,11-19)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Jo 17,17)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

Naquele tempo, Jesus ergue os olhos para o céu e rezou, dizendo 17 11 "Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós.

12 Enquanto eu estava com eles, eu os guardava em teu nome, que me incumbiste de fazer conhecido. Conservei os que me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.

13 Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria.

14 Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo.

15 Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal.

16 Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo.

17 Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade.

18 Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

19 Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade".

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, nós vos pedimos: concedei-nos participar dignamente do mistério da eucaristia, que são Justino defendeu com admirável coragem. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Nada quis saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado (1Cor 2,2).

Depois da Comunhão

Restaurados, ó Deus, pelo alimento celeste, nós vos suplicamos que, seguindo o ensinamento do mártir são Justino, permaneçamos sempre em ação de graças pelos dons recebidos. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (São Justino)

Justino nasceu na cidade de Flávia Neápolis, na Samaria, Palestina, no ano 103, início do século II, quando o cristianismo ainda se estruturava como religião católica. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco.

Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Diz a tradição que foi nessa fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o Evangelho, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente.

Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou convertendo-se, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião cristã. Foi batizado no ano 130 na cidade de Efeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo, tornando-se, historicamente, o primeiro dos Padres da Igreja que sucederam os Padres apostólicos dos primeiros tempos.

No ano seguinte estava em Roma, onde passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Muito culto, era assim que evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia.

Deixou muitos livros importantes, cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina dogmática da Igreja. Embora tenham alcançado nossos tempos apenas três de suas apologias, a mais célebre delas é o Diálogo com Trifão. Seus registros abriram caminhos à polêmica antijudaica na literatura cristã, além de fornecerem-nos importantes informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva.

Bem-sucedido em todas as discussões filosóficas, conseguiu converter muitas pessoas influentes, ganhando com isso muitos inimigos também. Principalmente a ira dos filósofos pagãos Trifão e Crescêncio. Este último, após ter sido humilhado pelos argumentos de Justino, prometeu vingança e o denunciou como cristão ao imperador Marco Aurélio.
Justino foi levado a julgamento e, como não se dobrou às ameaças, acabou flagelado e decapitado com outros companheiros, que como ele testemunharam sua fé em Cristo no ano 164, em Roma, Itália.




Reflexão sobre o Evangelho:
(01/06/2022 – João 17,11b-19) Não estamos sós no mundo. Cristo pede ao Pai que nos guarde agora que Ele vai partir deste mundo. Ele roga que sejamos protegidos do mal. Jesus nos quer no meio do mundo, entre as pessoas, em qualquer lugar e âmbito, porém é consciente de que o mal está aí, que nos cerca e nos persegue, que tentará dificultar nossa missão. Jesus nos deixou nas mãos do Pai. Deus está conosco, não nos abandona, é o pastor abnegado que irá buscar sua ovelha perdida assim que o olharmos desde nossa fraqueza humana. A missão que nos foi confiada não é fácil, sozinhos não a podemos cumprir, mas estamos nas mãos de Deus, e Deus é pai, é ternura, é auxílio e compreensão. Ninguém como Ele nos conhece e temos a certeza de que nunca nos abandonará. Nas mãos do Pai, sustentados pelo Filho e com a inspiração da Palavra pelo Espírito Santo, somos capazes de tudo. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Marcelino e São Pedro 02/06

Mártires [séc. IV]

Contexto

A vida e o martírio dos santos de hoje se passou no contexto da grande perseguição contra a Igreja de Cristo, no século IV, por parte do Imperador Diocleciano. Foram mártires por causa do amor a Jesus.

Sacerdotes

São Marcelino era um padre muito estimado pelo clero de Roma, e São Pedro era um padre exorcista. Conhecidos pela comunidade, rapidamente foram denunciados por serem cristãos e estarem atuando para a conversão de muitos.

Prisão

Foram presos, e na cadeia souberam que o responsável daquela prisão – Artêmio – estava deprimido e quiseram saber o porquê. A filha dele estava sendo oprimida pelo maligno. Eles, então, anunciaram Jesus àquele pai, e disseram do poder do Senhor para libertá-la. Conseguiram liberação, foram até a casa desta família, anunciaram Jesus e oraram pela libertação daquela criança, explicando que a cura viria pela conversão sincera da família.

Por graça, toda a família se converteu, aceitando o santo batismo. Este pai de família, juntamente com a esposa e filha, após evangelizarem publicamente, também foram martirizados.

Julgamento e martírio silencioso

Diante das tantas obras realizadas, e após conseguirem a conversão do próprio carcereiro e de sua família, as autoridades não mais esperaram e os condenaram à decapitação.

No entanto, para evitar qualquer movimentação da população, tudo foi feito de forma isolada. Não queriam que soubessem onde os seus corpos seriam deixados.

Quando tudo isso aconteceu, o futuro Papa Dâmaso I era um adolescente e testemunhou esses fatos, os quais ele narra um tempo depois: “Marcelo e Pedro foram torturados, levados para um bosque, conhecido como Selva Negra, onde foram obrigados a uma última e cruel humilhação – escavar suas próprias covas – e, por fim, decapitados”.

Os santos foram decapitados no ano de 304.

Lucila e a devoção na Igreja

Depois de muito tempo que seus corpos ficaram escondidos, uma mulher chamada Lucila os encontrou e, no desejo de dar-lhes uma digna sepultura, transladou os seus restos mortais.

A devoção a esses santos se espalhou por toda a Igreja Católica até os dias hoje. Inclusive, Constantino, edificou uma igreja naquele lugar para homenageá-los, e o Papa Virgílio também introduziu os nomes dos santos Marcelino e Pedro no próprio cânon da Missa.

A minha oração

Senhor Deus, peço a Ti que nos conceda uma evangelização centrada no amor de Deus, de tal forma que muitas famílias se convertam e se tornem sinais visíveis deste amor que santifica e salva. Peço-Te a sensibilidade de perceber as necessidades daqueles que o Senhor colocar ao meu redor e a força para não ter medo das exigências de ser um discípulo Teu. Amém!

São Marcelino e São Pedro, rogai por nós!

Outros santos e santas celebrados em 02 de junho:

  • Os santos mártires Potino, bispo, e Blandina, com quarenta e seis companheiros, em Lião, na Gália, atualmente na França, cujos valorosos e repetidos combates, durante a perseguição do imperador Marco Aurélio, foram referidos na carta que a Igreja de Lião enviou à Igreja da Ásia e da Frígia. Entre eles, Potino, bispo nonagenário, expirou pouco tempo depois de ser encarcerado; dos outros cristãos condenados, uns morreram também no cárcere, outros foram reunidos no meio da arena para espetáculo de milhares de pessoas; os que tinham sido identificados como cidadãos romanos pereceram decapitados e os restantes expostos às feras. Finalmente, Blandina, suportando prolongados e cruéis tormentos, foi degolada, seguindo os passos daqueles a quem antes exortava a alcançar a palma do martírio. († 177)
  • Santo Erasmo, bispo e mártir, na região da Itália. († c. 303)
  • Santo Eugénio I, Papa, em Roma, que sucedeu a São Martinho, mártir. († 657)
  • São Nicéforo, bispo de Constantinopla, na Turquia, defensor das tradições paternas, que se opôs tenazmente ao imperador iconoclasta Leão o Arménio, em favor do culto das imagens sagradas; expulso da sede episcopal, foi afastado por longo tempo para um mosteiro, de onde partiu serenamente ao encontro do Senhor. († 629)
  • São Guido, bispo, na região da Itália. († 1070)
  • São Nicolau, peregrino, também região da Itália, natural da Grécia, que percorria esta região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison». († 1094)
  • Os beatos mártires Sadoc, presbítero, e quarenta e oito companheiros, na Polónia, da Ordem dos Pregadores, que, segundo a tradição, foram mortos pelos Tártaros, enquanto cantavam a «Salve, Regina», saudando na sua hora da morte a Mãe da Vida. († 1250)
  • São Domingos Ninh, mártir, no Vietnam, jovem agricultor, que, recusando pisar a cruz do Salvador, foi decapitado no tempo do imperador Tu Duc. († 1862)

Fontes:

  • Martirológio Romano
  • Livro “Santos de cada dia II” – Maio – Agosto (4ª ed.) – José Leite, S.J. (Org.)
  • Arquisp
  • Vaticannews
  • Franciscanos.org

– Pesquisa e redação: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 2 de Junho - Quinta-feira

VII SEMANA DA PÁSCOA (Branco, Prefácio da Ascensão – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

Aproximemo-nos confiantes do trono da graça, a fim de conseguirmos misericórdia e encontrarmos auxílio em tempo oportuno, aleluia! (Hb 4,16)

Oração do dia

Nós vos pedimos, ó Deus, que o vosso Espírito nos transforme com a força dos seus dons, dando-nos um coração capaz de agradar-vos e de aceitar a vossa vontade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 22,30; 23,6-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 22 30 querendo saber com mais exatidão de que os judeus o acusavam, soltou-o e ordenou que se reunissem os sumos sacerdotes e todo o Grande Conselho. Trouxe Paulo e o mandou comparecer diante deles. 23 6 Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz.: "Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado".

7 Ao dizer ele estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus, e dividiu-se a assembleia.

8 (Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)

9 Originou-se, então, grande vozearia. Levantaram-se alguns escribas dos fariseus e contestaram ruidosamente: Não achamos mal algum neste homem. (Quem sabe) se não lhe falou algum espírito ou um anjo.

10 A discussão fazia-se sempre mais violenta. O tribuno temeu que Paulo fosse despedaçado por eles e mandou aos soldados que descessem, o tirassem do meio deles e o levassem para a cidadela.

11 Na noite seguinte, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: "Coragem! Deste testemunho de mim em Jerusalém, assim importa também que o dês em Roma".

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 15/16

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

 

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”.

Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,

meu destino está seguro em vossas mãos!

 

Eu bendigo o Senhor, que me aconselha

e até de noite me adverte o coração.

Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,

pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

 

Eis por que meu coração está em festa,

minha alma rejubila de alegria

e até meu corpo no repouso está tranquilo;

pois não haveis de me deixar entregue à morte,

nem vosso amigo conhecer a corrupção.

 

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;

junto a vós, felicidade sem limites,

delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Evangelho (João 17,20-26)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Para que todos sejam um, diz o Senhor, como tu estás em mim e eu em ti, para que o mundo possa crer que me enviaste (Jo 17,21).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 17 20 "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim.

21 Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste.

22 Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um:

23 eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim.

24 Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo.

25 Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste.

26 Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles".

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Dignai-vos, ó Deus, santificar estes dons e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós mesmos uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eu vos digo a verdade, é melhor para vós que eu me vá; se eu não for, não virá até vós o paráclito, diz o Senhor, aleluia! (Jo 16,7)

Depois da Comunhão

Nós vos pedimos, ó Deus, que a participação nesta eucaristia esclareça nossa fé e restaure nossas forças para alcançarmos as riquezas do vosso Espírito. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (MARCELINO E PEDRO)

Esta página da história da Igreja foi-nos confirmada pelo próprio papa Dâmaso, que na época era um adolescente e testemunhou os acontecimentos. Foi assim que tudo passou.

Na Roma dos tempos terríveis e sangrentos do imperador Diocleciano, padre Marcelino era um dos sacerdotes mais respeitados entre o clero romano. Por meio dele e de Pedro, outro sacerdote, exorcista, muitas conversões ocorreram na capital do império. Como os dois se tornaram conhecidos por todos daquela comunidade, inclusive pelos pagãos, não demorou a serem denunciados como cristãos. Isso porque os mais visados eram os líderes da nova religião e os que se destacavam como exemplo entre a população. Intimados, Marcelino e Pedro foram presos para julgamento. No cárcere, conheceram Artêmio, o diretor da prisão.

Alguns dias depois notaram que Artêmio andava triste. Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulinha estava à beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas, motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa. Para os dois, aquilo indicava uma possessão demoníaca. Falaram sobre o cristianismo, Deus e o demônio e sobre a libertação dos males pela fé em Jesus Cristo. Mas Artêmino não lhes deu crédito. Até que naquela noite presenciou um milagre que mudou seu destino.

Segundo consta, um anjo libertou Pedro das correntes e ferros e o conduziu à casa de Artêmio. O miliciano, perplexo, apresentou-o à sua esposa, Cândida. Pedro, então, disse ao casal que a cura da filha Paulinha dependeria de suas sinceras conversões. Começou a pregar a Palavra de Cristo e pouco depois os dois se converteram. Paulinha se curou e se converteu também.

Dias depois, Artêmio libertou Marcelino e Pedro, provocando a ira de seus superiores. Os dois foram recapturados e condenados à decapitação. Entrementes, Artêmio, Cândida e Paulinha foram escondidos pelos cristãos, mas eles passaram a evangelizar publicamente, conseguindo muitas conversões. Assim, logo foram localizados e imediatamente executados. Artêmio morreu decapitado, enquanto Cândida e Paulinha foram colocadas vivas dentro de uma vala que foi sendo coberta por pedras até morrerem sufocadas.

Quanto aos santos, o prefeito de Roma ordenou que fossem também decapitados, porém fora da cidade, para que não houvesse comoção popular. Foram levados para um bosque isolado onde lhes cortaram as cabeças. Era o dia 2 de junho de 304.

Os seus corpos ficaram escondidos numa gruta límpida por muito tempo. Depois foram encontrados por uma rica e pia senhora, de nome Lucila, que desejava dar uma digna e cristã sepultura aos santos de sua devoção. O culto dedicado a eles se espalhou no mundo católico até que o imperador Constantino mandou construir sobre essas sepulturas uma igreja. Outros séculos se passaram e, em 1751, no lugar da igreja foi erguida a belíssima basílica de São Marcelino e São Pedro, para conservar a memória dos dois santos mártires, a qual existe até hoje.

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que nos destes o apoio e a proteção do glorioso martírio dos santos Marcelino e Pedro, fazei que seu exemplo nos anime e sua oração nos sustente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

SOBRE AS OFERENDAS

Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda que vos será consagrada em honra do martírio dos vossos santos Marcelino e Pedro, para que nos purifique dos nossos pecados e vos torne propício às nossas preces. Por Cristo, nosso Senhor.

 

DEPOIS DA COMUNHÃO

Nutridos com o pão do céu, nos tornamos um só corpo em Cristo. Fazei, ó Pai, que jamais nos afastemos do seu amor e, a exemplo dos vossos mártires são Marcelino e são Pedro, superemos tudo corajosamente por aquele que nos amou primeiro. Por Cristo, nosso Senhor.

 




Reflexão sobre o Evangelho:
(02/06/2022 – João 17,20-26) Nos momentos finais de sua vida terrena, Jesus abre seu coração ao Pai e lhe expressa seus desejos. Um deles é o desejo da unidade de todos os seus seguidores, que não se enfrentem entre si, que não se distanciem uns dos outros. Jesus deseja para nós, seus seguidores, a mesma união que reina entre Ele e o Pai. A unidade com Cristo e com o Pai é a que faz possível a unidade entre os cristãos para que o mundo creia. Seu aperfeiçoamento implica um aspecto desde dentro: que a Igreja aprofunde sua fé, seu amor e santidade unidos em Jesus Cristo e no Pai. No testemunho da comunidade, congregada na unidade do amor, o mundo poderá conhecer a presença do Filho e assim empreender um caminho de conversão e santidade. Peçamos a Jesus que nos ajude a deixa-lo ocupar em nós o lugar que lhe pertence para que a unidade seja perfeita. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


Santos Carlos Lwanga e companheiros 03/06

Padroeiro da Juventude Africana

Atraído pelos Missionários da África, chamados de “Padres brancos”, fundados pelo Cardeal Lavigerie, Carlos Lwanga, que pertencia ao clã Ngabi, foi alcançado pela força do Evangelho em 1885. Ele se tornou o chefe dos jovens pajens que serviam a corte do rei Mwanga em Uganda, na África, que há pouco haviam se convertido, sendo ele um exemplo e um incentivador desses fiéis seguidores da fé católica. E recebendo em 1934, pelo Papa Pio IX, o título de Padroeiro da Juventude Africana.

Evangelização na África

Devido às diferenças culturais e aos sofrimentos decorrentes da colonização, a evangelização na África foi um processo doloroso. Os missionários tinham que ser homens verdadeiramente de Deus, de caridade, para que não fossem confundidos com os colonizadores. Pouco tempo depois da entrada dos padres que foram causa da conversão de Carlos e seus companheiros, o rei se revoltou e decretou pena de morte para os que rezassem.

“Exemplo de morte”

Um pajem de dezessete anos, chamado Dionísio, foi visto ensinando religião. Assim, de próprio punho, o rei atravessou seu peito com uma lança, deixou-o agonizando por toda a noite, e só permitiu sua decapitação na manhã seguinte.

Usou este exemplo para avisar que mandaria matar todos os que rezavam.

Preparação para a morte

Diante de toda essa situação, Carlos, depois de muito se preparar junto com seus companheiros, batizando os que ainda não haviam sido batizados, apresentou-se diante do rei com o firme propósito de não negar a fé, seguido de outros quinze, quando, em sua corte, o rei separou os pajens entre os que rezavam e os que não rezavam:

“Todos aqueles entre vocês que não têm intenção de rezar podem ficar aqui ao lado do trono; aqueles, porém, que querem rezar reúnam-se contra aquele muro”.

“Mas vocês rezam de verdade?”, perguntou o rei.

Sim, meu senhor, nós rezamos realmente”, respondeu em nome de todos, Carlos.

“E querem continuar rezando?”  

“Sim, meu senhor, até a morte”.

Então, matem-nos”, decidiu bruscamente o rei, dirigindo-se aos algozes.

Pureza 

Além do ódio à religião, acredita-se que o rei também estava movido pelo ódio a Santa Pureza, já que essa formação de pajens, muitas vezes, eram obrigados a satisfazer os desejos impuros do rei.

Prisão e Martírio

Para aumentar o sofrimento dos condenados, foram transferidos para uma prisão em Namugongo, sofrendo ultrajes e violência durante todo o caminho pelos soldados do rei.

Em 3 de junho de 1886, na expectativa de evitar mais conversões, o rei decretou a mortes de Carlos, que foi queimado vivo diante de todos. Dirigindo suas últimas palavras a um dos jovens que viriam a morrer com ele: “Pegarei na tua mão. Se tivermos que morrer por Jesus, morreremos juntos, de mãos dadas”.

Fé fecunda

A tentativa foi frustrada: seguindo o irmão na fé, nenhum deles – jovens de até vinte anos – renegou, até que, em 1887, o último deles morreu afogado, como parte dos corajosos mártires de Uganda, na África.

Todos rezaram até o fim. E um deles dizia ao morrer: “Uma fonte, que tem muitas fontes, jamais secará. Quando nós não existirmos mais, outros virão depois de nós”.

Beatificação e Canonização

São Carlos Lwanga e os 22 mártires de Uganda foram beatificados, em 1920, por Bento XV. E, 30 anos depois de declarado Padroeiro da Juventude Africana, o Papa Paulo VI, em 1964, canonizou esse grupo de mártires.

A minha oração

Meu Jesus, ensina-me a testemunhar a fé como o fizeram estes servos fiéis Teus. Que, enquanto eu viver, o Senhor me conceda a graça da oração constante, da perseverança nos Teus ensinamentos, e do amor à Tua Santa Pureza. Que eu possa ser parte dessa fonte que nunca deixa de jorrar a Tua água que é fonte de libertação e salvação. Conceda-me, Jesus, pela intercessão de São Carlos e de todos os seus jovens companheiros, uma fé muito além do meu entendimento e um coração abandonado à Tua vontade. Assim seja!

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

Outros santos e santas celebrados em 03 de junho:

  • São Cecílio, na atual Tunísia, presbítero, que conduziu São Cipriano à fé de Cristo. († s. VI)
  • Santo Hilário, em Carcassonne, actualmente na França, atualmente na França, que é considerado o primeiro bispo desta cidade, no tempo em que os Godos difundiam nesta região a heresia ariana.(† s. VI)
  • Santa Clotilde, rainha, na atual França, cujas orações induziram o seu esposo Clodoveu, rei dos Francos, a abraçar a fé de Cristo; depois da morte do seu esposo, recolheu-se na basílica de São Martinho, para não mais ser considerada como rainha, mas serva de Deus. († 545)
  • São Lifardo, presbítero, também na atual França, que levou vida eremítica. († s. VI)
  • Santa Oliva, virgem, Em Anágni, na Campânia, região da Itália. († s. VI/VII)
  • São Coengeno ou Quevino, na Irlanda, abade, que fundou um mosteiro, no qual, segundo a tradição, foi pai e diretor de muitos monges. († 622)
  • São Gens, bispo de Clermont, na atual França, cujo corpo foi sepultado em Manglieu, na igreja do mosteiro por ele construído com o hospício anexo. († c. 650)
  • Santo Isaac, mártir, em Córdova, região da Espanha que, sendo monge, desceu do mosteiro de Tábanos à praça pública para discutir com sobre a verdadeira religião e foi por isso condenado à morte. († 851)
  • São Davino, hoje na Toscana, região da Itália, que, de origem armena, vendeu todos os bens e se fez peregrino por Cristo, até que, depois de visitar a Terra Santa e a basílica dos Apóstolos, morreu atingido pela enfermidade. († 1051)
  • São Morando, na atual Suiça, monge, natural da Renânia, que, ordenado presbítero, fez a peregrinação a Compostela e, ao regressar, se tornou monge de Cluny, fundando depois o mosteiro onde concluiu a sua intensa vida. († 1115)
  • Beato André Caccióli, na Umbria, região da Itália, o primeiro presbítero agregado aos Frades Menores, que recebeu o hábito da Ordem das mãos de São Francisco e assistiu à sua morte.(† 1254)
  • São Cono, na região da Itália, monge, que na sua irrepreensível observância monástica e inocência de vida, pela graça de Deus, em breve tempo chegou ao grau mais sublime das virtudes. († s. XIII)
  • Beato Francisco Ingleby, na Inglaterra, presbítero e mártir, que, depois de ter estudado no Colégio dos Ingleses em Reims, por exercer o sacerdócio na sua pátria, foi conduzido, no reinado de Isabel I, ao suplício do patíbulo. († 1580)
  • São João Grande, na região da Espanha, religioso da Ordem de São João de Deus, que resplandeceu pela sua grande caridade para com os presos, os abandonados e os marginados e morreu contagiado pela peste dos doentes que tratava. († 1600)
  • Beato Carlos Renato Collas de Bignon, na França, presbítero da Sociedade de São Sulpício e mártir, que era Reitor do Seminário Menor de Bourges, quando, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio, foi encarcerado numa galera e morreu coberto de chagas infecciosas. († 1794)
  • São Pedro Dong, no Vietnã, mártir, pai de família, que preferiu sofrer atrozes tormentos a pisar a cruz e, porque quis gravar na sua face as palavras “verdadeira religião” em vez de “falsa religião”, foi degolado no tempo do imperador Tu Duc. († 1862)
  • Beato José Oddi (Diogo), próximo à Roma, religioso da Ordem dos Frades Menores, insigne pela sua intensa oração e simplicidade de vida. († 1919)
  • O nascimento de São João XXIII, Papa, cuja memória se celebra no dia 11 de outubro.

Fontes:

  • Martirológio Romano
  • Arquisp
  • Vaticannews
  • Padrepauloricardo.org
  • Paulus

– Pesquisa e redação: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 3 de Junho - Sexta-feira

VII SEMANA DA PÁSCOA* (Branco, Prefácio da Ascensão – Ofício do dia) - Missa votiva Sagrado Coração de Jesus

Antífona de Entrada

Cristo nos amou e nos lavou dos pecados com seu sangue, e fez de nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai, aleluia! (Ap 1,5s)

Oração do dia

Ó Deus, pela glorificação de Cristo e pela iluminação do Espírito Santo, abristes para nós as portas da vida eterna. Fazei que, participando de tão grandes bens, nos tornemos mais dedicados ao vosso serviço e cresçamos constantemente na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 25,13-21)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Alguns dias depois, 25 13 o rei Agripa e Berenice desceram a Cesareia para saudar Festo.

14 Como se demorassem ali muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo: "Félix deixou preso aqui um certo homem.

15 Quando estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus vieram queixar-se dele comigo pedindo a sua condenação.

16 Respondi-lhes que não era costume dos romanos condenar homem algum, antes de ter confrontado o acusado com os seus acusadores e antes de se lhes dar a liberdade de defender-se dos crimes que lhes são imputados.

17 Compareceram aqui. E eu, sem demora, logo no dia seguinte, dei audiência e ordenei que conduzissem esse homem.

18 Apresentaram-se os seus acusadores, mas não o acusaram de nenhum dos crimes de que eu suspeitava.

19 Eram só desavenças entre eles a respeito da sua religião, e uma discussão a respeito de um tal Jesus, já morto, e que Paulo afirma estar vivo.

20 Vi-me perplexo quanto ao modo de inquirir essas questões e perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém e ser ali julgado.

21 Mas, como Paulo apelou para o julgamento do imperador, mandei que fique detido até que o remeta a César".

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 102/103

O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

 

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,

e todo o meu ser, seu santo nome!

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,

não te esqueças de nenhum de seus favores!

 

Quanto os céus por sobre a terra se elevam,

tanto é grande o seu amor aos que o temem;

quanto dista o nascente do poente,

tanto afasta para longe nossos crimes.

 

O Senhor pôs o seu trono lá nos céus,

e abrange o mundo inteiro seu reinado.

Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos,

valorosos que cumpris as suas ordens.

Evangelho (João 21,15-19)

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Espírito Santo, o paráclito, haverá de lembrar-vos de tudo o que tenho falado (Jo 14,26).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

21 15 Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?" Respondeu ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta os meus cordeiros".

16 Perguntou-lhe outra vez: "Simão, filho de João, amas-me?" Respondeu-lhe: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta os meus cordeiros".

17 Perguntou-lhe pela terceira vez: "Simão, filho de João, amas-me?" Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: "Amas-me?", e respondeu-lhe: "Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta as minhas ovelhas.

18 Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres".

19 Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, considerai as oferendas do vosso povo e, para que elas possam agradar-vos, purificai os nossos corações com a vinda do Espírito Santo. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Quando vier o Espírito da verdade, ele vos ensinará toda a verdade, diz o Senhor, aleluia! (Jo 16,13)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que nos purificais e alimentais com os vossos sacramentos, fazei que encontremos a vida eterna na refeição que nos concedestes. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (MISSA VOTIVA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (BRANCO – MISSAL, PÁG. 382))

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que no coração do vosso filho, ferido por nossos pecados, nos concedestes infinitos tesouros de amor, fazei que lhe ofereçamos uma justa reparação, consagrando-lhe toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

SOBRE AS OFERENDAS

Considerai, ó Deus, o indizível amor do coração do vosso amado Filho, para que nossas oferendas vos agradem e sirvam de reparação por nossas faltas.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

DEPOIS DA COMUNHÃO

Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor e, sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(03/06/2022 – João 21,15-19) Jesus conhece a fundo o coração humano e sabe de suas necessidades mais profundas, pois Ele é o criador do nosso coração. Sabe muito bem que o impulso, a necessidade mais espontânea e mais forte do coração humano é o amor. O que o homem deseja é amar e ser amado, para isso fomos criados. Por isso, Jesus passou toda a sua vida pregando que o primeiro e principal é o amor: amar a Deus, ao próximo e a si mesmo. E como sabe que é difícil amar, se não se sente amado, amou-nos e nos ama até o fim, a ponto de entregar a sua vida por nós. Se ele não nos amasse, não poderíamos amar a Deus e ao nosso próximo. A pergunta que Jesus fez a Pedro continua a ser feita a todos nós: Tu me amas? Responder a esta pergunta é fundamental para darmos sentido à nossa missão. Peçamos ao Senhor que nos ensine a amar como Ele nos amou. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Francisco Caracciolo 04/06

Presbítero e fundador  [1563-1608]

Sacerdote que, movido por admirável caridade para com Deus e o próximo, fundou a Congregação dos Clérigos Menores Regulares. Não é por acaso que Francesco Caracciolo é chamado de “o Santo da Eucaristia”.

Primeiros anos de vida

Ele nasceu em 13 de outubro de 1563, em Villa Santa Maria (Chieti), da nobre e rica família Caracciolo. Seu amor por Jesus, Pão da vida, e pela Virgem Maria nasceu muito cedo, juntamente com a sua vocação. Ele morava com sua nobre e rica família na Vila Santa Maria. Desde a infância, costumava usar o escapulário, assim como recitava o rosário e jejuava todos os sábados.

Vocação a partir de um milagre

Aos 22 anos, ele foi atingido por uma doença grave, chamada de elefantíase, que o desfigurou por todo o corpo. Então, ele jura renunciar às riquezas terrenas para sempre em troca de cura. O seu pedido foi atendido. Dois anos depois, foi ordenado sacerdote e ficou conhecido por algumas supostas curas entre os doentes nos hospitais onde exerce seu ministério, bem como nas prisões. Sempre entre os últimos e excluídos, logo ele pede para fazer parte da Companhia dos Brancos, que em Nápoles serve os prisioneiros no corredor da morte e condenados no hospício dos Incuráveis. Estamos em 1588.

Nasce um novo carisma

Um dia ele recebeu uma carta de um nobre genovês, Don Agostino Adorno, e do abade de Santa Maria Maior, em Nápoles, Fabrizio Caracciolo. Na realidade, é dirigida a um religioso de mesmo nome que faz parte de sua própria congregação, mas é entregue a ele, que a acolhe como sinal da Providência. Será graças a esse equívoco que Ascânio, juntamente com os dois personagens mencionados, se encontra com os camaldulenses e escreve a constituição de um novo instituto do qual é cofundador. É ele quem propõe acrescentar aos três votos de pobreza, castidade e obediência, um quarto voto que nos obriga a rejeitar qualquer ofício eclesiástico. Quando o novo instituto é reconhecido, Ascânio muda seu nome para Francesco.

Obrigado a ser autoridade

Em 1589, Francesco foi para a Espanha com Adorno, que queria expandir o novo instituto lá. A viagem, no entanto, não dá certo: depois de um ano, eles voltam para casa, Francesco fica doente, Adorno morre. Em 1591, Francisco foi eleito presbítero geral perpétuo, cargo que teve de aceitar para cumprir o voto de obediência, mas não mudou o seu modo de viver a penitência, o jejum ou mesmo o hábito de realizar os trabalhos mais humildes. Ele retorna à Espanha três anos depois, mas, em Madri, o rei Filipe II o ameaça de fechar o Hospital dos Italianos, onde cuida dos cuidados e assistência aos doentes. Só em 1601, eleito mestre de noviços, poderá fundar uma casa em Valladolid, demonstrando grande capacidade de discernimento entre os jovens, prevendo a uns a vocação para a vida religiosa, a outros até a apostasia. Em 1607, foi finalmente dispensado de qualquer cargo e dedicou-se apenas à oração.

Características do santo

“Caçador de almas”, “pai dos pobres”, mas também “homem de bronze”: esses são os três apelidos com que Francisco era conhecido, que refletem perfeitamente as três faces de seu ministério. Não deixa de visitar os doentes e de assistir aos moribundos: no hospital, dedica-se com vigor aos trabalhos mais humildes, como arrumar as camas, limpar os quartos, remendar as roupas dos doentes. Ele também está sempre pronto para arrecadar esmolas para prover a educação das meninas, ele traz tudo o que tem para os pobres, literalmente tirando o pão da boca, muitas vezes, jejuando e dando as roupas que todos os irmãos descartam. Além disso, é incansável na escuta das confissões, no ensino do catecismo às crianças, na organização das obras de caridade e na pregação das verdades eternas aos fiéis.

Devoção e penitência

Se quer o melhor para os outros, não quer nada para si: Francisco escolhe sempre os quartos mais pequenos, dorme e come muito pouco, além disso, faz obras de penitência, mesmo vestindo pano de saco nas festas e nas longas viagens a pé. Mas, sobretudo, promove o culto da Eucaristia, estabelecendo que os alunos da Ordem se revezam na Adoração ao Santíssimo Sacramento. Ele não se cansa de exortar também outros sacerdotes a essa prática, expondo o Santíssimo Sacramento em todos os primeiros domingos do meses. 

Morte

Durante a Peregrinação à Santa Casa de Loreto, acabou falecendo em 4 de junho de 1608, depois de invocar os Santos Miguel, José e Francisco de Assis. Foi canonizado por Pio VII em 1807. Suas palavras ainda ressoam atualmente, assim como seu pensamento: “Sangue precioso do meu Jesus, vós sois meu! Convosco e por meio de vós espero salvar-me. Meus sacerdotes, esforcem-se para celebrar a Missa, todos os dias, e inebriar-se com este Sangue!”.

A minha oração

Ó grande propagador da Eucaristia, ensina-nos a viver como adoradores, para que assim cresça o nosso amor à Jesus e aos mais necessitados. Intercedei pelos sacerdotes na busca da santidade e da dedicação aos sacramentos, por Cristo nosso Senhor. Amém!

São Francisco Caracciolo , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 04 de Junho:

  • A paixão de São Quirino, em Savária, na Panónia, hoje Szombathly, na Hungria, bispo de Siszeck, na Ilíria, e mártir. († 309)
  • São Metrófanes, em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, bispo de Bizâncio. († 325)
  • Santo Optato, bispo, em Milevi, atualmente na Argélia. († s. IV)
  • São Petroco de Gales, abade, na Cornualha, região da atual Grã-Bretanha. († s. VI)
  • São Gualter, abade, em Servigliano, hoje nas Marcas, região da Itália, († s. VIII)
  • Os santos Nicolau e Trano, eremitas, na ilha da Sardenha, região da Itália. († a. s. XII)
  • Beato Pacífico Ramáti, presbítero da Ordem dos Menores, em Sássari, também na Sardenha. († 1482)
  • São Filipe Smaldone, presbítero e fundador da Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, em Lecce, na Apúlia, também região da Itália. († 1923)
  • Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, os beatos António Zawistowski, presbítero, e Estanislau Starowieyski, mártires. († 1942)
  • Beato Francisco Pianzola, em Mortara, na Lombardia, região da Itália, o presbítero da diocese de Vigévano, fundador da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Rainha da Paz. († 1943)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

 



Por: CN


Dia 4 de Junho - Sábado

VII SEMANA DA PÁSCOA* (Branco, Prefácio da Ascensão – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

Os discípulos unidos perseveravam em oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e os irmãos dele, aleluia! (At 1,14)

Oração do dia

Concedei-nos, Deus todo-poderoso, conservar sempre em nossa vida e nossas ações a alegria das festas pascais que estamos para encerrar. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Leitura (Atos 28,16-20.30-31)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

28 16 Chegados que fomos a Roma, foi concedida licença a Paulo para que ficasse em casa própria com um soldado que o guardava.

17 Três dias depois, Paulo convocou os judeus mais notáveis. Estando reunidos, disse-lhes: “Irmãos, sem cometer nada contra o povo nem contra os costumes de nossos pais, fui preso em Jerusalém e entregue nas mãos dos romanos.

18 Estes, depois de terem instruído o meu processo, quiseram soltar-me, visto não achar em mim crime algum que merecesse morte.

19 Mas, opondo-se a isso os judeus, vi-me obrigado a apelar para César, sem intentar contudo acusar de alguma coisa a minha nação.

20 Por esse motivo, mandei chamar-vos, para vos ver e falar convosco. Porquanto, pela esperança de Israel, é que estou preso com esta corrente”.

30 Paulo permaneceu por dois anos inteiros no aposento alugado, e recebia a todos os que vinham procurá-lo.

31 Pregava o Reino de Deus e ensinava as coisas a respeito do Senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade e sem proibição.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 10/11

Ó Senhor, quem tem reto coração

há de ver a vossa face.

 

Deus está no templo santo

e no céu tem o seu trono;

volta os olhos para o mundo,

seu olhar penetra os homens.

 

Examina o justo e o ímpio

e detesta o que ama o mal.

Porque justo é nosso Deus,

o Senhor ama a justiça.

Quem tem reto coração

há de ver a sua face.

Evangelho (João 21,20-25)

Aleluia, aleluia, aleluia!

Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.13)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

21 20 Voltando-se Pedro, viu que o seguia aquele discípulo que Jesus amava (aquele que estivera reclinado sobre o seu peito, durante a ceia, e lhe perguntara: “Senhor, quem é que te há de trair?”).

21 Vendo-o, Pedro perguntou a Jesus: “Senhor, e este? Que será dele?”

22 Respondeu-lhe Jesus: “Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha? Segue-me tu”.

23 Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse: “Não morrerá, mas: Que te importa se quero que ele fique assim até que eu venha?”

24 Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho.

25 Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, nós vos pedimos: a vinda do Espírito Santo, ele que é o próprio perdão dos pecados, prepare os nossos corações para os vossos sacramentos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!

Antífona da Comunhão

O Espírito Santo virá glorificar-me, pois receberá do que é meu para comunicar-vos, diz o Senhor, aleluia! (Jo 16,14)

Depois da Comunhão

Ó Deus, atendei compassivo as nossas preces e, como passamos dos antigos aos novos sacramentos, renovai as nossas almas, dotando-nos de uma nova juventude. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!

Santo do Dia / Comemoração (MISSA DA VIGÍLIA DE PENTECOSTES - DIA 4, SÁBADO, À TARDE OU À NOITE)

Antífona de Entrada: O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito que habita em nós, aleluia! (Rm, 5,5; 10,11)

 

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, quisestes que o mistério pascal se completasse durante cinquenta dias, até a vida do Espírito Santo. Fazei que todas as nações dispersas pela terra, na diversidade de duas línguas, se unam no louvor do vosso nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

Primeira Leitura: Gênesis 11,1-9

 

Leitura do livro do Gênesis.

1Toda a terra tinha uma só linguagem e servia-se das mesmas palavras. 2E aconteceu que, partindo do oriente, os homens acharam uma planície na terra de Senaar e aí se estabeleceram. 3E disseram uns aos outros: “Vamos, façamos tijolos e cozamo-los ao fogo”. Usaram tijolos em vez de pedra, e betume em lugar de argamassa. 4E disseram: “Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos e não seremos dispersos por toda a face da terra”. 5Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. 6E o Senhor disse: “Eis que eles são um só povo e falam uma só língua. E isso é apenas o começo de seus empreendimentos. Agora, nada os impedirá de fazer o que se propuseram. 7Desçamos e confundamos a sua língua, de modo que não se entendam uns aos outros”. 8E o Senhor os dispersou daquele lugar por toda a superfície da terra, e eles cessaram de construir a cidade. 9Por isso, foi chamada Babel, porque foi aí que o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo e daí dispersou os homens por toda a terra.

Palavra do Senhor.

Leituras opcionais: Êxodo 19,3-8a.16-20b; Ezequiel 37,1-14; Joel 3,1-5.

 

Salmo Responsorial: 103(104)

 

Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

 

Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!

De majestade e esplendor vos revestis e de luz vos envolveis como num manto.

 

Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, e que sabedoria em todas elas!

Encheu-se a terra com as vossas criaturas. Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

 

Todos eles, ó Senhor, de vós esperam que a seu tempo vós lhes deis o alimento;

vós lhes dais o que comer e eles recolhem, vós abris a vossa mão e eles se fartam.

 

Se tirais o seu respiro, eles perecem e voltam para o pó de onde vieram;

enviais o vosso espírito e renascem, e da terra toda a face renovais.

 

Segunda Leitura: Romanos 8,22-27

 

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 22sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. 24Pois já fomos salvos, mas na esperança. Ora, o objeto da esperança não é aquilo que a gente está vendo; como pode alguém esperar o que já vê? 25Mas, se esperamos o que não vemos, é porque o estamos aguardando mediante a perseverança. 26Também o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor com gemidos inefáveis. 27E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.

Palavra do Senhor.

 

Evangelho: João 7,37-39

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vinde, Espírito divino, e enchei com vossos dons os corações dos fiéis; e acendei neles o amor, como um fogo abrasador!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

 

37No último dia da festa, o dia mais solene, Jesus, em pé, proclamou em voz alta: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38Aquele que crê em mim, conforme diz a Escritura, rios de água viva jorrarão do seu interior”. 39Jesus falava do Espírito, que deviam receber os que tivessem fé nele; pois ainda não tinha sido dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

Palavra da salvação.

 

Sobre as oferendas: Infundi, ó Deus, a benção do vosso Espírito nas oferendas aqui presentes para que se acenda em vossa Igreja aquela caridade que revela ao mundo o mistério da salvação. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

Antífona da Comunhão: No último dia da festa, Jesus Clamava: se alguém tiver sede, venha a mim e beba, aleluia! (Jo7,37)

 

Depois da comunhão: Aproveite-nos, Ó Deus, a comunhão nesta Eucaristia, para que vivamos sempre inflamados por aquele Espírito que derramastes sobre os vossos apóstolos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.




Reflexão sobre o Evangelho:
(04/06/2022 – João 21,20-25) O convite de Jesus para o seu seguimento é um convite pessoal. Jesus desvenda para os apóstolos os mistérios que lhes estavam reservados como que para animá-los e dar-lhes força para continuarem firmes até o tempo que lhes fosse necessário. Unidos a Jesus, pelo poder do Espírito Santo, nós também poderemos assimilar o que o Senhor tem preparado para a nossa vida. A nossa história é diferente da de todo o mundo, nós somos únicos e temos um chamado especial. Pedro queria saber de Jesus o que iria acontecer a João, mas Jesus o repreende convidando-o a um seguimento completo. O plano de Deus para nós é perfeito, tem um sentido definido e uma marca singular, portanto, ao invés de nos preocuparmos com o projeto de Deus para as outras pessoas devemos nos empenhar em sermos fiéis ao chamado do Senhor para nós. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Bonifácio 05/06

Bispo e Mártir

Bonifácio, seu nome verdadeiro Vinfrido (Wynfrith ou Winfrid; com o mesmo significado em anglo-saxão), e cognominado Apóstolo dos Germanos.

Percurso formativo

Nasceu em Crediton, no condado de Devon, no sudoeste da Inglaterra, filho de uma família abastada; foi contra a vontade do pai quando, ainda muito jovem, escolheu a vida monástica. Estudou teologia nos mosteiros beneditinos de Adescancastre, perto de Exeter, e de Nursling, entre Winchester e Southampton, tendo por mestre, neste último, o abade Winbert, e acabou tornando-se professor no mosteiro. Foi ordenado padre aos 30 anos. Escreveu a  primeira gramática de latim produzida na Inglaterra.

Enviado pelo Papa

Em 716, deslocou-se, como missionário, à Frísia, para ajudar São Vilibrordo na conversão dos Frísios, habitantes locais que falavam um idioma semelhante ao anglo-saxão com que ele pregava, mas os seus esforços redundaram em nada a partir do momento em que se declarou a guerra entre Carlos Martel, prefeito do palácio do reino dos Francos, e Redebaldo I dos Frísios. Retornou, por isso, ao seu mosteiro de Nursling. Seu segundo deslocamento ao continente europeu iniciou-se em 718. Foi a Roma, onde conheceu o Papa Gregório II. A fim de demonstrar a sua submissão à Diocese de Roma, o Papa lhe deu o nome de Bonifácio, tradução literal de Vinfrido, e foi enviado à Germânia, com a missão de evangelizar, e de reorganizar a Igreja nessa região ainda bárbara. Ao longo dos cinco anos seguintes, Bonifácio viajou por territórios que modernamente fazem parte dos Estados alemães de Hessen, Turíngia, e ainda pela região neerlandesa da Frísia.

Bispado como marco histórico

30 de novembro de 722, foi feito bispo de todos os territórios da Germânia que ele trouxera para as mãos da Igreja. Um acontecimento-chave da sua vida ocorreu em 723, quando derrubou o carvalho sagrado dedicado ao deus Thor, perto da moderna cidade de Fritzlar, no norte do Hesse, e construiu uma pequena capela no local onde hoje se ergue a catedral de Fritzlar, e onde se viria a estabelecer a primeira sede de bispado na Alemanha ao norte do antigo limes romano, junto do povoado fortificado franco de BuraBurgo, numa montanha próxima da cidade, junto do rio Éder. Este acontecimento é considerado como o início formal da cristianização da Germânia. Em 732, deslocou-se de novo a Roma, para comunicar ao Papa os eventos ocorridos desde o último encontro, e Gregório III conferiu-lhe o pálio, como sinal da investidura no arcebispado, tendo autoridade sobre toda a Germânia. Bonifácio partiu de novo para a Alemanha e batizou centenas de saxões.

Primeiro Arcebispado

Durante a sua visita a Roma, em 737-738, foi formalmente feito o legado papal para a Germânia. Em 745, elevou Mogúncia à condição de Sé metropolitana, onde se estabeleceu como seu primeiro arcebispo. Posteriormente, partiu em direção à Baviera, onde estabeleceu os bispados de Salzburgo, Ratisbona, Freisinga e Passau. Em 742, um dos seus discípulos, Estúrmio, fundou a Abadia de Fulda, não muito longe de Fritzlar. Embora Estúrmio seja o fundador oficial, Bonifácio esteve muito envolvido na constituição da nova abadia. Nos territórios francos, do Hesse e da Turíngia, Bonifácio fundou as dioceses de Buraburgo, Würzburgo e Erforte; ao ser ele a designar os bispos de cada uma das dioceses, pôde consolidar a sua independência face aos poderes senhoriais dos carolíngios. Apesar disso, continuou a organizar sínodos provinciais anuais no reino dos francos, tendo em vista a reorganização eclesiástica do mesmo, mantendo embora uma turbulenta relação com o novo rei dos francos, Pepino o Breve, que viria a coroar em Soissons, em 751.

Morreu pela evangelização

Bonifácio jamais perdeu a esperança de converter os frísios, e, em 754, retomou à Frísia com um pequeno grupo de seguidores. Batizou um grande número de pagãos e marcou um encontro para a confirmação dos novos batizados num local perto de Dokkum, entre Franeker e Groninga. Contudo, em vez dos seus convertidos, um bando de pagãos armados apareceu e assassinou o arcebispo Bonifácio. Os seus restos mortais viriam a ser enterrados na abadia de Fulda (atual Catedral de Fulda). São Bonifácio foi declarado santo e mártir pelas Igrejas Católica Romana e Ortodoxa Oriental, sendo celebrado a 5 de junho, data da sua morte. 

Reconhecimento Papal

O Papa Pio XII na Encíclica Ecclesiae fastos, de 5 de junho de 1954, dirigida às igrejas da Inglaterra, Alemanha, Áustria, França, Bélgica e Holanda, comemorou o XII centenário da morte deste bispo e mártir.

A minha oração

São Bonifácio, grande pai dos povos germânicos, nós pedimos para eles a graça de uma nova conversão, uma restauração. Protegei-os, defendei-os da morte eterna, inclusive das astúcias do mal, e aos seus descendentes as graças necessárias. 

São Bonifácio, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 5 de junho:

  • No Egito, os santos MarcianoNicandroApolónio e companheiros, mártires. († s. III)
  • Em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano, São Doroteu, bispo. († s. IV)
  • Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, Santo Ilídio, bispo. († 384)
  • Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eutíquio, bispo. († 539)
  • Em Dokkum, na Frísia, na hodierna Holanda, Santo Eubano, bispo, Adelário e nove companheiros, mártires que, juntamente com São Bonifácio, foram coroados no mesmo combate glorioso. († 754)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Sancho, mártir. († 851)
  • Em Assérgi, nos Abruzos, região da Itália, São Franco, eremita. († s. XII)
  • Em Ciano, perto de Mileto, na Calábria, também região da Itália, São Pedro Spanò, eremita. († s. XII)
  • Em Shiki, no Japão, o Beato Adão Arakawa, pai de família e mártir. († 1614)
  • Em Hanói, no Tonquim, hoje no Vietnã, São Lucas Vu Ba Loan, presbítero e mártir. († 1840)
  • Em Tang Gia, também no Tonquim, os santos Domingos Toai e Domingos Huyen, mártires, pais de família e pescadores. († 1862)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]
  • Catholic Encyclopedia, vol II, 1913. Francis Mershman.

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 5 de Junho - Domingo

PENTECOSTES (Vermelho, Glória, Sequência [na missa do dia], Creio, Prefácio Próprio – Ofício da Solenidade)

Antífona de Entrada

O Espírito do Senhor encheu o universo; ele mantém unidas todas as coisas e conhece todas as línguas, aleluia! (Sb 1,7)

Oração do dia

Ó Deus, que, pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo e realizai agora, no coração dos fiéis, as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 2,1-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

2 1 Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.

2 De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.

3 Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.

4 Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

5 Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu.

6 Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua.

7 Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: "Não são, porventura, galileus todos estes que falam?

8 Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?

9 Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia,

10 a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos,

11 judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!"

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 103/104

Enviai o vosso Espírito, Senhor,

e da terra toda a face renovai.

 

Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!

Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras!

Encheu-se a terra com as vossas criaturas1

 

Se tirais o seu respiro, elas perecem

e voltam para o pó de onde vieram.

Enviais o vosso espírito e renascem

e da terra toda a face renovais.

 

Que a glória do Senhor perdure sempre,

e alegre-se o Senhor em suas obras!

Hoje, seja-lhe agradável o meu canto,

pois o Senhor é a minha grande alegria!

Leitura (1 Coríntios 12,3-7.12.13)

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 3ninguém pode dizer: “Jesus é o Senhor”, a não ser no Espírito Santo. 4Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. 5Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. 6Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. 7A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. 12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

Palavra do Senhor.

Leitura opcional: Romanos 8,8-17.

Sequência

Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, daí aos corações vossos sete dons. Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde! No labor descanso, na aflição remanso, no calor aragem. Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós! Sem luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele. Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente. Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei. Daí à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons. Daí em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém.

Evangelho (João 20,19-23)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vinde, Espírito divino, e enchei com vossos dons os corações dos fiéis; e acendei neles o amor como um fogo abrasador!

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

20 19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: "A paz esteja convosco!"

20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.

21 Disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós".

22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: "Recebei o Espírito Santo.

23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Concedei-nos, ó Deus, que o Espírito Santo nos faça compreender melhor o mistério deste sacrifício e nos manifeste toda a verdade, segundo a promessa do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

Prefácio

(O Mistério de Pentecostes)

 

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Para levar à plenitude os mistérios pascais, derramastes, hoje, o Espírito Santo prometido, em favor de vossos filhos e filhas. Desde o nascimento da Igreja, é ele quem dá a todos os povos o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé, a diversidade das raças e línguas. Por essa razão, transbordamos de alegria pascal e aclamamos vossa bondade, cantando (dizendo) a uma só voz...

Antífona da Comunhão

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e proclamavam as maravilhas de Deus, aleluia! (At 2,4.11)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que enriqueceis a vossa Igreja com os bens do céu, conservai a graça que lhe destes, para que cresçam os dons do Espírito Santo; e o alimento espiritual que recebemos aumente em nós a eterna redenção. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(05/06/2022 – João 20,19-23) Pentecostes é o cume da festa da Páscoa, a celebração do mistério da ressurreição de Jesus, celebração que durou cinquenta dias. Fazemos memória, recordamos, que a primeira comunidade dos cristãos recebeu o impulso e o dom que lhes fez capazes de superar o medo, de anunciar a Boa Notícia de Jesus a todos os povos. Nós, reunidos na Igreja pela ação do Espírito Santo, também temos recebido esse dom, também estamos comprometidos com a tarefa de anunciar o evangelho. Para isso fomos convocados, para estender a boa nova a todos os seres humanos. Não deixemos que o medo nos impeça de cumprirmos com a nossa missão, mas clamemos o auxílio do alto. Somos convidados a abrir o nosso coração ao Divino Amigo, ao paráclito, para que o Espírito Santo nos capacite, nos torne ousados e usados por Deus para a evangelização e o resgate de almas. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Noberto 06/05

Bispo e fundador [1080-1134]

Família nobre e vida mundana

Norberto nasceu numa família de nobres por cerca do ano 1080, em Gennep ou Xanten, no norte da Renânia (atual Alemanha). Ainda criança, foi apresentado ao Capítulo da Catedral de São Vítor em Xanten, onde, mais tarde, foi ordenado subdiácono. O Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Henrique V, notou o carisma e os dons de Norberto, nomeando-o como seu conselheiro pessoal na corte imperial. Ali, Norberto viveu uma vida mundana.

Mudança de Vida

No ano de 1115, após cair do seu cavalo e quase morrer numa tempestade, Norberto se arrependeu e assumiu uma vida de penitência. Ordenado diácono e sacerdote no mesmo dia, ele peregrinou pelo país, pregando a Palavra de Deus, denunciando os abusos dos clérigos e reconciliando inimigos. Uma das mais antigas pinturas de Norberto o retratam com o livro dos Evangelhos e um ramo de oliveira representando a paz. Criticado e perseguido pelos membros da hierarquia, Norberto solicitou e obteve a aprovação do Papa Gelásio II como pregador itinerante.

Fundador

Mais tarde, o Papa Calixto II o encorajou a fundar uma comunidade religiosa na diocese de Laon, no norte da França. Ali, no vale desolado e de difícil acesso de Prémontré, no norte da França, na noite de Natal do ano de 1121, Norberto fundou sua ordem religiosa, a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses. Ele escolheu a Regra de Santo Agostinho, tornando-se um dos mais ávidos reformadores do seu tempo. A comunidade era marcada pela vida austera, pela pobreza e pela intensa vida litúrgica e de oração, mas, acima de tudo, pela completa fidelidade ao ideal de vida comunitária retratado na Regra de Agostinho.

Episcopado

Embora relutante, em 25 de julho de 1126, Norberto foi ordenado arcebispo de Magdeburgo e deixou a liderança de sua Ordem aos cuidados de Hugo de Fosses, para trabalhar no pastoreio dessa vasta arquidiocese na fronteira nordeste do Sacro Império Romano-Germânico. Durante seus anos como arcebispo, Norberto lutou energicamente pela liberdade da Igreja em relação aos príncipes e provou-se como ardente defensor do Romano Pontífice. Ele foi indispensável na deposição do antipapa Anacleto II e no retorno do Papa Inocêncio II à Sé Petrina. Enfraquecido pelos vários trabalhos e viagens, Norberto retornou à Magdeburgo, onde morreu em 06 de junho de 1134. 

Apóstolo da Eucaristia

Como “Apóstolo da Eucaristia”, a reverente contemplação de Norberto fixa-se no ostensório em sua mão direita. Muitos dos milagres atribuídos a São Norberto ocorreram no contexto do Santo Sacrifício da Missa: milagres de cura, de exorcismo e de reconciliação. De fato, São Norberto insistia em celebrar a missa antes de assumir qualquer trabalho, pois tão grande era a sua fé no poder da Eucaristia. No início de sua conversão, quando ele abriu mão de literalmente tudo que possuía, ele reteve consigo apenas os artigos necessários para a celebração da Missa enquanto ele viajava a pé pela Europa. Era de tal forma, que ele podia celebrar a Eucaristia diariamente — embora não fosse uma prática comum na época um sacerdote celebrar tão frequentemente, apenas nos domingos. O ostensório realmente só entrou em uso muito depois, mas, durante os tempos conturbados da revolta protestante, ele se tornou uma expressão artística da tão conhecida devoção Eucarística de São Norberto.

A minha oração

Grande bispo e pastor das almas, ajudai-nos a viver com sinceridade e verdade os sacramentos tendo como centro das nossas vidas a Eucaristia. Que Jesus seja cada dia mais amado e adorado, e nós sejamos seus fiéis seguidores. Amém!

São Norberto , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 06 de junho:

  • Santos Artémio e Paulina, mártires, na Via Aurélia, Roma. († c. s. IV)
  • São Bessarião, anacoreta, que viveu como mendigo, em Cete, no Egipto. († s. IV)
  • São Cerázio, bispo, em Grenoble, na Borgonha, atualmente na França, († c. 452)
  • Santo Eustórgio II, bispo, em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. († 518)
  • São Jarlat, bispo, na Irlanda. († c. 550)
  • São Cláudio é venerado como bispo e abade do mosteiro de Condat, no maciço do Jura, na Borgonha, região da França. († c. 703)
  • Santo Alexandre, bispo de Fiésole, no território de Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália. († 823)
  • Santo Hilarião, em Istambul na Turquia, presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio. († 845)
  • São Colmano, bispo, nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia. († c. 1010)
  • Beato Falcão, abade, no mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália. († 1146)
  • São Gilberto, abade da Ordem Premonstratense, em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, região da França. († 1152)
  • Beato Beltrão, bispo de Aquileia e mártir, em Údine, no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália. († 1350)
  • Beato Lourenço de Másculis de Villamagna, em Ortona, nos Abruzos, também região da Itália, o presbítero da Ordem dos Frades Menores. († 1535)
  • Beato Guilherme Greenwood, em Londres, mártir, da Cartuxa. († 1537)
  • São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, que fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria, em Saint-Chamond, cidade do território de Lião, na França, († 1840)
  • Santos mártires Pedro Dung e Pedro Thuan, pescadores, e Vicente Duong, agricultor, em Luong My, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam. († 1862)
  • São Rafael Guizar Valência, bispo de Vera Cruz no México, na Cidade do México. († 1938)
  • Beato Inocêncio Guz, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir, em Sachsenhausen, na Alemanha. († 1940)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]
  • site Abadia de São Norberto

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 6 de Junho - Segunda-feira

MARIA, MÃE DA IGREJA (Branco, Prefácio próprio – Ofício da memória)

Antífona de Entrada

Os discípulos perseveravam em oração com Maria, a mãe de Jesus (At 1,14)

Oração do dia

Deus, Pai de misericórdia, vosso Filho, pregado na cruz, nos deu por mãe a sua mãe. Pela intercessão amorosa da Virgem Maria, fazei que a vossa Igreja se torne cada vez mais fecunda e se alegre pela santidade de seus filhos e filhas, atraindo para o seu convívio as famílias de todos os povos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Leitura (Gênesis 3,9-15.20)

Leitura do livro do Gênesis.

Depois que Adão comera do fruto da árvore, 9o Senhor Deus o chamou, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me, e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 86/87

Dizem coisas gloriosas da cidade do Senhor.

 

O Senhor ama a cidade que fundou no monte santo;

ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó.

 

Dizem coisas gloriosas da cidade do Senhor.

De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.

 

Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”.

E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”

Evangelho (João 19,25-34)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Sois feliz, Virgem Maria, e mereceis todo louvor, pois de vós se levantou o Sol brilhante da justiça!

 

Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”. 29Havia ali uma jarra de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Palavra da salvação.

Sobre as Oferendas

Recebei, Senhor, as nossas oferendas e transformai-as em sacramento da salvação. Pela força deste mistério, sejamos inflamados no mesmo amor da Virgem Maria, Mãe da Igreja, e mereçamos com ela associar-nos mais estreitamente à obra da redenção. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Antífona da Comunhão

Pendente da cruz, disse Jesus ao discípulo predileto: Eis tua mãe (Jo 19,26s)

Depois da Comunhão

Tendo recebido o penhor da redenção e da vida, nós vos pedimos, Senhor, que a vossa Igreja, pela materna intercessão da Virgem Maria, instrua todas as nações pelo anúncio do Evangelho e encha a terra toda com a efusão do Espírito Santo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/

Santo Antônio 07/06

Bispo e fundador [1789- 1846]

Resumo

Religioso, Bispo de Bobbio, que fundou a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto e brilhou pelo empenho e pelo exemplo brilhante de dedicação às necessidades dos pobres e à salvação das almas e na promoção da santidade do clero.

Nascimento e vocação

Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na província de Gênova, em 12 de abril de 1789. Entrou no seminário aos 19 anos e foi ordenado sacerdote quatro anos depois. Professor de letras e retórica, para receber o novo bispo, Lambruschini, organizou, em Gênova, uma peça intitulada “A reforma do seminário” que teve um eco notável. 

Fundador

De 1826 a 1838, foi pároco em Chiavari. Este período é marcado por uma série de inovações pastorais e pela criação de várias instituições, como o próprio seminário. Sob o inusitado nome de “Sociedade Econômica”, foi criada uma instituição cultural e assistencial confiada por Dom Gianelli “aos cuidados das Damas da Caridade” para a educação gratuita das meninas pobres: uma caridade que confia às Damas da Caridade. É o primeiro passo para as Filhas de Maria Santíssima do Horto.

Episcopado e dedicação ao clero

Em 1838, foi eleito bispo de Bobbio. Ajudado pelos lígures, ele reconstruiu sua congregação com o nome de Oblatos de Santo Afonso. Morreu em 7 de junho de 1846, dois anos antes havia criado uma pequena congregação missionária para pregar ao povo e organizar o clero, sendo um grande atuante na formação da Igreja. Foi canonizado por Pio XII.  

Papa João Paulo II, discurso aos Jovens de Gianelli

Homem inteligente e clarividente, culto e sensível às correntes ideológicas da época, sabia muito bem que a meditação pessoal das Verdades reveladas por Jesus pode criar convicções firmes que formam consciências e iluminam as mentes. A meditação, de fato, ajuda a manter vivo o contato com o Senhor, fortalece a vontade, traz à tona os defeitos que devem ser corrigidos, eleva o tom da vida, faz respirar uma atmosfera mais elevada e serena.

A minha oração

Pedimos ao nosso santo que ensine o caminho da meditação e que através desta possamos ser usados pelo Senhor no serviço pastoral, no trabalho cotidiano. Que o seu exemplo e virtude sejam sempre caminho de esperança e caridade para nós, por Cristo nosso Senhor. Amém!

Santo Antônio Maria Gianelli , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em  de Junho:

  • São Colmano, na Hibernia, atual Irlanda, bispo e abade do mosteiro de Dromore por ele fundado. († s. VI)
  • Santos mártires Pedro, presbítero, Valabonso, diácono, SabinianoVistremundoHabêncio e Jeremias, monges, em Córdova, na Andaluzia, região da Hispânia. († 851)
  • São Roberto, abade, em Newminster, na Nortúmbria, região da Inglaterra, da Ordem Cisterciense, fundou com doze companheiros este cenóbio, do qual irradiou em breve tempo a fundação de três famílias de monges. († 1159)
  • Beata Ana de São Bartolomeu, em Antuérpia, no Brabante, actualmente na Bélgica, a virgem da Ordem da Carmelitas Descalças. († 1626)
  • Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière, em Paris, na França, a virgem, fundou a Sociedade de Maria Auxiliadora, da qual foi expulsa, passando o resto da sua vida em profunda humildade. († 1889)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 7 de Junho - Terça-feira

X SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos, são eles que vacilam e sucumbem (Sl 26,1s).

Oração do dia

Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 17,7-16)

Leitura do primeiro livro dos Reis.

17 7 Passado algum tempo, secou-se a torrente, porque não chovia mais na terra.

8 Então o Senhor disse-lhe:

9 “Vai para Sarepta de Sidon e fixa-te ali: ordenei a uma viúva desse lugar que te sustente”.

10 Elias pôs-se a caminho para Sarepta. Chegando à porta da cidade, viu uma viúva que ajuntava lenha. Chamou-a e disse-lhe: “Por favor, vai buscar-me um pouco de água numa vasilha para que eu beba”.

11 E indo ela buscar-lhe a água, gritou-lhe Elias: “Traze-me também um pedaço de pão”.

12 “Pela vida de Deus”, respondeu a mulher, “não tenho pão cozido: só tenho um punhado de farinha na panela e um pouco de óleo na ânfora; estava justamente apanhando dois pedaços de lenha para preparar esse resto para mim e meu filho, a fim de o comermos, e depois morrermos”.

13 Elias replicou: “Não temas; volta e faze como disseste; mas prepara-me antes com isso um pãozinho, e traze-mo; depois prepararás o resto para ti e teu filho.

14 Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha que está na panela não se acabará, e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra”.

15 A mulher foi e fez o que disse Elias. Durante muito tempo ela teve o que comer, e a sua casa, e Elias.

16 A farinha não se acabou na panela nem se esgotou o óleo da ânfora, como o Senhor o tinha dito pela boca de Elias.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 4

Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!

 

Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça!

Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição,

atendei-me por piedade e escutai minha oração!

Filhos dos homens, até quando fechareis o coração?

Por que amais a ilusão e procurais a falsidade?

 

Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo

que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece!

Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira;

meditai nos vossos leitos e calai o coração!

 

Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?”

Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!

Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração

do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo.

Evangelho (Mateus 5,13-16)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, dêem glória ao Pai celeste! (Mt 5,16)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

5 13 Disse Jesus: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.

14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha

15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.

16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Senhor nosso Deus, vede nossa disposição em vos servir e acolhei nossa oferenda, para que este sacrifício vos seja agradável e nos faça crescer na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Sois minha rocha, meu refúgio e salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga! (Sl 17,3)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que curais nossos males, agir em nós por esta eucaristia, libertando-nos das más inclinações e orientando para o bem a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(07/06/2022 – Mateus 5,13-16) Ser sal e ser luz significa dar sentido e valor à vida. A luz que emana de nós não é nossa, mas é a luz de Cristo que brilha em nós. Deus resplandece mais em nós, quanto mais somos capazes de interiorizar sua luz e fazê-la refletir naqueles que estão próximos a nós. A missão dos discípulos de Jesus é serem portadores da Luz e do Sal (sabor) de Cristo. Se os seguidores de Jesus não anunciam a luz do Mestre e não sabem dar sabor ao mundo ainda não podem ser considerados verdadeiros discípulos. Os apóstolos de Cristo devem possuir o sal da verdade do Senhor para poder dar sabor e sentido ao mundo, levando a luz de Cristo sempre no alto para que ilumine a todos que estão à nossa volta. Precisamos nos sentir desafiados a levar a luz e o sal (sabor) do Cristo a todas as esferas do mundo que nos rodeia dando a todos testemunho autêntico da vida que encontramos no Senhor. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


Santo Efrém 08/06

Dia 8 de Junho - Quarta-feira

X SEMANA DO TEMPO COMUM* (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos, são eles que vacilam e sucumbem (Sl 26,1s).

Oração do dia

Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 18,20-39)

Leitura do primeiro livro dos Reis.

18 20 Mandou Acab avisar a todos os israelitas e reuniu os profetas no monte Carmelo.

21 Elias, aproximando-se de todo o povo, disse: Até quando claudicareis dos dois pés? Se o Senhor é Deus, segui-o, mas se é Baal, segui a Baal! O povo nada respondeu.

22 Elias continuou: “Eu sou o único dos profetas do Senhor que fiquei, enquanto os de Baal são quatrocentos e cinquenta.

23 Dê-se-nos, portanto, um par de novilhos: eles escolherão um, fá-lo-ão em pedaços, e o colocarão sobre a lenha, mas sem meter fogo por baixo; eu tomarei o outro novilho e pô-lo-ei sobre a lenha, sem meter fogo por baixo.

24 Depois disso, invocareis o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor. Aquele que responder pelo fogo, esse será reconhecido como o (verdadeiro) Deus”. Todo o povo respondeu: “É boa a proposta”.

25 Então disse Elias aos profetas de Baal: “Escolhei vós primeiro um novilho e preparai-o, porque sois mais numerosos, e invocai o vosso deus, mas não ponhais fogo”.

26 Eles tomaram o novilho que lhes foi dado e fizeram-no em pedaços. Em seguida, puseram-se a invocar o nome de Baal desde a manhã até o meio-dia, gritando: “Baal, responde-nos!” Mas não houve voz, nem resposta. E dançavam ao redor do altar que tinham levantado.

27 Sendo já meio-dia, Elias escarnecia-os, dizendo: “Gritai com mais força, pois (seguramente!) ele é deus; mas estará entretido em alguma conversa, ou ocupado, ou em viagem, ou estará dormindo... e isso o acordará”.

28 Eles gritavam, com efeito, em alta voz, e retalhavam-se segundo o seu costume, com espadas e lanças, até se cobrirem de sangue.

29 Passado o meio-dia, enquanto continuavam em seus transes proféticos, chegou a hora da oblação. Mas não houve voz, nem resposta, nem sinal algum de atenção.

30 Então Elias disse ao povo: “Aproximai-vos de mim”, e todos se aproximaram. Elias reparou o altar demolido do Senhor.

31 Tomou doze pedras, segundo o número das doze tribos saídas dos filhos de Jacó, a quem o Senhor dissera: “Tu te chamarás Israel”.

32 E erigiu com essas pedras um altar ao Senhor. Fez em volta do altar uma valeta, com a capacidade de duas medidas de semente.

33 Dispôs a lenha e colocou sobre ela o boi feito em pedaços.

34 E disse: “Enchei quatro talhas de água e derramai-a em cima do holocausto e da lenha”. Depois disse: “Fazei isso segunda vez”. Tendo-o eles feito, disse: “Ainda uma terceira vez”. Eles obedeceram.

35 A água correu em volta do altar e a valeta ficou cheia.

36 Chegou a hora da oblação. O profeta Elias adiantou-se e disse: “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, saibam todos hoje que sois o Deus de Israel, que eu sou vosso servo e que por vossa ordem fiz todas estas coisas.

37 Ouvi-me, Senhor, ouvi-me: que este povo reconheça que vós, Senhor, sois Deus, e que sois vós que converteis os seus corações!”

38 Então, subitamente, o fogo do Senhor baixou do céu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a poeira e até mesmo a água da valeta.

39 Vendo isso, o povo prostrou-se com o rosto por terra, e exclamou: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 15/16

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refúgio!

 

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refúgio!

Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”.

 

Multiplicam, no entanto, suas dores,

os que correm para os deuses estrangeiros;

seus sacrifícios sanguinários não partilho,

nem seus nomes passarão pelos meus lábios.

 

Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,

meu destino está seguro em vossas mãos!

Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,

pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

 

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;

junto a vós, felicidade sem limites,

delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Evangelho (Mateus 5,17-19)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! (Sl 24,4s)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

17 Disse Jesus: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.

18 Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.

19 Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Senhor nosso Deus, vede nossa disposição em vos servir e acolhei nossa oferenda, para que este sacrifício vos seja agradável e nos faça crescer na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Sois minha rocha, meu refúgio e salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga! (Sl 17,3)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que curais nossos males, agir em nós por esta eucaristia, libertando-nos das más inclinações e orientando para o bem a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTO EFRÉM - (Branco - Ofício da memória))

Efrém nasceu no ano 306, bem no início do século IV, na cidade de Nisibi, atual Turquia. Cresceu em meio a graves conflitos de ordem religiosa, além das heresias que surgiam tentando abalar a unidade da Igreja. Mas todos eles só serviram de fermento para que sua fé em Cristo e sua ardente devoção à Virgem Maria vigorassem e se firmassem.

 

O pai de Efrém era sacerdote pagão, embora sua mãe, cristã, defendesse a liberdade religiosa educando o filho dentro dos preceitos da palavra de Cristo. Ele foi educado na infância entre a dualidade do paganismo do pai e do cristianismo da mãe, pois o Edito de Milão, autorizando a liberdade de culto, só entrou em vigor quando ele já tinha sete anos de idade. Mas o patriarca da família jamais aceitou a fé professada pelo filho. Como não o venceu nem com a força, nem com argumentos, expulsou-o de casa. Efrém foi batizado aos dezoito anos e viveu do seu próprio sustento, trabalhando num balneário local.

 

No ano 338, Nisibi foi invadida pelos persas. Efrém, então diácono, deslocou-se para a cidade de Edessa, também atual Turquia. Os poucos registros sobre sua vida contam-nos que era muito austero. Ele dirigiu e lecionou uma escola que pregava e defendia os princípios cristãos, escrevendo várias obras sobre o tema. Como não sabia grego, sua obra ficou isenta da influência dos teólogos seus contemporâneos, inclinados à controvérsia da Trindade. Efrém foi um ardente defensor da genuína doutrina cristã antiga.

 

Com veia poética, seus sermões atraiam multidões e sua escola era muito concorrida pelo conteúdo didático simples e exortativo, atingindo diretamente o povo mais humilde. Na sua época estava-se organizando o canto religioso alternado nas igrejas. Esse movimento foi iniciado pelos bispos Ambrósio de Milão e Diodoro da Antioquia. A colaboração do diácono Efrém de Nisibi foram poesias na língua nativa próprias para o canto coletivo, o que permitiu uma rápida divulgação.

 

Por sua linguagem poética recebeu o apelido carinhoso de "Harpa do Espírito Santo". Somente a Nossa Senhora dedicou mais de vinte poemas, transformados em hinos. Suas poesias eram tão populares e empolgantes que da Síria espalharam-se e chegaram até o Oriente mediterrâneo, graças a uma cuidadosa e fiel tradução em grego.

 

Efrém morreu no dia 9 de junho de 373, em Edessa, sem ter sido ordenado sacerdote. Desde então, é venerado neste dia por sua santidade, tanto pelos católicos do Oriente como do Ocidente. O papa Bento XV declarou-o doutor da Igreja em 1920.

 

ORAÇÃO DO DIA

Infundi, ó Deus, em nossos corações o Espírito que inspirava ao diácono Efrém cantar os vossos mistérios e consagrar-se inteiramente ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

SOBRE AS OFERENDAS

Seja do vosso agrado, ó Pai, este sacrifício, celebrado na festa de santo Efrém, e, seguindo seu exemplo, seja plena a nossa dedicação ao vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.

 

DEPOIS DA COMUNHÃO

Ó Pai, instruí pelo Cristo mestre aos que saciastes com o Cristo que é pão da vida, para que, na festa de santo Efrém, possamos aprender a verdade e vive-la com amor. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(08/06/2022 – Mateus 5,17-19) Jesus se apresenta a nós como plenitude da Lei e dos Profetas. Deus guiou o seu povo e pediu dele o cumprimento da lei por amor a Deus. Jesus coloca a plenitude na lei em realizar o Reino de Deus em nossa história. A Lei existe para levar a cumprimento o amor definitivo de Deus pelo homem, manifestado na Ressurreição de Jesus. Esse amor deve cumprir-se e animar toda a vida dos discípulos do ressuscitado. O seguimento de Cristo não se limita à observância ritualista de um código de normas. A nova legalidade é a do amor, da resposta generosa ao dom amoroso de Deus, que nos amou primeiro e entregou seu próprio Filho até a morte. O amor do discípulo de Jesus não pode ter outro limite que o da entrega radical, total e definitiva. Com humildade, sentindo a presença e a força do Espírito Santo nos apliquemos em realizar o Reino de Deus em nossa vida. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São José de Anchieta 09/06

Jesuíta [1534 – 1597]

Origens 

Nascido nas Ilhas Canárias, na Espanha, José de Anchieta mudou-se ainda bem jovenzinho, com quatorze anos, para Portugal em prol dos estudos. Ingressou-se na Universidade de Coimbra para estudar Letras e Filosofia. Foi, então, em Portugal, o local onde ele teve o primeiro contato com a Companhia de Jesus e com o testemunho de São Francisco Xavier.

Chamado e “canarinho”

Aos 17 anos, diante de uma imagem de Nossa Senhora, ele fazia o seu compromisso de abandonar tudo e servir a Deus. Anchieta torna-se jesuíta, em 1551, onde fez um noviciado exigente e, mesmo com a saúde frágil, fez os seus votos de castidade, pobreza e obediência em 1553.

Apostolado no Brasil

Inspirado pelas cartas dos missionários jesuítas, neste mesmo ano, aos 19 anos, José partiu para a Terra de Santa Cruz, onde viveu um grande trabalho de evangelização, devotando-se totalmente ao serviço dos nativos. O santo disseminou os preceitos cristãos utilizando particularidades locais, dedicou-se a aprender o idioma e, assim como os demais jesuítas, fez grande oposição aos abusos cometidos pelos colonizadores portugueses.

Em 1566, Anchieta foi ordenado sacerdote. E, em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu até 1585.

Literatura

José de Anchieta, desde mais jovem, era um amante da arte. Chamado pelos seus companheiros de “canarinho”, devido ao gosto em declamar poesias, escreveu diversos autos e poemas sobre a vida de Cristo. Em um tempo de grande dificuldade em manter-se santo, após dar-se como refém à uma prisão em defesa da paz, fez uma promessa a Nossa Senhora e lhe escreveu o célebre “Poema à Virgem”.

Muitos dos seus escritos são de grande relevância para toda a história do Brasil.

Peregrino e milagres 

Assim como o fundador da Companhia de Jesus – Santo Inácio de Loyola – José foi um peregrino nesta terra, viajou por diversos lugares nos quais fundou escolas, cidades; ensinou e aprendeu diversas faculdades com o povo nativo.

Muitos são os milagres, as curas e os dons atribuídos a esse santo que viveu sua missão em intensa oração e comunhão com o Espírito Santo e na companhia da Virgem Maria.

Beatificação e Canonização

Considerado o “Apóstolo do Brasil”, José de Anchieta foi beatificado, em 22 de junho de 1980, pelo Papa João Paulo II; e, no dia 3 de abril de 2014, foi declarado santo por intermédio de um decreto assinado pelo Papa Francisco.

A minha oração 

São José de Anchieta, tantos foram os milagres e as curas que Deus concedeu-te realizar ao povo brasileiro! Por toda sua dedicação e entrega a nos trazer o Cristo, eu Te peço que continue a olhar do céu por toda a nossa nação. Que nos traga com a leveza da arte e da poesia o desejo de também nos entregarmos a Deus e aos seus desígnios. Amém!

São José de Anchieta, rogai por nós!

Outros santos e santas celebrados em 09 de junho:

  • Santo Efrém, diácono e doutor da Igreja, que consagrou-se ao ministério da palavra e, com os escritos, tornou-se tão célebre pela sua austeridade de vida e doutrina espiritual, que mereceu, pelos excelentes hinos que compôs, ser chamado a cítara do Espírito Santo. († 378)
  • Os santos Primo e Feliciano, mártires, na Via Nomentana, a quinze milhas de Roma. († data inc.)
  • São Diomedes, mártir, em Niceia, hoje na Turquia, († data inc.)
  • São Vicente, mártir, que, segundo a tradição, consumou o seu martírio pelo nome de Cristo durante uma festa pagã dos gentios em honra do sol, em Vernemet, hoje na França, († s. IV in.)
  • São Maximiano, bispo, em Siracusa, na Sicília, região da Itália, que é mencionado frequentemente pelo papa São Gregório Magno. († 594)
  • São Colomba ou Colum Cille, em Iona, ilha da Escócia, presbítero e abade, natural da Irlanda e instruído nos preceitos monásticos, que fundou na sua pátria e depois em Iona vários mosteiros insignes pela observância religiosa e pela cultura literária, até que, já ancião, esperou serenamente o seu último dia e diante do altar descansou no Senhor. († 597)
  • São Ricardo, em Ândria, na região da Itália, bispo, natural da Inglaterra e célebre pela sua virtude, que acolheu condignamente as relíquias dos santos Erasmo e Ponciano. († s. XII f.)
  • Beato Roberto Salt, em Londres, mártir, monge da Cartuxa desta cidade, que, pela fidelidade à Igreja firmemente conservada contra o rei Henrique VIII, foi detido no cárcere de Newport, onde morreu de fome. († 1537)
  • Beato José Imbert, na França, presbítero e mártir, da Companhia de Jesus, que, durante a Revolução Francesa, foi nomeado pelo papa Pio VI vigário apostólico de Molins e, encerrado num barco-prisão em ódio à Igreja, aí morreu contagiado por uma infecção mortal. († 1794)
  • Beata Ana Maria Taigi, em Roma, mãe de família, que, maltratada pela violência do esposo, perseverou fielmente a cuidar dele e a ocupar-se da educação dos sete filhos, sem omitir nunca a solicitude espiritual e material pelos pobres e doentes. († 1837)
  • Beato Luís Boccardo, em Turim, na Itália, o presbítero da diocese de Turim, fundador do Instituto das Filhas de Jesus Rei. († 1936)

Fontes:

  • Martirológio Romano
  • Arquisp
  • Vaticannews
  • franciscanos.org
  • jesuitasbrasil.org

– Pesquisa e redação: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 9 de Junho - Quinta-feira

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA - Presbítero e Apóstolo do Brasil (Branco, Prefácio Comum ou dos Pastores – Ofício da Memória)

Antífona de Entrada

Estes são homens santos que se tornaram amigos de Deus, gloriosos arautos de sua mensagem.

Oração do dia

Derramai, Senhor, sobre nós a vossa graça, a fim de que, a exemplo do são José de Anchieta, apóstolo do Brasil, sirvamos fielmente ao Evangelho, tornando-nos tudo para todos, e nos esforcemos em ganhar para vós nossos irmãos no amor de Cristo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 18,41-46)

Leitura do primeiro livro dos Reis.

41 Então Elias disse a Acab: “Vai, come e bebe, porque já ouço o ruído de uma grande chuva”.

42 Voltou Acab para comer e beber, enquanto Elias subiu ao cimo do monte Carmelo, onde se encurvou por terra, pondo a cabeça entre os joelhos.

43 Disse ao seu servo: “Sobe um pouco, e olha para as bandas do mar”. Ele subiu, olhou (o horizonte) e disse: Nada. Por sete vezes, Elias disse-lhe: “Volta e (olha)”.

44 Na sétima vez o servo respondeu: “Eis que, sobe do mar uma pequena nuvem, do tamanho da palma da mão”. Elias disse-lhe: “Vai dizer a Acab que prepare o seu carro e desça, para que a chuva não o detenha”.

45 Num instante, o céu se cobriu de nuvens negras, soprou o vento e a chuva caiu torrencialmente. Acab subiu ao seu carro e partiu para Jezrael.

46 A mão do Senhor veio sobre Elias, o qual, tendo cingido os rins, passou adiante de Acab e chegou à entrada de Jezrael.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 64/65

Ó Senhor, que o povo vos louve em Sião!

 

Visitais a nossa terra com as chuvas,

e transborda de fartura.

Rios de Deus que vêm do céu derramam águas,

e preparais o nosso trigo.

 

É assim que preparais a nossa terra:

vós a regais e aplanais,

os seus sulcos com a chuva amoleceis

e abençoais as sementeiras.

 

O ano todo coroais com vossos dons,

os vossos passos são fecundos;

transborda a fartura onde passais.

Brotam pastos no deserto,

as colinas se enfeitam de alegria.

Evangelho (Mateus, 5,20-26)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

20 Disse Jesus: “Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus.

21 Ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal’.

22 Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: ‘Raca’, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena.

23 Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

24 deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

25 Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão.

26 Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Olhai, ó Deus todo-poderoso, as oferendas que vos apresentamos na festa de são José de Anchieta e concedei-nos imitar os mistérios da paixão do Senhor que agora celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o Senhor (Ez 34,15).

Depois da Comunhão

Ó Deus, pela força deste sacramento, confirmai vossos filhos e filhas na verdade da fé, pela qual são José de Anchieta jamais deixou de trabalhar, consagrando-lhe toda a sua vida. Fazei que nós também a proclamemos por toda parte com palavras e ações. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO JOSÉ DE ANCHIETA)

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias, Espanha. Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua formação na Universidade de Coimbra, em Portugal. Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de "canarinho".

 

Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se à oração e à contemplação. Certa vez, isolou-se na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a missão que o aguardava. Naquele mesmo instante, sentiu o chamado para dedicar sua vida ao serviço de Deus. Tinha dezessete anos e fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

 

Ingressou na Companhia de Jesus e, quando se tornou jesuíta, seguiu para o Brasil, em 1553, como missionário. Chegou na Bahia junto com mais seis jesuítas, todos doentes, inclusive ele, que nunca mais se recuperou. Em 1554, chegou à capitania de São Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre Manoel da Nóbrega, fundou, no planalto de Piratininga, aquela que seria a cidade de São Paulo, a maior da América do Sul. No local foi instalado um colégio e seu trabalho missionário começou.

 

José de Anchieta não apenas catequizava os índios. Dava condições para que se adaptassem à chegada dos colonizadores, fortalecendo, assim, a resistência cultural. Foi o primeiro a escrever uma "gramática tupi-guarani", mas, ao mesmo tempo, ensinava aos silvícolas noções de higiene, medicina, música e literatura. Por outro lado, fazia questão de aprender com eles, desenvolvendo diversos estudos da fauna, da flora e do idioma.

 

Anchieta era também um poeta, além de escritor. É célebre o dia em que, estando sem papel e lápis à mão, escreveu nas areias da praia o célebre "Poema à Virgem", que decorou antes que o mar apagasse seus versos. A profundidade do seu trabalho missionário, de toda a sua vida dedicada ao bem do próximo aqui no Brasil, foi exclusivamente em favor do futuro e da sobrevivência dos índios, bem como para preservar sua influência na cultura geral de um novo povo.

 

Com a morte do padre Manoel da Nóbrega em 1567, o cargo de provincial do Brasil passou a ser ocupado pelo padre José de Anchieta. Neste posto mais alto da Companhia de Jesus, viajou por todo o país orientando os trabalhos missionários.

 

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o "Apóstolo do Brasil". Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980. A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.




Reflexão sobre o Evangelho:
(09/06/2022 – Mateus 5,20-26) O Mestre veio para nos ensinar a viver em plenitude a lei de Deus e Ele mesmo nos ensinou a boa convivência como testemunho para este mundo. A justiça de Deus é o amor, o perdão e a reconciliação. O amor é o termômetro das nossas atitudes para com o próximo e com Deus. Seremos julgados pelo amor que tivemos ou não para com o próximo. Muitas vezes nós nos apegamos à lei e aos mandamentos exclusivamente naquelas faltas que para nós são as mais graves: matar, roubar, adulterar, ter maus pensamentos entre outros, porém, na sua essência, a Palavra de Deus que Jesus veio trazer para nós, vai muito mais além das coisas que praticamos. A lei do Senhor alcança o nosso coração e as nossas intenções. O amor implica em acolhimento, ternura, compaixão e compreensão. Acolhamos o outro como nosso irmão reconhecendo em cada pessoa a face de Cristo. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


Santo Anjo de Portugal 10/06

Dia 10 de Junho - Sexta-feira

X SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos, são eles que vacilar e sucumbem (Sl 26,1s).

Oração do dia

Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 19,9.11-16)

Leitura do primeiro livro dos Reis.

19 9 Chegando ali, passou a noite numa caverna. Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida: “Que fazes aqui, Elias?” 11 O Senhor desse-lhe: “Sai e conserva-te em cima do monte na presença do Senhor: ele vai passar”. Nesse momento passou diante do Senhor um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não estava no tremor de terra.

12 Passado o tremor de terra, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira.

13 Tendo Elias ouvido isso, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da caverna. Uma voz disse-lhe: “Que fazes aqui, Elias?”

14 Ele respondeu: “Consumo-me de zelo pelo Senhor, Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas ao fio da espada. Só eu fiquei, e agora querem tirar-me a vida”.

15 O Senhor disse-lhe: “Retoma o caminho do deserto, na direção de Damasco. Ali chegando, ungirás Hazael como rei da Síria, 16 Jeú, filho de Namsi, como rei de Israel, e Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meula, como profeta em teu lugar”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 26/27

Senhor, é vossa face que eu procuro!

 

Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo,

Atendei por compaixão!

Meu coração fala convosco confiante,

é vossa face que eu procuro.

 

Não afasteis em vossa ira o vosso servo,

sois vós o meu auxílio!

Não me esqueçais nem me deixeis abandonado,

meu Deus e salvador!

 

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver

na terra dos viventes.

Espera no Senhor e tem coragem,

espera no Senhor!

Evangelho (Mateus 5,27-32)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Como astros no mundo brilheis, pregando a palavra da vida! (Fl 2,15s)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, 27 disse Jesus: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.

28 Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.

29 Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena.

30 E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena.

31 Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.

32 Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Senhor nosso Deus, vede nossa disposição em vos servir e acolhei nossa oferenda, para que este sacrifício vos seja agradável e nos faça crescer na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Sois minha rocha, meu refúgio e salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga! (Sl 17,3)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que curais nossos males, agi em nós por esta eucaristia, libertando-nos das más inclinações e orientando para o bem a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Barnabé 11/06

Apóstolo e Mártir

Despojamento

A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum… Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade. Assim José – a quem os apóstolos deram o apelido de Barnabé, que quer dizer “Filho da Consolação” – levita, natural de Chipre, possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o valor dele e depositou aos pés dos apóstolos (Atos 4, 32-37).

Discípulo de Jesus

A Bíblia menciona, pela primeira vez, o nome de Barnabé entre aqueles que, depois da morte de Jesus em Jerusalém, se reúnem em torno dos Apóstolos. Trata-se de uma comunidade de fiéis, na qual vivem, fraternalmente, compartilhando seus bens. Porém, a tradição — transmitida por Eusébio de Cesareia, obtida de Clemente Alexandrino —, também o inclui entre os 72 discípulos enviados por Jesus em missão para anunciar o Reino de Deus. Logo, ele já pertencia ao grupo dos seguidores de Cristo. Sobre as suas origens sabemos, por meio da Sagrada Escritura, que era natural da ilha de Chipre, na Grécia, judeu e chamado José.

Chamado de Apóstolo

Barnabé encontra-se entre as pessoas mais influentes da primeira Comunidade cristã nascente, tanto que, embora não fizesse parte dos Doze, era chamado apóstolo. Barnabé, considerado um “homem virtuoso repleto de Espírito Santo e de fé”, foi enviado para Antioquia da Síria, de onde chegavam notícias de numerosas conversões. Uma vez constatado que muitos acreditavam nele, Barnabé se alegra e exorta todos a “perseverarem com um coração resoluto no Senhor”.

Acolheu Paulo

Foi o primeiro a acolher Paulo, após a sua conversão na estrada de Damasco, que chegara a Jerusalém para encontrar os Apóstolos. Enquanto muitos desconfiavam daquele Saulo, que perseguia os cristãos, Barnabé o acolheu e o inseriu na comunidade. Assim, pediu a ajuda de Paulo no seu serviço à nova comunidade de fiéis. 

Companheiro de Paulo

Logo, mais uma vez, Barnabé intervém na vida de Paulo, encorajando-o na sua missão como Apóstolo dos gentios. Os dois permanecem em Antioquia, durante um ano, instruindo muitos. Precisamente ali, “pela primeira vez, os discípulos foram chamados cristãos”. Depois da pregação em Antioquia, Barnabé e Paulo partem para uma nova missão em Chipre. Com eles estava também João, chamado Marcos (o evangelista), primo de Barnabé. A etapa sucessiva era a Panfília, de onde João decide voltar para Jerusalém. Ao invés, Barnabé e Paulo prosseguem para a Pisídia, Licaônia, Listra e Derbe, mas, depois, voltam para Antioquia da Síria, detendo-se também em Perge e Atália.

A circuncisão

No entanto, as conversões dos pagãos, cada vez mais numerosas, começam a suscitar divergências sobre a necessidade ou não da circuncisão. Por isso, por volta do ano 49, Barnabé e Paulo voltaram a Jerusalém para resolver este problema com os Apóstolos. Logo depois, ambos se preparam para uma nova missão, mas Barnabé quis envolver novamente o jovem João, embora Paulo fosse contrário, por não confiar muito nele. Barnabé, porém, o vê como um discípulo para ser reabilitado. Não chegando a um acordo, seus destinos se separaram: Barnabé embarca para Chipre, com seu primo, e Paulo parte para a Ásia. 

Discórdia entre santos

“Até entre os Santos havia conflito, discórdia, divergência, que, para mim, causam consolação, pois os Santos não caem do céu”: foi o que explicou Bento XVI, na audiência geral de 31 de janeiro de 2007, ao falar da relação entre Barnabé e Paulo. A santidade não consiste em nunca cometer erros, mas aumenta com a capacidade de se arrepender e a disponibilidade de recomeçar, mas, acima de tudo, com a capacidade de perdoar. De fato, mais tarde, Paulo mudou de ideia sobre João.

Bispo na Itália

O Novo Testamento não nos fornece mais informações sobre Barnabé, mas alguns documentos bizantinos falam de uma viagem que fez com Pedro, com destino a Roma, de onde prosseguiu para o norte da Itália. Em Milão, de modo particular, a sua pregação teria suscitado várias conversões, que deram origem à primeira comunidade cristã na cidade, que, por isso, o considerou seu primeiro Bispo.

Martírio em Salamina

Os Atos de Barnabé, obra do V século, narram a sua morte em Salamina, onde teria sido apedrejado por judeus sírios, no ano 61. A sepultura de Barnabé existe ainda hoje existe, Dizem que teria sido o próprio Barnabé a indicar, em sonho, a sua sepultura ao Bispo de Salamina, Anthemios, em fins do século V. Este, portanto, teria mandado trasladar os restos mortais do apóstolo Barnabé para a Basílica, que ele lhe quis dedicar.

A minha oração

Santo Apóstolo que vendo as ações do Senhor aprendeu o espírito de consolação, ensinai-nos a consolar e dai a nós a consolação nos momentos mais difíceis da vida. Que essa prática seja para nós virtude e meio de santidade. Amém!

São Barnabé , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 11 de Junho:

  • São Máximo, bispo, em Nápoles, região da Itália. († s. IV)
  • São Remberto, em Bremen, na atual Alemanha, bispo de Hamburgo e de Bremen. († 888)
  • São Bardão, Abade e bispo, em Mogúncia, também na atual Alemanha, († 1051)
  • Santa Alaíde, no mosteiro de La Cambre, na atual Bélgica, virgem da Ordem Cisterciense. († 1250)
  • São Páris, em Treviso, na região da Itália, presbítero da Ordem Camaldulense. († 1267)
  • Beata Iolanda, em Gniezno, na Polónia, a abadessa, que, depois da morte do esposo, professou a vida monástica com sua filha na Ordem de Santa Clara. († 1298)
  • Beato Estêvão Bandélli, em Saluzzo, na região da Itália, o presbítero da Ordem dos Pregadores. († 1450)
  • São João de São Facundo González de Castrillo, em Salamanca, na Espanha, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. († 1479)
  • Santa Rosa Francisca Maria das Dores (Maria Rosa Molas Vallvé), em Tortosa, na Espanha, virgem, que transformou uma associação de piedosas mulheres na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação. († 1876)
  • Santa Paula Frassinétti, em Roma, virgem, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia. († 1882)
  • Beata Maria Schininá, em Ragusa, na Sicília, região da Itália, a virgem e fundadora do instituto das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus. († 1910)
  • Beato Inácio Maloyan, em Kara-Kenpru, na Turquia, o bispo de Mardin dos Armenos e mártir. († 1915)
  • Hildegarda Burjan, em Viena, na Áustria, mãe de família, fundou a organização feminina Cáritas Socialis. († 1933)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 11 de Junho - Sábado

SÃO BARNABÉ - APÓSTOLO (Vermelho, Prefácio dos Apóstolos – Ofício da Memória)

Antífona de Entrada

Feliz foi Barnabé, santo de Deus, que mereceu ser contado entre os apóstolos. Era na verdade um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé (At 11,24).

Oração do dia

Ó Deus, que designastes são Barnabé, cheio de fé e do Espírito Santo, para converter as nações, fazei que a vossa Igreja anuncie por palavras e atos o evangelho de Cristo que ele proclamou intrepidamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 11,21- 26; 13,1-3)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 11 21 A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor.

22 A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Enviaram então Barnabé até Antioquia.

23 Ao chegar lá, alegrou-se, vendo a graça de Deus, e a todos exortava a perseverar no Senhor com firmeza de coração,

24 pois era um homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão uniu-se ao Senhor.

25 Em seguida, partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. Achou-o e levou-o para Antioquia.

26 Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos. 13 1 Havia então na Igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.

2 Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: "Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado".

3 Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 97/98

O Senhor fez conhecer seu poder salvador

E, às nações, sua justiça.

 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,

Porque ele fez prodígios!

Sua mão e o seu braço forte e santo

Alcançaram-lhe a vitória.

 

O Senhor fez conhecer a salvação

E, às nações, sua justiça;

Recordou o seu amor sempre fiel

Pela casa de Israel!

 

Os confins do universo contemplam

A salvação do nosso Deus.

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,

Alegrai-vos e exultai!

 

Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa

E da cítara suave!

Aclamai, com os clarins e as trombetas,

Ao Senhor, o nosso rei!

Evangelho (Mt 10,7-13)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Ide ao mundo e ensinai a todas as noções!

Eis que eu estou convosco até o fim do mundo! (Mt 28,19s)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10 7 "Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo.

8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!

9 Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos,

10 nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento.

11 Nas cidades ou aldeias onde entrardes, informai-vos se há alguém ali digno de vos receber; ficai ali até a vossa partida.

12 Entrando numa casa, saudai-a: ‘Paz a esta casa’.

13 Se aquela casa for digna, descerá sobre ela vossa paz; se, porém, não o for, vosso voto de paz retornará a vós".

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Nós vos pedimos, ó Deus, que santifiqueis a vossa bênção as nossas oferendas; acendam elas em nós a caridade que impeliu São Barnabé a levar aos gentios a luz do evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Já não vos chamo servos, diz o Senhor, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai (Jô 15,15).

Depois da Comunhão

Ao recebemos, ó Deus, o penhor da vida eterna, dai-nos gozar, na vossa luz, o que celebramos, sob o véu do sacramento, em honra do apóstolo São Barnabé. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO BARNABÉ)

Barnabé não fez parte dos primeiros doze apóstolos escolhidos por Jesus. Mas acompanhou o Senhor e os apóstolos naqueles primeiros dias. Quando assistiu a um milagre realizado por Jesus Cristo, que diante de seus olhos curou um paralítico, aquele bondoso judeu resolveu pedir admissão entre seus discípulos. Aceito, vendeu um campo de plantações que possuía para doar seu dinheiro aos apóstolos, como conta Lucas nos Atos. Assim era Barnabé, homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, segundo narram as Sagradas Escrituras.

 

Ele era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa "filho da consolação", devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o "filho da exortação".

 

Foi pelas mãos de Barnabé que Paulo de Tarso, o terrível perseguidor dos cristãos, ingressou nos círculos judeo-cristãos, sendo apresentado a Pedro, Tiago e aos fiéis de Jerusalém depois de sua conversão. Barnabé também o acompanhou em sua primeira viagem apostólica e foram parceiros na grande obra de conversão realizada em Antioquia, onde estabeleceram e firmaram a primeira comunidade a chamar de cristãos aos fiéis seguidores de Cristo. Depois, aos dois se juntou João Marcos, e viajaram por Salamina, Patos, Chipre, Panfília, Pisídia, Icônio e Listra, pregando e realizando milagres como testemunho da presença do Espírito Santo.

 

Todo esse trabalho foi reconhecido pelo Concílio de Jerusalém, bem como o trabalho que realizou depois de passar a pregar separado de João Marcos e de Paulo, deste último por decisão pessoal, após uma divergência. Barnabé estava em Chipre quando foi martirizado no ano 61.

 

Segundo uma antiga tradição, Barnabé pregava na sinagoga da Salamina quando foi interrompido por uma multidão de judeus fanáticos. O apóstolo foi sequestrado, levado para fora da cidade e apedrejado. Entretanto existe uma outra, tão antiga quanto esta, que narra Barnabé pregando em Alexandria e em Roma, e que diz, ainda, que teria sido consagrado o primeiro bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje.




Reflexão sobre o Evangelho:
(11/06/2022 – Mateus 10,7-13) Os discípulos são enviados em missão para proclamar que o Reino dos céus está próximo. O reino da terra já era conhecido. Agora, era preciso anunciar a chegada de um outro Reino, o dos céus. O Reino proclamado por Jesus é aquele no qual não há doentes nem leprosos, no qual o mal não tem força. Os representantes de tal reino não têm ouro, nem prata, nem dinheiro, nem sacola, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão. Eles têm a paz e a levam a todos que os acolherem. A missão se desenvolve em clima de gratuidade, pobreza e confiança, e comunica o bem fundamental da paz, isto é, da plena realização de todas as dimensões da vida humana. Os enviados são portadores de libertação; rejeitá-los é rejeitar a salvação e atrair sobre si o julgamento. Sejamos missionários em todo tempo e lugar tornando Jesus Cristo conhecido e amado. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São João de Sahagun 12/06

Dia 12 de Junho - Domingo

SANTÍSSIMA TRINDADE - (Branco, Glória, Creio, Prefácio Próprio – Ofício da Solenidade)

Antífona de Entrada

Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho unigênito e bendito o Espírito Santo. Deus foi misericordioso para conosco.

Oração do dia

Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Provérbios 8,22-31)

Leitura do livro dos Provérbios.

Assim fala a sabedoria de Deus: 22“O Senhor me possuiu como primícias de seus caminhos, antes de suas obras mais antigas; 23desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes das origens da terra. 24Fui gerada quando não existiam os abismos, quando não havia os mananciais das águas, 25antes que fossem estabelecidas as montanhas, antes das colinas fui gerada. 26Ele ainda não havia feito as terras e os campos nem os primeiros vestígios de terra do mundo. 27Quando preparava os céus, ali estava eu; quando traçava a abóbada sobre o abismo, 28quando firmava as nuvens lá no alto e reprimia as fontes do abismo, 29quando fixava ao mar os seus limites – de modo que as águas não ultrapassassem suas bordas – e lançava os fundamentos da terra, 30eu estava ao seu lado como mestre de obras; eu era seu encanto, dia após dia, brincando, todo o tempo, em sua presença, 31brincando na superfície da terra e alegrando-me em estar com os filhos dos homens”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 8

Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

 

Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista;

vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos:

“Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

 

Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor;

vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes.

 

As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata;

passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

Leitura (Romanos 5,1-5)

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 1justificados pela fé, estamos em paz com Deus, pela mediação do Senhor nosso, Jesus Cristo. 2Por ele tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus. 3E não só isso, pois nos gloriamos também de nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera a constância, 4a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança; 5e a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Palavra do Senhor.

Evangelho (João 16,12-15)

Aleluia, aleluia, aleluia

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém (Ap 1,8).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso disse que o que ele receberá e vos anunciará é meu”.

Palavra da salvação.


Sobre as Oferendas

Senhor nosso Deus, pela invocação do vosso nome, santificai as oferendas de vossos servos e servas, fazendo de nós uma oferenda eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio

O mistério da Santíssima Trindade (Missal, páginas 379/382)

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Com vosso filho único e o Espírito Santo, sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus. Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito de vossa glória atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo. E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, nós vos aclamamos, jubilosos, cantando (dizendo) a uma só voz...

Antífona da Comunhão

Porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai! (Gl 4,6)

Depois da Comunhão

Possa valer-nos, Senhor nosso Deus, a comunhão no vosso sacramento, ao proclamarmos nossa fé na Trindade eterna e santa e na sua indivisível unidade. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(12/06/2022 – João 16,12-15) Celebrar a Santíssima Trindade é celebrar o imenso amor de Deus por nós. O Pai criou tudo o que existe por amor a nós e estabeleceu uma aliança com a humanidade. O Filho veio até nós para nos mostrar o caminho de volta à plena comunhão com o Pai que havíamos perdido por causa do pecado. O Pai nos amou tanto que enviou o seu próprio Filho para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. O Filho terminando os seus dias de vida terrena enviou sobre nós o Espírito Santo para nos conduzir a plena verdade nos capacitando com seus dons e carismas para toda boa obra. O Espírito Santo é o amor do Pai e do Filho sendo derramado constantemente sobre nós para nos dar força. Neste dia precisamos intensificar o nosso relacionamento com Pai, o Filho e o Espírito Santo que são três pessoas em um só Deus que nos ama e cuida de nos. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


Santo Antônio de Pádua 13/06

Franciscano [1195 – 1231]

Lisboa ou Pádua?

Celebramos a memória do popular santo — doutor da Igreja — que nasceu em Lisboa, no ano de 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231. Por isso, é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O seu nome de batismo era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Agostinianos ou franciscanos?

Com 15 anos, entrou para a Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho e foi ordenado sacerdote, com 24 anos de idade, encaminhado à carreira de filósofo e teólogo. Mas, ao conhecer a família dos franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças, o santo decidiu-se por seguir os passos de Francisco e deixou a ordem de Agostinho.

Antônio, missionário e pregador

Escolheu ser chamado de Antônio em veneração à Santo Antão — anacoreta, no Egito. Logo que entrou na Ordem Franciscana, foi enviado para Marrocos, ali Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas, providencialmente, porque foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho.

Nesse sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Ele atraía grandes multidões com as suas pregações, passava diversas horas no confessionário e reservava, para si, momentos de retiro em solidão.

Páscoa

Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo, servindo à sua família franciscana por meio da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isso até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna, em 13 de junho de 1231.

O santo, muito querido, amado e venerado já em vida, foi sepultado no quinto dia após sua morte, depois de uma longa decisão de onde seu corpo seria encerrado. Foi carregado em grande procissão até a Igreja de Santa Maria em Pádua.

Popularidade

Sua popularidade era tamanha que imediatamente o seu sepulcro tornou-se meta de peregrinações que duram até nossos dias. São milhares os relatos de milagres e graças alcançadas rogando seu nome. Ele foi canonizado no ano seguinte ao de sua morte pelo papa Gregório IX.

Reconhecido pela influência de Santo Agostinho, Antônio conjugou, de modo original, mente e coração, pesquisa teórica, prática das virtudes, estudo e oração.

A minha oração

Querido Santo Antônio, fostes um exímio pregador e servo do Senhor. Ensina-me a ser também uma serva fiel e entregue aos desígnios de Deus para a minha vida. Quero conseguir também viver conjugando mente e coração, estudo e oração. Amém!

Santo Antônio, rogai por nós!

Outros santos e santas celebrados em 13 de junho:

  • Santa Felícula, martir, na Via Ardeatina, a sete milhas de Roma, († c. s. IV)
  • Beato Aquileu, bispo, em Alexandria, no Egito, o insigne na erudição, na fé, na vida e virtudes. († 312)
  • São Trifílio, em Nicósia, na ilha de Chipre, bispo, que defendeu vigorosamente a verdadeira fé nicena e, como escreve São Jerónimo, foi o orador mais eloquente do seu tempo e admirável comentador do “Cântico dos Cânticos”. († 370)
  • São Ceteu ou Peregrino, nos Abruzos, região da Itália, bispo de Amiterno, que, no tempo em que os Lombardos invadiram a região, acusado falsamente de sublevar a cidade, foi por eles condenado à morte e afogado no rio. († c. 600)
  • Santo Eulógio, em Alexandria, no Egipto, bispo, célebre pela sua doutrina, a quem o papa São Gregório Magno escreveu várias cartas, escrevendo sobre ele: «Não está longe de mim quem está unido a mim». († c. 607)
  • São Salmódio, eremita, em Limoges, actualmente na França, († s. VII)
  • São Ramberto, no território de Lião, na Gália, também na actual França, mártir, que, sendo de ilustre família e dotado de nobres virtudes, foi tão odiado por Ebroíno, chefe do palácio real, que este o enviou para o desterro e finalmente o mandou matar com um golpe de lança. († 680)
  • Santo Aventino, no vale de Larboust, nos montes Pireneus, também na hodierna França, eremita e mártir, que, segundo a tradição, foi morto pelos Mouros. († s. VIII)
  • São Fândila, em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, presbítero e monge, que, durante a perseguição dos Mouros, no tempo do rei Moamed I, foi decapitado em ódio à fé cristã. († 853)
  • Beato Gerardo, no mosteiro de Claraval, na Borgonha, região da França, o monge, irmão de São Bernardo, que, apesar da escassa cultura, tinha uma grande inteligência e discernimento espiritual. († 1138)
  • Santos Agostinho Phan Viet Huy e Nicolau Bui Viet Thê, em Hué, hoje no Vietnam, os mártires, que, depois de terem pisado a cruz, constrangidos pelo terror, quando recuperaram a consciência, desejosos de expiar a sua culpa, pediram imediatamente ao imperador Minh Mang que fossem novamente julgados como cristãos e, por isso, esquartejados vivos num barco, alcançaram as alegrias celestes. († 1839)
  • Beata Maria Ana Biernacka, em Naumowicze, cidade próxima de Grodno, na Polónia, a mãe de família e mártir, que, no regime de ocupação militar da sua pátria, durante a guerra, se ofereceu aos soldados para substituir sua nora que estava grávida e, imediatamente fuzilada, recebeu a palma gloriosa do martírio. († 1943)

Fontes:

  • Martirológio Romano
  • Arquisp
  • Vaticannews
  • Franciscanos.org

– Pesquisa e redação: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 13 de Junho - Segunda-feira

SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA - PRESBÍTERO E DOUTOR (Branco, Prefácio Comum, pág. 8, ou dos Pastores, pág. 7 – Ofício da Memória)

Antífona de Entrada

Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5s).

Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, que destes Santo Antônio ao vosso povo como insigne pregador e intercessor em todas as necessidades, fazei-nos, por seu auxílio, seguir os ensinamentos da vida cristã e sentir a vossa ajuda em todas as provações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 21,1-16)

Leitura do primeiro livro dos Reis.

1 Passado tudo isso, aconteceu o seguinte: Nabot de Jezrael possuía uma vinha nessa cidade, ao lado do palácio de Acab, rei de Samaria.

2 Acab disse a Nabot: “Cede-me tua vinha, para que eu a transforme numa horta, porque está junto de minha casa. Dar-te-ei em troca uma vinha melhor, ou se o preferires, pagar-te-ei em dinheiro o seu valor”.

3 Nabot, porém, respondeu a Acab: “Deus me livre de ceder-te a herança de meus pais!”

4 Acab voltou para a sua casa sombrio e irritado, por ter Nabot de Jezrael recusado ceder-lhe a herança de seus pais. Estendeu-se na cama com o rosto voltado para a parede, e não quis comer.

5 Jezabel, sua mulher, veio ter com ele e disse-lhe: “Por que estás de mau humor e não queres comer?”

6 Ele respondeu: “Falei a Nabot de Jezrael, propondo-lhe que me vendesse a sua vinha, ou, se o preferisse, que a trocasse comigo por outra melhor; mas ele respondeu-me: ‘Não te cederei a minha vinha’”.

7 Jezabel, sua mulher, disse-lhe: “Não és tu, porventura, o rei de Israel? Vamos! Come, não te incomodes. Eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael”.

8 Escreveu ela, então, uma carta em nome do rei, selou-a com o selo real, e mandou-a aos anciãos e aos notáveis da cidade, concidadãos de Nabot.

9 Eis o que dizia na carta: “Promulgai um jejum, fazei sentar Nabot num lugar de honra,

10 e mandai vir diante dele dois homens inescrupulosos que o acusem, dizendo: ‘Este amaldiçoou a Deus e ao rei’. - Conduzi-o em seguida para fora da cidade e apedrejai-o até que morra!”

11 Os homens da cidade, os anciãos e os notáveis, concidadãos de Nabot, fizeram o que ordenava Jezabel, segundo o conteúdo da carta que lhes tinha mandado.

12 Promulgaram um jejum e fizeram Nabot sentar-se num lugar de honra.

13 Vieram então os dois miseráveis, colocaram-se diante dele e fizeram publicamente a deposição seguinte contra ele: “Nabot amaldiçoou a Deus e ao rei”. Depois disto, levaram-no para fora da cidade, onde foi apedrejado e morreu.

14 E mandaram dizer a Jezabel: “Nabot foi apedrejado e morto”.

15 Quando ela soube que Nabot fora apedrejado e morto, foi dizer a Acab: “Vai e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael te recusara vender. Ele já não vive; está morto”.

16 Acab, tendo ouvido dizer que Nabot morrera, levantou-se e dirigiu-se para a sua vinha, para tomar posse dela.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 5

Atendei o meu gemido, ó Senhor!

 

Escutai, ó Senhor Deus, minhas palavras,

atendei o meu gemido!

Ficai atento ao clamor da minha prece,

ó meu rei e meu Senhor!

 

Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade,

não pode o mau morar convosco;

nem os ímpios poderão permanecer

perante os vossos olhos.

 

Detestais o que pratica a iniquidade

e destruís o mentiroso.

Ó Senhor, abominais o sanguinário,

o perverso e enganador.

Evangelho (Mateus 5,38-42)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vossa palavra é uma luz para os meus passos e uma lâmpada luzente em meu caminho (Sl 118,105).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

5 38 Disse Jesus: “Tendes ouvido o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’.

39 Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra.

40 Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa.

41 Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil.

42 Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Sejam aceitos por vós, ó Deus, os frutos do nosso trabalho que trazemos ao vosso altar em honra de santo Antônio, e concedei que, livres da avidez dos bens terrenos, tenhamos em vós a única riqueza. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio (Sl 33,9).

Depois da Comunhão

Ó Deus, pela força deste sacramento, conduzi-nos constantemente no vosso amor, a exemplo de santo Antônio, e completai, até a vinda de Cristo, a obra que começastes em nós. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTO ANÔNIO DE PÁDUA)

Santo Antônio de Pádua é tão conhecido por seu nome de ordenação que chamá-lo pelo nome que recebeu no batismo parece estranho: Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Além disso, ele era português: nasceu em 1195, em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis, e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal, instalando ali um mosteiro.

 

Os franciscanos eram conhecidos por percorrer caminhos e estradas, de povoado em povoado, de cidade em cidade, vestidos com seus hábitos simples e vivendo em total pobreza. Esse trabalho já produzia mártires. No Marrocos, por exemplo, vários deles perderam a vida por causa da fé e seus corpos foram levados para Portugal, fato que impressionou muito o jovem Fernando. Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, que, diversamente dos outros frades, não viviam como eremitas, mas saiam pelo mundo pregando e evangelizando, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou para a Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio.

 

Entretanto seu destino não parecia ser o Marrocos. Mal chegou ao país, contraiu uma doença que o obrigou a voltar para Portugal. Aconteceu, porém, que o navio em que viajava foi envolvido por um tremendo vendaval, que empurrou a nave em direção à Itália. Antônio desembarcou na ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de encontrar-se com seu inspirador e fundador da Ordem, Francisco. Com pouco tempo de convivência, transmitiu tanta segurança a ele que foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha.

 

Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antônio aceitou o cargo, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar, e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas. Ele viajou por muitas regiões da Itália e, por três anos, andou pelo Sul da França, principal foco dessas heresias.

 

Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo até morrer, em 13 de junho de 1231, nas cercanias de Pádua, na Itália, com apenas trinta e seis anos de idade. Ali, foi sepultado numa magnífica basílica romana. Sua popularidade era tamanha que imediatamente seu sepulcro tornou-se meta de peregrinações que duram até nossos dias. São milhares os relatos de milagres e graças alcançadas rogando seu nome. Ele foi canonizado no ano seguinte ao de sua morte pelo papa Gregório IX.

 

Na Itália e no Brasil, por exemplo, ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. Há também uma forma de caridade denominada "Pão de Santo Antonio", que copia as atitudes do santo em favor dos pobres e famintos. No Brasil, ele é comemorado numa das festas mais alegres e populares, estando entre as três maiores das chamadas festas juninas. No ano de 1946, foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII.




Reflexão sobre o Evangelho:
(13/06/2022 – Mateus 5,38-42) Jesus apresenta aos seus discípulos a lei do amor como sendo norma e conduta de vida para todo aquele que deseja ser seu discípulo. Eles não devem pagar com a mesma moeda, não devem responder com o mal aos que lhes fazem mal. O mal só pode ser superado com o bem, com o amor sem medida. Esquecer isso é cair no círculo vicioso da vingança e da violência. O convite de Jesus nasce da experiência que temos com Deus que é compassivo e misericordioso, não busca a vingança ou o ódio. Este Deus que não exclui ninguém do seu amor nos atrai para vivermos como Ele. Atraídos por Ele, aprendemos a não alimentar o ódio contra ninguém, a superar o ressentimento, a fazer o bem a todos para ir transformando pouco a pouco o nosso coração e o mundo que nos rodeia. Sejamos misericordiosos como o nosso Pai do céu é misericordioso. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


Santa Iolanda 14/06

Dia 14 de Junho - Terça-feira

XI SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício da III Semana)

Antífona de Entrada

Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26,7.9)

Oração do dia

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 21,17-29)

Leitura do primeiro livro dos Reis.

21 17 Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita:

18 “Vai; desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que mora em Samaria, ei-lo que desce a tomar posse da vinha de Nabot.

19 Dir-lhe-ás: ‘Isto diz o Senhor: Mataste, e agora usurpas!’ - E ajuntarás: ‘Eis o que diz o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’”.

20 Acab exclamou: “Encontraste-me de novo, ó meu inimigo?” “Sim!”, respondeu Elias. “Porque te vendeste para fazer o mal aos olhos do Senhor.

21 Farei cair o mal sobre ti, varrer-te-ei, exterminarei da família de Acab em Israel todo varão, seja escravo ou livre.

22 Farei de tua casa o que fiz da de Jeroboão, filho de Nabat, e da de Baasa, filho de Aías, porque me provocaste à ira e arrastaste Israel ao pecado.

23 E eis agora o que diz o Senhor contra Jezabel: Os cães devorarão Jezabel na terra de Jezrael.

24 Todo membro da família de Acab que morrer na cidade será devorado pelos cães, e o que morrer no campo será comido pelas aves do céu.

25 Com efeito, não houve ninguém que praticasse tanto o mal aos olhos do Senhor como Acab, excitado como era por sua mulher Jezabel.

26 Levou a abominação ao extremo, seguindo os ídolos dos amorreus, que o Senhor tinha expulsado de diante dos israelitas”.

27 Ouvindo estas palavras, Acab rasgou suas vestes, cobriu-se com um saco e jejuou; dormia, envolto no saco e andava a passos lentos.

28 Então a Palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos:

29 “Viste como Acab se humilhou diante de mim? Pois que ele assim procedeu, não mandarei o castigo durante a sua vida, mas nos dias de seu filho farei vir a catástrofe sobre a sua casa”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 50/51

Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

 

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!

Na imensidão de vosso amor, purificai-me!

Lavai-me todo inteiro do pecado

e apagai completamente minha culpa!

 

Eu reconheço toda a minha iniquidade,

o meu pecado está sempre à minha frente.

Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei

e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

 

Desviai o vosso olhar dos meus pecados

e apagai todas as minhas transgressões!

Da morte como pena, libertai-me,

e minha língua exaltará vossa justiça!

Evangelho (Mateus 5,43-48)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

5 43 Disse Jesus: “Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo.

44 Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem.

45 Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.

46 Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?

47 Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos?

48 Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, que pelo pão e vinho alimentais a vida dos seres humanos e os renovais pelo sacramento, fazei que jamais falte este sustento ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Pai santo, guarda no teu nome os que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor (Jo 17,11).

Depois da Comunhão

Ó Deus, esta comunhão na eucaristia prefigura a união dos fiéis em vosso amor; fazei que realize também a comunhão na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(14/06/2022 – Mateus 5,43-48) Amar aos nossos inimigos, fazer o bem aos que nos maltratam e rezar pelos que nos perseguem são ações que Jesus nos ensinou a praticar diante dos nossos inimigos. São ações que nos situam fora do ódio, da ira e da vingança. O amor aos nossos inimigos nos situa fora das atitudes guerreiras que desperdiçam nossas energias, fazer o bem a quem nos maltrata nos permite superar o desprezo dos outros e nos situar na compreensão do ser humano como o outro próximo e digno do bem. Orar por aqueles que nos perseguem é para que Deus os faça viver uma vida diferente onde a mudança de coração é importante. Estas atitudes são um desafio em cada momento de nossa vida. O ser cristão supõe uma mudança de mentalidade, de atitude e uma mudança de situação. Não podemos usar a mesma linguagem do mundo para resolver nossos conflitos. Confiemos no Senhor! Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Vito 15/06

Dia 15 de Junho - Quarta-feira

XI SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26,7.9)

Oração do dia

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Reis 2,1.6-14)

Leitura do segundo livro dos Reis.

2 1 Eis o que se passou no dia em que o Senhor arrebatou Elias ao céu num turbilhão: Elias e Eliseu partiram de Guilgal,

6 Tendo chegado a Jericó, Elias disse-lhe: “Fica aqui, porque o Senhor manda-me ao Jordão”. Por Deus e pela tua vida, respondeu Eliseu, não te deixarei. E partiram juntos.

7 Seguiram-nos cinquenta filhos de profetas os quais pararam ao longe, diante deles, enquanto Elias e Eliseu se detinham à beira do Jordão.

8 Elias tomou o seu manto, dobrou-o e feriu com ele as águas, que se separaram para as duas bandas, de modo que atravessaram ambos a pé enxuto.

9 Tendo passado, Elias disse a Eliseu: “Pede-me algo antes que eu seja arrebatado de ti: que posso eu fazer por ti?” Eliseu respondeu: “Seja-me concedida uma porção dobrada do teu espírito”.

10 “Pedes uma coisa difícil”, replicou Elias. “Entretanto, se me vires quando eu for arrebatado de ti, isso te será dado: mas se não me vires, não te será dado”.

11 Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que de repente um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num turbilhão.

12 Vendo isso, Eliseu exclamou: “Meu pai, meu pai! Carro e cavalaria de Israel!” E não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes.

13 Apanhou o manto que Elias deixara cair, e voltando até o Jordão, parou à beira do rio.

14 Tomou o manto que Elias deixara cair, feriu com ele as águas, dizendo: “Onde está o Senhor, o Deus de Elias? Onde está ele?” Tendo ferido as águas, estas separaram-se para um e outro lado, e Eliseu passou.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 30/31

Fortalecei os corações,

vós que ao Senhor vos confiais!

 

Como é grande, ó Senhor, vossa bondade,

que reservastes para aqueles que vos temem!

Para aqueles que em vós se refugiam,

mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

 

Na proteção de vossa face os defendeis,

bem longe das intrigas dos mortais.

No interior de vossa tenda os escondeis,

protegendo-os contra as línguas maldizentes.

 

Amai o Senhor Deus, seus santos todos,

ele guarda com carinho seus fiéis,

mas pune os orgulhosos com rigor.

Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Quem me ama realmente guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos (Jo 14,23).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6 1 “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.

2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.

4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.

5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

16 Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

17 Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.

18 Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, que pelo pão e vinho alimentais a vida dos seres humanos e os renovais pelo sacramento, fazei que jamais falte este sustento ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Pai santo, guarda no teu nome os que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor (Jo 17,11).

Depois da Comunhão

Ó Deus, esta comunhão na eucaristia prefigura a união dos fiéis em vosso amor; fazei que realize também a comunhão na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(15/06/2022 – Mateus 6,1-6.16-18) Jesus nos convida à oração, ao jejum e à caridade como forma de sermos agradáveis a Deus. Sobre a oração esta deve ser em silêncio, sozinho, uma oração sincera, que reflita intimidade com Deus. Outro convite é à prática do jejum para que nos tornemos mais atentos aos apelos de Deus em nossa vida, bem como geremos disciplina em nossa vontade. Por fim, Jesus nos chama também à prática da caridade compartilhando com os mais necessitados nossos recursos, praticando assim as obras de misericórdia: dar de comer ao faminto, vestir o nu, consolar os tristes, dentre outras. Estejamos atentos às possibilidades de fé e compromisso com o próximo por amor a Deus. Estas práticas: oração, jejum e esmola devem ser praticadas por nós como forma de nos aproximar mais do projeto de Deus para nós que é a nossa santificação. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


Santa Julita e São Ciro 16/06

Julita vivia na cidade de Icônio, de família muito rica, era pertencente à alta aristocracia cristã de sua região. Ficou viúva logo após o nascimento de seu filho Ciro. O governador de Licaônia, Domiciano, iniciou uma grande perseguição contra os cristãos, fazendo com que ela procurasse refúgio em Selêucia e depois em Tarso.

Na cidade de Tarso, Julita foi presa por ordem do governador da Cilícia, Alexandre, por declarar-se cristã. O governador tirou-lhe o filho e mandou-a flagelar. No tormento, ela não parava de repetir: “Sou cristã”, e Ciro forcejava para escapar dos braços do governador e voltar para os da mãe; o menino também gritava: “Eu também sou cristão”.

Enfurecido, Alexandre apanhou a criança por um pé e atirou-a violentamente contra os degraus do tribunal, resultando numa fratura no crânio. Julita, ao invés de chorar, agradeceu a Deus por ter visto o seu filho morrer ornado com a coroa do martírio. Em seguida, os suplícios a ela que foram infligidos não abalaram sua constância, sendo assim, foi decapitada. Era o ano de 304.

Mãe e filho testemunharam que a fé em Jesus é maior que tudo. Permaneceram unidos em Cristo, não temendo à morte. São Ciro é um dos mártires mais jovens cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém. O santo intercede por todas as crianças que sofrem maus tratos.

São Ciro e Santa Julita, rogai por nós!



Por: CN


Dia 16 de Junho - Quinta-feira

CORPO E SANGUE DE CRISTO (Branco, Glória, Sequência Facultativa, Creio, Prefácio Próprio – Ofício da Solenidade)

Antífona de Entrada

O Senhor alimentou seu povo com a flor do trigo e com o mel do rochedo o saciou (S 80,17).

Oração do dia

Senhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso Corpo e do vosso Sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Gênesis 14,18-20)

Leitura do livro do Gênesis.

Naqueles dias, 18Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho e, como sacerdote do Deus altíssimo, 19abençoou Abrão, dizendo: “Bendito seja Abrão pelo Deus altíssimo, criador do céu e da terra! 20Bendito seja o Deus altíssimo, que entregou teus inimigos em tuas mãos!” E Abrão entregou-lhe o dízimo de tudo.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 109/110

Tu és sacerdote eternamente,

segundo a ordem do rei Melquisedeque!

 

Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito

até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!”

 

O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder,

pois ele diz: “Domina com vigor teus inimigos.

 

Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade,

como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!”

 

Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente,

segundo a ordem do rei Melquisedeque!”

Leitura (1 Coríntios 11,23-26)

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 23o que eu recebi do Senhor, foi isso que eu vos transmiti: na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a Nova Aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.

Palavra do Senhor.

 

Sequência

1. Eis o pão que os anjos comem transformado em pão do homem; Só os filhos o consomem: não será lançado aos cães! 2. Em sinais prefigurado, por Abraão foi imolado, no cordeiro aos pais foi dado, no deserto foi maná... 3. Bom Pastor, pão de verdade, piedade, ó Jesus, piedade; conservai-nos na unidade, extinguiu nossa orfandade, transportai-nos para o Pai! 4. Aos mortais dando comida, dais também o pão da vida; que a família assim nutrida seja um dia reunida aos convivas lá do céu!

Evangelho (Lucas 9,11-17)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou o pão vivo descido do céu; quem deste pão come sempre há de viver! (Jo 6,51)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Naquele tempo, 11Jesus acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus e curava todos os que precisavam. 12A tarde vinha chegando. Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Despede a multidão, para que possa ir aos povoados e campos vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar deserto”. 13Mas Jesus disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles responderam: “Só temos cinco pães e dois peixes. A não ser que fôssemos comprar comida para toda essa gente”. 14Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Mas Jesus disse aos discípulos: “Mandai o povo sentar-se em grupos de cinquenta”. 15Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão. 17Todos comeram e ficaram satisfeitos. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.

Palavra da salvação.


Sobre as Oferendas

Concedei, ó Deus, à vossa Igreja os dons da unidade e da paz, simbolizados pelo pão e vinho que oferecemos na sagrada eucaristia. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio

Os Frutos da Eucaristia (Missal, páginas 440/482)

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Reunido com os apóstolos na última ceia, para que a memória da cruz salvadora permanecesse para sempre, ele se ofereceu a vós como cordeiro sem mancha e foi aceito como sacrifício de perfeito louvor. Pela comunhão neste subi8lime sacramento, a todos nutris e santificais. Fazeis de todos um só coração, iluminais os povos com a luz da mesma fé e congregais os cristãos na mesma caridade. Aproximamo-nos da mesa de tão grande mistério para encontrar, por vossa graça, a garantia da vida eterna.
Por essa razão, com os anjos e todos os santos, entoamos um cântico novo para proclamar a vossa bondade, cantando (dizendo) a uma só voz...

Oração Eucarística (III)

Antífona da Comunhão

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele, diz o Senhor (Jo 6,56).

Depois da Comunhão

Dai-nos, Senhor Jesus, possuir o gozo eterno da vossa divindade, que já começamos a saborear na terra, pela comunhão do vosso Corpo e do vosso Sangue. Vós, que viveis e reinais para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(16/06/2022 – Lucas 9,11b-17) O episódio da multiplicação dos pães está relacionado com a Última Ceia e com a Eucaristia. Na última ceia, Jesus sabe que está chegando a sua hora e deixa como testamento o seu corpo como verdadeira comida e o seu sangue como verdadeira bebida. Na eucaristia perpetuamos esta presença real de Jesus entre nós, recebemos o seu corpo e sangue como alimento para a nossa vida. Toda a sua vida foi um constante entregar-se por amor a nós. O desejo de Jesus é que o discípulo una sua vida com a do Mestre. Comer o corpo e beber o sangue de Cristo é aceitar a vida de Jesus, é unir nossa vida à dEle. Quando comungamos fazemos o compromisso de unir a nossa vida à de Deus e transformá-la em dom da vida para os irmãos. Este é o mistério da Eucaristia. Renove neste dia o seu desejo e compromisso de receber o Corpo e o Sangue do Senhor com o coração preparado para Ele. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Ranieiri de Pisa 17/06

[1118-1161]

Origens

Rainério nasceu em Pisa, Itália, no ano de 1118.  Tendo a graça de nascer em um lar nobre, cristão e tradicional, teve sua educação e formação moral, religiosa e de negócios, confiada à um bispo conhecido. Ele, porém, optou por estudar arte e logo depois se entregou a uma vida de pecado, caindo em um grande vazio existencial.

Encontro eremítico e com os pobres

Diante das consequências interiores que experimentava por estar entregue as contradições cristãs; impressionado com a miséria e a pobreza do povo à sua volta; e, providencialmente, após um encontro com o eremita Alberto de Córsega – uma grande testemunha em seu tempo, que deixara tudo por causa de Jesus – o jovem decidiu a mudar de vida.

Mosteiro e abandono de bens

Já aos dezenove anos ingressou como irmão leigo no Mosteiro de São Vito, onde viveu até os vinte e três sendo intimamente formado em santidade, em solidão e em desejo de corresponder os desígnios de Deus.

Assim, retirado por um tempo em penitência, sentiu seu chamado para deixar todos os seus bens. E ele o fez: foi para a Terra Santa, onde ficou muitos anos visitando os lugares santos e sendo instrumento de conversão para muitos.

Retorno para a casa

Obediente a Deus, Rainério voltou para Pisa, já com fama de santidade. Tornou-se formador dos monges e de muitos da cidade.

“Rainieri d’água”

Recebeu este apelido porque pouco antes de abandonar este mundo, formulou uma prece de bênção para o pão e a água. A água e o pão, benzidos por ele ou por outro, mas com sua fórmula, serenavam tempestades, curavam numerosos doentes e libertavam possessos e prisioneiros.

Páscoa

Foi um grande apóstolo para o povo, consumindo-se pelo Evangelho. Veio a falecer em 1161. Após a sua morte, os milagres continuaram acontecendo, sobretudo, por meio da água que eram benzidas com o auxílio de sua oração.

No ano de 1591, suas ossadas foram encaminhadas para a catedral de Pisa, devido à fama dos milagres obtidos em seu nome. A canonização de São Rainério foi celebrada pelo papa Alexandre III.

São Rainério, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 17 de Junho:

  • Santos Blasto e Diógenes, mártires, em Roma, junto à Via Salária Antiga “ad Septem Colúmbas” († data inc.)
  • Em Apolónia, na Macedónia, hoje na Albânia, os santos IsauroInocêncioFélixHérmiasPeregrino e Basílio, mártires. († data inc.)
  • Santos mártires Nicandro e Marciano, em Doróstoro, na Mésia, hoje na Bulgária, que, sendo soldados, recusaram ofertas e negaram-se firmemente a sacrificar aos deuses; por isso foram condenados à morte pelo governador Máximo. († c. 297)
  • Santo Antídio, na atual França, bispo e mártir, que, segundo a tradição, recebeu a sentença da condenação à morte no tempo de Croco, rei dos Vândalos. († c. 411)
  • Santo Hipácio, no território da actual Turquia, hegúmeno do mosteiro dos Rufinianos, que, com uma vida austera e rigorosos jejuns, ensinou aos seus discípulos a perfeita obediência à observância monástica e aos leigos o verdadeiro temor de Deus. († 446)
  • Santo Herveu, atualmente território da França, eremita, que, segundo a tradição, sendo cego de nascença, cantava alegremente a felicidade do Paraíso. († s. VI)
  • Santo Avito, abade, em Orleães, na Gália, também na actual França. († c. 530)
  • Beata Teresa de Portugal, em Lorvão, localidade de Portugal, acuja memória se celebra em Portugal no dia 20 de Junho, juntamente com suas irmãs Sancha e Mafalda. († 1250)
  • Beato Pedro Gambacorta, em Veneza, hoje no Véneto, região da Itália, o fundador da Ordem dos Eremitas de São Jerónimo, que teve como primeiros religiosos alguns ladrões por ele convertidos. († 1435)
  • Beato Paulo Buráli, em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, o da Ordem dos Clérigos Regrantes Teatinos, bispo de Piacenza e depois bispo de Nápoles, que trabalhou com toda a sua diligência para restaurar a disciplina da Igreja e confirmar na fé o povo que lhe foi confiado. († 1578)
  • Beato Filipe Papon, num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o presbítero de Autun e mártir, que, sendo pároco, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi condenado à prisão numa galera e, depois de ter dado a absolvição a um companheiro de prisão moribundo, também ele expirou. († 1794)
  • São Pedro , hoje no Vietnã, mártir, que, sendo carpinteiro e sacristão, apesar de torturado com muitos e atrozes suplícios no tempo do imperador Tu Duc, permaneceu firme na profissão de fé e finalmente morreu na fogueira. († 1862)
  • Beato José Maria Cassant (Pedro José Cassant), no mosteiro de Santa Maria do Deserto, na França, presbítero da Ordem Cisterciense da Antiga Observância (Trapista), especialmente egrégio pelo admirável exemplo de penitência, constância e paciência nos sofrimentos e na enfermidade.

Fontes:

  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Arquisp.org
  • Franciscanos.org

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 17 de Junho - Sexta-feira

XI SEMANA DO TEMPO COMUM* (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26,7.9)

Oração do dia

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Reis 11,1-4.9-18.20)

Leitura do segundo livro dos Reis.

11 1 Quando Atália, mãe de Ocozias, viu morto o seu filho, decidiu exterminar toda a descendência real.

2 Josebá, porém, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, tomou Joás, filho de Ocozias, e fê-lo escapar do massacre dos filhos do rei, escondendo-o com sua ama de leite no quarto de dormir. Esconderam-no assim, de Atália, de maneira que pôde escapar à morte.

3 Ele esteve seis anos oculto com Josebá no templo do Senhor, enquanto Atália reinava sobre a terra.

4 No sétimo ano, Joiada convocou junto de si, no templo do Senhor, os centuriões dos cários e dos cursores. Fez com eles um pacto, e, depois de tê-los feito jurar no templo do Senhor, mostrou-lhes o filho do rei.

9 Os centuriões executaram fielmente as ordens do sacerdote Joiada. Tomando cada um os seus homens, tanto os que começavam o serviço no sábado, como os que o terminavam, foram ter com o sacerdote Joiada.

10 Joiada deu-lhes as lanças e os escudos do rei Davi, que se encontravam no templo do Senhor.

11 Os guardas postaram-se, de mãos armadas, ao longo do altar e do templo, desde a extremidade sul até a extremidade norte do templo, à volta do rei.

12 Então Joiada fez sair o menino-rei, pôs-lhe a coroa na cabeça e entregou-lhe a Lei. Proclamaram-no rei, ungiram-no e todos o aplaudiram, gritando: “Viva o rei!”

13 Ouvindo Atália o clamor que faziam os guardas e o povo, entrou no templo do Senhor, pelo meio da multidão.

14 E eis que espetáculo se ofereceu aos seus olhos: lá estava o rei, de pé no estrado, segundo o costume, tendo ao seu lado os chefes e as trombetas, enquanto o povo se alegrava, tocando as trombetas. Então ela rasgou as suas vestes, gritando: “Traição, traição!”

15 Mas o sacerdote Joiada ordenou aos centuriões que comandavam as tropas: “Levai-a para fora, entre vossas fileiras, e se alguém quiser segui-la, feri-o com a espada”. Porque o pontífice proibira que a matassem no templo do Senhor.

16 Lançaram-lhe as mãos e, ao chegarem ao palácio real pelo caminho da entrada dos cavalos, mataram-na ali.

17 Joiada fez entre o Senhor, o rei e o povo, uma aliança, segundo a qual o povo devia pertencer ao Senhor. Fez também uma aliança entre o rei e o povo.

18 Todo o povo entrou então no templo de Baal e o devastou; destruíram os altares, as imagens, e mataram o sacerdote de Baal, Matã, diante dos altares. O pontífice Joiada pôs guardas no templo do Senhor.

20 Todo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou em paz. No palácio real, porém, Atália era passada ao fio da espada.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 131/132

O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

 

O Senhor fez a Davi um juramento,

uma promessa que jamais renegará:

“Um herdeiro que é fruto do teu ventre

colocarei sobre o trono em teu lugar!

 

Se teus filhos conservarem minha aliança

e os preceitos que lhes dei a conhecer,

os filhos deles igualmente hão de sentar-se

eternamente sobre o trono que te dei!”

 

Pois o Senhor quis para si Jerusalém

e a desejou para que fosse sua morada:

“Eis o lugar do meu repouso para sempre,

eu fico aqui: este é o lugar que preferi!”

 

“De Davi farei brotar um forte herdeiro,

acenderei ao meu ungido uma lâmpada.

Cobrirei de confusão seus inimigos,

mas sobre ele brilhará minha coroa!”

Evangelho (Mateus 6,19-23)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

6 19 Disse Jesus: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam.

20 Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam.

21 Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração.

22 O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado.

23 Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!”

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, que pelo pão e vinho alimentais a vida dos seres humanos e os renovais pelo sacramento, fazei que jamais falte este sustento ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Pai santo, guarda no teu nome os que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor (Jo 17,11).

Depois da Comunhão

Ó Deus, esta comunhão na eucaristia prefigura a união dos fiéis em vosso amor; fazei que realize também a comunhão na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(17/06/2022 – Mateus 6,19-23) Mais uma vez Jesus toca o tema do dinheiro porque sabe que este tem um grande poder de atração sobre o homem e seu mau uso produz estragos devastadores. Muitas pessoas tem destruído suas vidas por causa da busca desenfreada pelo dinheiro. Por isso, hoje Jesus nos pede que não tenhamos como ideal de nossa vida acumular tesouros na terra, porque nunca o dinheiro nos pode dar a felicidade que tanto almejamos. O Senhor nos pede que juntemos tesouros no céu, quer dizer, que juntemos amor em nosso coração, porque a única moeda que circula no céu é o amor, e é também a única moeda que na terra nos pode proporcionar alegria e sentido de viver. O amor é o grande tesouro que faz o homem ser mais humano, mais divino e mais feliz. Hoje, tenhamos como meta ter em nossa vida um único tesouro: o amor a Deus e aos irmãos. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Gregório 18/06

Cardeal  [1625-1697]

Órfão na infância

Gregorio Giovanni Gaspare Barbarigo nasceu em Veneza em 16 de setembro de 1625 em uma família nobre. Gregório logo conhece o sofrimento quando perde sua mãe para a peste aos dois anos de idade. Seu pai, senador da República de Veneza, enviou-o em 1643 junto com o embaixador veneziano Alvise Contarini para Münster, na Alemanha, onde se preparava a paz de Vestfália, que colocaria fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos. 

O encontro com o Papa

Aqui tem lugar um encontro decisivo para a vida do jovem Gregório: aquele com o Cardeal Fabio Chigi, futuro Papa Alexandre VII. Depois de completar seus estudos em Pádua, Gregório tornou-se padre aos 30 anos. Alexandre VII enviou-o a Roma e com a eclosão da peste confiou-lhe a coordenação do socorro aos enfermos, que Gregório Barbarigo realizou com muito amor e dedicação. A confiança de Alexandre VII é então renovada ao colocá-lo à frente da diocese de Bérgamo em 1657. Anos depois, em 1664, ele será encarregado da diocese de Pádua. 

Estilo pastoral

Seu “estilo” será em ambos os casos inspirado em São Carlos Borromeo, um modelo para Gregório que, antes de tudo, vende todos os seus bens para dá-los aos pobres. Visita por toda a parte as paróquias das dioceses que lhe são confiadas, assiste os moribundos, divulga a imprensa católica entre o povo, aloja-se nas casas dos pobres. Durante o dia ensina catecismo às crianças e à noite reza. No seu centro está também a formação dos sacerdotes, pela qual está profundamente empenhado no Seminário de Pádua, que chega a ser considerado um dos melhores da Europa.

Relacionamento com a Igreja Oriental

Outro momento importante do compromisso de São Gregório Barbarigo é o da reunificação com as Igrejas Orientais. Depois de ter sido bispo de Bérgamo e antes de exercer o ministério em Pádua, passou mais um período em Roma. Em 1658 Alexandre VII fez dele um cardeal. Estes são os anos em que participa em vários conclaves. Inocêncio XI o escolhe como seu conselheiro e Gregório trabalha pela reunificação com as Igrejas Orientais. Estimado pelos Papas e amado pelo povo, Barbarigo morreu em Pádua em 1697.

A minha oração

“Querido santo, precisamos estar atentos aos mais necessitados recordando que eles escondem Jesus em suas misérias. Ajudai-nos a viver sem perder nenhuma oportunidade de amar. Amém!”  

São Gregório Barbarigo , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 18 de Junho:

  • Santos Marcos e Marceliano, mártires, em Roma, no cemitério de Balbina, junto à Via Ardeatina. († c. 304).
  • São Leôncio, no atual Líbano, soldado martirizado. († s. IV)
  • Santos Ciríaco e Paula, mártires, na África Setentrional. († s. IV)
  • Santo Amando, bispo, em Bordéus, na Aquitânia, atualmente na França, († s. V)
  • São Calógero, eremita, no monte Gemmariaro, perto de Sciacca, na Sicília ocidental. († s. V)
  • Santa Isabel, na atual Alemanha, virgem, insigne na observância da vida monástica. († 1164)
  • Beata Hossana Andreási, em Mântua, na Lombardia, região da Itália, virgem das Irmãs da Penitência de São Domingos. († 1505)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 18 de Junho - Sábado

XI SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26,7.9)

Oração do dia

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Crônicas 24,17-25)

Leitura do segundo livro das Crônicas.

24 17 Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram e se prostraram diante do rei, e o rei os ouviu.

18 Abandonaram o templo do Senhor, Deus de seus pais, e se puseram a adorar as imagens de asserá e outros ídolos, e tamanhas faltas atraíram a ira divina contra Judá e Jerusalém.

19 Enviou-lhes o Senhor profetas para os converterem a ele; porém, pregaram em vão, e não foram escutados.

20 Então o espírito de Deus apossou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se apresentou diante do povo: “Eis, disse ele, o que diz o Senhor: Por que transgredis as ordens do Senhor? Nada conseguireis. Porque abandonastes o Senhor, o Senhor vos abandonará”.

21 Mas eles se revoltaram contra ele e o apedrejaram por ordem do rei no átrio do templo do Senhor.

22 Joás, esquecido dos benefícios que Joiada lhe dispensara, mandou matar o filho. Porém, ao expirar, disse Zacarias: “Que o Senhor o veja, e faça vingança!”

23 Ao fim de um ano, o exército dos sírios atacou Joás; invadiu Judá e Jerusalém, massacrou os chefes do povo e enviou todo o seu despojo ao rei de Damasco.

24 Embora os sírios tivessem vindo em pequeno número, o Senhor lhes entregou um enorme exército, porque Judá tinha abandonado o Senhor, Deus de seus pais. Assim os sírios fizeram justiça a Joás.

25 Apenas se afastaram, deixando-o como presa de grandes sofrimentos, seus homens, revoltados contra ele por causa do assassínio do filho do sacerdote Joiada, assassinaram-no em seu leito. Assim morreu e sepultaram-no na cidade de Davi, mas não nos sepulcros dos reis.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 88/89

Guardarei eternamente para ele a minha graça!

 

“Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito,

e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor:

Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem,

de geração em geração garantirei o teu reinado!”

 

“Guardarei eternamente para ele a minha graça

e com ele firmarei minha aliança indissolúvel.

Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência,

e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar.

 

Se seus filhos, porventura, abandonarem minha lei

e deixarem de andar pelos caminhos da aliança;

se, pecando, violarem minhas justas prescrições

e se não obedecerem aos meus santos mandamentos.

 

Eu, então, castigarei os seus crimes com a vara,

com açoites e flagelos punirei as suas culpas.

Mas não hei de retirar-lhes minha graça e meu favor

e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz.”

Evangelho (Mateus 6,24-34)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos mediante sua pobreza (2Cor 8,9).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

6 24 Disse Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.

25 Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes?

26 Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?

27 Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?

28 E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam.

29 Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles.

30 Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé?

31 Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos?

32 São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.

33 Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.

34 Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, que pelo pão e vinho alimentais a vida dos seres humanos e os renovais pelo sacramento, fazei que jamais falte este sustento ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Pai santo, guarda no teu nome os que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor (Jo 17,11).

Depois da Comunhão

Ó Deus, esta comunhão na eucaristia prefigura a união dos fiéis em vosso amor; fazei que realize também a comunhão na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(18/06/2022 – Mateus 6,24-34) O núcleo da mensagem de Jesus é Reino de Deus. Ele assegura-nos que Deus está disposto a reinar sobre cada um de nós, não como um tirano, mas como um bom Pai. Quem se deixa conduzir por Deus reconhece o outro como um irmão. O que Jesus nos encoraja a fazer é nomear Deus como Rei e Senhor de nossa vida, porque Ele nos conduzirá pelos caminhos do amor, da verdade, da justiça, da simplicidade e da honestidade. O Senhor nos convida a usar os bens que passam para alcançarmos os que não passam: a felicidade total no céu, onde todos os ídolos e falsos deuses desaparecerão para sempre e somente Deus reinará. Se nos relacionamos com Deus como seus filhos, Jesus nos pede para não ficarmos exageradamente preocupados com o futuro, mas confiarmos plenamente na providência de Deus em nossa vida. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Romualdo 19/06

Abade [952-1027]

O monge Romualdo foi um viajante incansável. Suas pregações eram feitas mais com os fatos do que com as palavras, ao percorrer toda a península italiana. Ele manteve muitos encontros na sua vida: todos o procuravam e queriam conversar com este “santo abade” e ele recebia todos, embora ele quisesse apenas o recolhimento no silêncio da oração.

Formação e vocação

Romualdo nasceu em uma família nobre de Ravena, em 952. Após uma disputa sangrenta, que envolveu sua família, amadureceu a sua vocação de seguir a vida monacal, entrando, com seu pai, para o mosteiro de Santo Apolinário em Classe. Como monge, impôs-se uma vida severa de penitência, meditação e oração. Devido às suas nobres origens, Romualdo era requisitado em todos os lugares para exercer suas funções eclesiásticas e políticas. Em Veneza, escolheu com diretor espiritual o eremita Marino e conheceu um dos mais importantes monges reformadores do século X: o abade Guarino, que acompanhou até Catalunha, onde permaneceu por dez anos e completou a sua formação.

Amigo da solidão

Ele descobriu que a solidão não o afastava dos irmãos, da vida da igreja e dos pobres, mas, pelo contrário, o enraizava numa comunhão e solidariedade mais profunda com eles. Ao retornar a Ravena, em 988, Romualdo renunciou, oficialmente, ao cargo de abade  e começou a viajar. Sua primeira etapa foi Verghereto, perto de Forlí, onde fundou um mosteiro em honra de São Miguel Arcanjo. Ali, por causa das suas contínuas advertências aos monges, sobre a disciplina e a moral, foi obrigado a se mudar novamente. Em 1001, retornou para Santo Apolinário em Classe, onde se tornou abade. Mas esta não é a vida que ele queria. Então, após um ano, renunciou e se refugiou em Montecassino. Ali, viveu, por um período, em uma caverna; depois, fundou um eremitério em Sítria, na região da Úmbria, onde permaneceu por sete anos. Todos os mosteiros e cenóbios que fundou eram pequenos, porque achava que nas grandes estruturas se corria o risco de perder o silêncio, tão necessário para o recolhimento.

Herança aos camaldulenses

Seguindo o ensinamento da Regra de São Bento, faz do amor ao Senhor e entre os irmãos, a sua regra suprema de vida. Solidariza-se com as dificuldades da vida da Igreja e da vida monástica do seu tempo e abraça os desafios pela sua renovação. Os discípulos chamaram este seu ensinamento de “relacionar-se segundo a lei suprema do amor fraterno” (privilégium amoris). Com seu exemplo, mais que com seu ensino verbal, deixa a seus discípulos uma herança que se manifestará muito fecunda e ao mesmo tempo portadora de tensões. Dá-se uma tríplice oportunidade para realizar a vocação monástica, uma em comunhão e complementariedade com outra: a vida fraterna no mosteiro, útil, sobretudo para iniciar a vida monástica; a vida na solidão do eremitério que pressupõe certa maturidade humana e espiritual; a dedicação a testemunhar o evangelho até o dom da vida, por aqueles que o Espírito impele a abandonar tudo para se unir totalmente com Cristo (triplex bonum).

Peregrino nesta terra

Durante suas peregrinações, Romualdo esteve em Casentino, em 1012, onde conheceu o conde de Arezzo, Maldolo, proprietário de uma casa e de uma floresta, lugar que, depois, recebeu o nome de Camáldoli. Encantado pela figura deste anacoreta, o conde presenteou-lhe as suas propriedades, onde Romualdo criou um asilo e construiu um eremitério para religiosos contemplativos, aos quais lhes deu uma Regra semelhante à beneditina. Porém, o monge se transferiu de novo: foi para a região das Marcas, onde fundou um mosteiro em Val de Castro; ali reservou para si uma pequena cela, onde faleceu em 19 de junho de 1027. Mesmo morto, viajou, pois suas relíquias foram trasladadas, primeiro para Jesi e, depois, para Fabriano, junto à igreja camáldula de São Brás. São Romualdo foi canonizado por Clemente VIII, em 1595.

Testemunhas

Sobre São Romualdo temos duas preciosas testemunhas. São Bruno Bonifácio (†1009), narra sua experiência pessoal de Romualdo na “Vida dos cinco Irmãos”. São Pedro Damião (†1072) descreve seu caminho interior e sua aventura humana na “Vida de São Romualdo”.

A minha oração

Ó santo abade, que nossa vida esteja escondida em Jesus e n’Ele possamos encontrar sentido perene. Mesmo na solidão ou desavença, viver o amor dedicado a Jesus onde ele nos indicar. 

São Romualdo , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 19 de Junho:

  • Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, a comemoração dos santos Gervásio e Protásio, mártires. († trasl. 386)
  • Nos montes Vosgos, na Borgonha da Austrásia, atualmente na França, São Deusdado, bispo de Nevers. († c. 679)
  • No mosteiro de Fécamp, na Nêustria, também na atual França, Santa Quildomarca, abadessa. († c. 682)
  • Em Saragoça, na Hispânia, São Lamberto, mártir. († c. s. VIII)
  • Em Caltagirona, na Sicília, região da Itália, a trasladação do Beato Gerlando, cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém. († c. 1271)
  • Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Juliana Falconiéri, virgem, que fundou a Ordem Terceira dos Servos de Maria. († c. 1341)
  • Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, também na região da Itália, a Beata Miquelina, viúva, que tomou o hábito da Ordem Terceira de São Francisco. († 1356)
  • Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Sebastião NewdigateHunfredo Middlemore e Guilherme Exmew, presbíteros da Cartuxa, consumados no martírio. († 1535)
  • Também em Londres, o Beato Tomás Woodhouse, presbítero da Companhia de Jesus, mártir. († 1573)
  • Em Wuyi, localidade próxima da cidade de Shenxian, no Hebei, província da China, os santos Remígio Isoré e Modesto Andlauer, presbíteros da Companhia de Jesus e mártires († 1900)
  • Em Roma, a Beata Helena Aiello, religiosa mística e fundadora da Congregação das Religiosas Mínimas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. († 1961)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]
  • https://camaldolenses.com.br/sao-romualdo

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 19 de Junho - Domingo

XII DOMINGO DO TEMPO COMUM (Verde, Glória, Creio – IV Semana do Saltério)

Antífona de Entrada

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).

Oração do dia

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Zacarias 12,10-11;13,1)

Leitura da profecia de Zacarias.

Assim diz o Senhor: 10“Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de oração; eles olharão para mim. Ao que eles feriram de morte, hão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele a dor que se sente pela morte de um primogênito. 11Naquele dia haverá um grande pranto em Jerusalém, como foi o de Adadremon no campo de Magedo. 13,1Naquele dia haverá uma fonte acessível à casa de Davi e aos habitantes de Jerusalém, para ablução e purificação”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 62/63

A minha alma tem sede de vós,

como a terra sedenta, ó meu Deus!

 

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!

Desde a aurora, ansioso vos busco!

A minha alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja.

 

Como terra sedenta e sem água,

venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder.

Vosso amor vale mais do que a vida, e por isso meus lábios vos louvam.

 

Quero, pois, vos louvar pela vida e elevar para vós minhas mãos!

A minha alma será saciada, como em grande banquete de festa;

cantará a alegria em meus lábios ao cantar para vós meu louvor!

 

Para mim fostes sempre um socorro;

de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós;

com poder vossa mão me sustenta.

Leitura (Gálatas 3,26-29)

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 26vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. 27Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28O que vale não é mais ser judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Jesus Cristo. 29Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.

Palavra do Senhor.

Evangelho (Lucas 9,18-24)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Minhas ovelhas escutam minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar (Jo 10,27).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Certo dia, 18Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

Palavra da salvação.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, este sacrifício de reconciliação e louvor e fazei que, purificados por ele, possamos oferecer-vos um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eu sou o bom pastor e dou a vida por minhas ovelhas, diz o Senhor (Jo 10,11.15).

Depois da Comunhão

Renovados pelo Corpo e Sangue do vosso Filho, nós vos pedimos, ó Deus, que possamos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que devotamente estamos celebrando. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(19/06/2022 – Lucas 9,18-24) Todo verdadeiro seguimento do Senhor implica ter clareza sobre quem é Jesus e a disposição interior para o seguir fazendo as renúncias que são necessárias. A primeira renúncia que somos chamados a fazer é no que diz respeito à busca daquelas realidades que se opõem ao caminho apresentado pelo Mestre. Em segundo lugar devemos renunciar a toda forma de vida cristã distante do amor ao próximo. A cruz implica abandono de toda segurança humana e abandono radical nas mãos daquele que nos chamou a segui-lo. A cruz de cada dia não representa nada de extraordinário, mas diz respeito àquelas realidades simples e cotidianas que revelam o mistério da dor e do sofrimento humano. A cruz é um caminho de libertação para conduzir o ser humano à plena realização em Cristo Jesus. Acolhamos o Senhor em nossa vida e tenhamos uma decisão clara de seguimento a Ele. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


Santa Florentina 20/06

Dia 20 de Junho - Segunda-feira

XII SEMANA TEMPO COMUM (Verde – Ofício do dia)

Antífona de Entrada

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).

Oração do dia

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Reis 17,5-8.13-15.18)

Leitura do segundo livro dos Reis.

17 5 Depois atacou Samaria e assediou-a por três anos.

6 No ano nono do reinado de Oséias, o rei da Assíria apoderou-se de Samaria e deportou os israelitas para a Assíria, estabelecendo-os em Hala, às margens do Habor, rio de Gozan, e nas cidades da Média. Causas da ruína de Israel

7 Assim aconteceu porque os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito e libertado da opressão do faraó, rei dos egípcios. Eles adoraram outros deuses,

8 adotaram os costumes das nações que o Senhor tinha expulsado diante dos israelitas e seguiram os costumes estabelecidos pelos reis de Israel.

13 O Senhor tinha advertido Israel e Judá pela boca de seus profetas e videntes: “Renunciai às vossas más ações; guardai meus mandamentos e minhas leis; observai toda a lei que prescrevi a vossos pais e que vos transmiti pelos meus servos, os profetas”.

14 Mas eles não o quiseram ouvir, e endureceram o seu coração, como o tinham feito seus pais, que se tornaram infiéis ao Senhor, seu Deus.

15 Desprezaram os seus preceitos e a aliança estabelecida com seus pais, não atenderam às advertências que lhes tinha feito, e seguiram as vaidades, tornando-se eles mesmos vaidades; apesar de ter-lhes o Senhor proibido seguir as pisadas dos povos que os cercavam,

18 Por isso, o Senhor ficou profundamente indignado contra os israelitas e lançou-os para longe de sua face. Só a tribo de Judá subsistiu.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 59/60

Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor!

 

Rejeitastes, ó Deus, vosso povo

e arrasastes as nossas fileiras;

vós estáveis irado; voltai-vos!

 

Abalastes, partistes a terra,

reparai suas brechas, pois treme.

Duramente provastes o povo

e um vinho atordoante nos destes.

 

Quem me leva à cidade segura,

e a Edom quem me vai conduzir

se vós, Deus, rejeitais vosso povo

e não mais conduzis nossas tropas?

 

Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia;

nada vale o socorro dos homens!

Mas com Deus nós faremos proezas,

e ele vai esmagar o opressor.

Evangelho (Mateus 7,1-5)

Aleluia, aleluia, aleluia.

A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4,12).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

7 1 Disse Jesus: “Não julgueis, e não sereis julgados.

2 Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos.

3 Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu?

4 Como ousas dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar a palha do teu olho’, quando tens uma trave no teu?

5 Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, este sacrifício de reconciliação e louvor e fazei que, purificados por ele, possamos oferecer-vos um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento (Sl 144,15).

Depois da Comunhão

Renovados pelo Corpo e Sangue do vosso Filho, nós vos pedimos, ó Deus, que possamos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que devotamente estamos celebrando. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(20/06/2022 – Mateus 7,1-5) Jesus quer livrar os seus seguidores da hipocrisia e da falsidade incentivando-os a serem autênticos em todas as coisas. Este aspecto nunca podemos negligenciar, pois a qualidade do nosso testemunho cristão no mundo depende do nosso testemunho. As fraquezas dos outros nunca são motivo para rompermos os laços de afeto e confiança com nossos irmãos que, é evidente, têm tantas fraquezas quanto cada um de nós. É bom que nunca nos esqueçamos que, rompendo nossos laços com nossos irmãos, imperfeitos como nós, rompemos nosso vínculo com Deus Pai. A comunidade cristã não deve esquecer que, embora seja assistida pelo poder do Espírito Santo, é uma comunidade de pecadores, de pessoas necessitadas de perdão restaurador e que deve ter como base de sua ação a misericórdia que nos leva a assumir a conversão e a vida nova. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Luis Gonzaga 21/06

Padroeiro [1568-1591]

Origens e nobreza

São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga. Pertencente à nobreza, recebeu, por parte de sua mãe, a formação cristã e, da parte de seu pai, a motivação a ser príncipe.

Sua família tinha muitas posses, mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.

Consagração a Virgem Maria

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação. E diante das zombarias e das incompreensões, ele dizia: “Busco a salvação! Busquem-na vocês também!”.

Jesuítas

Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia. Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Epidemia e páscoa

Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos Luís adoeceu e acabou falecendo, antes mesmo de tornar-se padre, no dia 21 de junho de 1591.

Padroeiro

Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Depois, foi nomeado protetor dos estudantes. São João Paulo II o nomeou, em 1991, padroeiro dos pacientes de AIDS. Suas relíquias estão na Igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.

A minha oração

“Senhor, ensinai-me a também gastar a minha juventude em amor à Ti e à todos que necessitarem. Quero, como São Luís Gonzaga, ser capaz de renunciar a todos os amores terrenos e me dedicar com grande fervor ao Teu chamado para a minha vida. Amém!”

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

Outros beatos e santos celebrados em 21 de junho:

  • São Meveno ou Mévio, actualmente na França, abade, que, tendo nascido no País de Gales, se recolheu numa floresta da Bretanha, onde fundou um mosteiro. († s. VI)
  • São Leufredo, no território de Evreux, na Nêustria, também na actual França, abade, que fundou o mosteiro de La Croix-Saint-Ouen, ao qual presidiu durante cerca de quarenta e oito anos. († 738)
  • São Rodolfo, na atual França, bispo, que, pela sua grande solicitude pela vida sacerdotal, compôs, em colaboração com os presbíteros da sua Igreja, uma colectânea de capítulos dos Santos Padres e sentenças de cânones para uso pastoral. († 866)
  • São Raimundo, em Huesca, cidade de Aragão, região da Espanha, que era cónego regular quando foi nomeado bispo de Roda e de Barbastro e, porque não quis vencer os inimigos do nome cristão pela força das armas, foi três vezes expulso da sua sede. († 1126)
  • Beato Tomás Corsíni, religioso da Ordem dos Servos de Maria, em Orvieto, na Toscana, região da Itália. (1343)
  • São João Rigby, mártir, em Londres, na Inglaterra, que, detido e condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica no reinado de Isabel I, foi suspenso da forca em Southwark e esquartejado ainda vivo. († 1600)
  • Beato Tiago Morelle Dupas, presbítero e mártir, num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, que, sempre severo consigo e amável com os outros, durante a Revolução Francesa foi condenado à prisão por exercer o ministério paroquial no território de Poitiers e morreu de fome e inanição. († 1794)
  • Beata Liberata Ferrarons i Vives, virgem da Ordem Terceira Carmelita. († 1842)
  • São José Isabel Flores, em Zapotlanejo, localidade do México, presbítero e mártir no tempo da grande perseguição. († 1927)

Fontes:

  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • jesuitasbrasil.org
  • Vaticannews

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova



Por: CN


Dia 21 de Junho - Terça-feira

SÃO LUÍS GONZAGA (Religioso Jesuíta) (Branco, Prefácio Comum dos Santos – Ofício da Memória)

Antífona de Entrada

O homem de coração puro e mãos inocentes é digno de subir à montanha do Senhor e de permanecer em seu santuário (Sl 23,4.3).

Oração do dia

Ó Deus, fonte dos dons celestes, reunistes no jovem Luís Gonzaga a prática da penitência e a admirável pureza de vida. Concedei-nos, por seus méritos e preces, imitá-lo na penitência, se não o seguimos na inocência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Reis 19,9-11.14-21.31-36)

Leitura do segundo livro dos Reis.

19 9 O rei ouviu dizer de Taraca, rei da Etiópia: Ele acaba de sair para combater contra ti. Senaquerib mandou novamente mensageiros a Ezequias para dizer-lhe:

10 “Isto direis a Ezequias, rei de Judá: ‘Não te deixes enganar pelo Deus no qual puseste a tua confiança, pensando que Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria’.

11 Ouviste contar como os reis da Assíria trataram todos os países, e como os devastaram: só tu, pois, haverias de escapar?”

14 Ezequias tomou a carta das mãos dos mensageiros e leu-a; subiu depois ao templo e abriu-a diante do Senhor,

15 rogando-lhe: “Senhor, Deus de Israel, que estais sentado sobre querubins, só vós sois o Deus de todos os reinos da terra. Vós fizestes os céus e a terra.

16 Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos e ouvi! Abri, Senhor, os vossos olhos e vede! Ouvi a mensagem de Senaquerib, que mandou blasfemar o Deus vivo!

17 É verdade, Senhor, que os reis da Assíria destruíram as nações e devastaram os seus territórios,

18 atirando ao fogo os seus deuses, mas isso porque não eram deuses, e sim objetos feitos pelas mãos do homem, objetos de madeira e de pedra: por isso foram destruídos.

19 Mas vós, Senhor, nosso Deus, salvai-nos agora das mãos de Senaquerib, a fim de que todos os povos da terra saibam que vós, o Senhor, sois o único Deus”.

20 Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: “Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: Ouvi a oração que me fizeste a respeito de Senaquerib, rei da Assíria.

21 Eis o oráculo do Senhor contra ele: ‘A virgem, filha de Sião, despreza-te e zomba de ti. A filha de Jerusalém meneia a cabeça por trás de ti.

31 Pois de Jerusalém surgirá um resto e do monte Sião sobreviventes. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos’.

32 Por isso, eis o oráculo do Senhor ao rei da Assíria: ‘Não entrará nesta cidade nem atirará flechas contra ela, não lhe oporá escudo nem a cercará de trincheiras.

33 Mas voltará pelo caminho por onde veio, sem entrar na cidade - oráculo do Senhor.

34 Protegerei esta cidade para salvá-la, por minha causa e de Davi, meu servo’”.

35 Ora, nessa mesma noite o anjo do Senhor apareceu no campo dos assírios e feriu cento e oitenta e cinco mil homens. No dia seguinte pela manhã só havia cadáveres.

36 Senaquerib, rei da Assíria, retirou-se, tomou o caminho de sua terra e deteve-se em Nínive.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 47/48

O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

 

Grande é o Senhor e muito digno de louvores

na cidade onde ele mora;

seu monte santo, esta colina encantadora

é a alegria do universo.

 

Monte Sião, no extremo norte situado,

és a mansão do grande rei!

Deus revelou-se, em suas fortes cidadelas,

um refúgio poderoso.

 

Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade

em meio ao vosso templo;

com vosso nome vai também vosso louvor

aos confins de toda a terra.

Evangelho (Mateus 7,6.12-14)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 6 “Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem.

12 Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas.

13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram.

14 Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram”. Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Concedei-nos, ó Deus, a exemplo de são Luís Gonzaga, trazer sempre a veste nupcial ao tomar parte no vosso banquete, para que, participando deste sacramento, nos enriqueçamos com a vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

O Senhor deu ao seu povo o alimento do céu, e o homem se nutriu com o pão dos anjos (Sl 77,24s).

Depois da Comunhão

Ó Deus, tendo-nos alimentado com o pão dos anjos, fazei que vos sirvamos por uma vida pura e dai-nos, à semelhança de são Luís Gonzaga, que hoje celebramos, permanecer continuamente em ação de graças. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (São Luís Gonzaga (Religioso Jesuíta))

Luís nasceu no dia 9 de março de 1568, na Itália. Foi o primeiro dos sete filhos de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione delle Stiviere e sobrinho do duque de Mântua. Seu pai, que servia ao rei da Espanha, sonhava ver seu herdeiro e sucessor ingressar nas fileiras daquele exército. Por isso, desde pequenino, Luís era visto vestido como soldado, marchando atrás do batalhão ao qual seu pai orgulhosamente servia.

 

Entretanto, Luís não desejava essa carreira, pois, ainda criança fizera voto de castidade. Quando tinha dez anos, foi enviado a Florença na qualidade de pajem de honra do grão-duque de Toscana. Posteriormente, foi à Espanha, para ser pajem do infante dom Diego, período em que aproveitou para estudar filosofia na universidade de Alcalá de Henares. Com doze anos, recebeu a primeira comunhão diretamente das mãos de Carlos Borromeu, hoje santo da Igreja.

 

Desejava ingressar na vida religiosa, mas seu pai demorou cerca de dois anos para convencer-se de sua vocação. Até que consentiu; mas antes de concordar definitivamente, ele enviou Luís às cortes de Ferrara, Parma e Turim, tentando fazer com que o filho se deixasse seduzir pelas honras da nobreza dessas cortes.

 

Luís tinha quatorze anos quando venceu as resistências do pai, renunciou ao título a que tinha direito por descendência e à herança da família e entrou para o noviciado romano dos jesuítas, sob a direção de Roberto Belarmino, o qual, depois, também foi canonizado.

 

Lá escolheu para si as incumbências mais humildes e o atendimento aos doentes, principalmente durante as epidemias que atingiram Roma, em 1590, esquecendo totalmente suas origens aristocráticas. Consta que, certa vez, Luís carregou nos ombros um moribundo que encontrou no caminho, levando-o ao hospital. Isso fez com que contraísse a peste que assolava a cidade.

 

Luís Gonzaga morreu com apenas vinte e três anos, em 21 de junho de 1591. Segundo a tradição, ainda na infância preconizara a data de sua morte, previsão que ninguém considerou por causa de sua pouca idade. Mas ele estava certo.

 

O papa Bento XIII, em 1726, canonizou Luís Gonzaga e proclamou-o Padroeiro da Juventude. A igreja de Santo Inácio, em Roma, guarda as suas relíquias, que são veneradas no dia de sua morte. Enquanto a capa que são Luís Gonzaga usava encontra-se na belíssima basílica dedicada a ele, em Castiglione delle Stiviere, sua cidade natal.




Reflexão sobre o Evangelho:
(21/06/2022 – Mateus 7,6.12-14) Jesus enviou os apóstolos e nos envia para anunciarmos sua palavra até os confins da terra. Isso, mais de uma vez, exige prudência quando nossos interlocutores vêm ouvir com más intenções e decidem nos perseguir por causa da verdade de Cristo e não apreciam o valor da mensagem que trazemos. Nestes casos, o melhor caminho, é aquele que Jesus nos propõe: trate os outros como queremos que nos tratem, não como nos tratam. Sigamos dando testemunho de vida, mesmo em meio ao mundo que rejeita por inteiro a mensagem de Cristo. A porta que conduz à vida eterna é estreita e o caminho que conduz ao céu é penoso, mas mantenhamos nossos olhos em Cristo tendo sempre a iniciativa de fazermos o bem a todas as pessoas sem esperarmos nenhuma recompensa. Continuemos anunciando a Boa Nova lembrando sempre que é Cristo que vai à nossa frente. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Tomás More 22/06

Defesa da fé e da verdade

Em 1935, Pio XI canonizou João Fischer e Tomás More no mesmo dia. Os santos são celebrados juntos: sofreram o martírio pela coragem com que defenderam a fé e são dois grandes exemplos de fidelidade a Jesus.

Opondo-se ao rei Henrique VIII, na controvérsia sobre o seu matrimónio e sobre o primado do Romano Pontífice, preferiram servir ao Rei Eterno. Defenderam os valores cristãos de indissolubilidade do matrimônio, o respeito pelo patrimônio jurídico e a liberdade da Igreja em relação ao Estado; e, assim, foram encarcerados na Torre de Londres.

São Tomás More [1478-1535]

Nascido em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478, o santo foi, desde cedo, educado na fé cristã. Logo cedo, a sua inteligência brilhante o fez ser notado e ele foi enviado à Universidade de Oxford, onde com vinte e dois anos já era doutor e professor em direito.

Vida religiosa X Matrimônio

Tomás More pensou em tornar-se religioso, era um frequentador dos franciscanos e, por um período, dos cartuxos também. Porém, sentiu que não era esse o seu caminho e trilhou a vocação matrimonial, com grande entrega, presença e devoção aos seus.

Vocação cristã

Conhecido por uma personalidade muito simpática, pelo seu bom humor e por uma forte fé cristã, o santo tinha uma vocação específica nos meios da política, da literatura, do direito. Assumiu diversos cargos diplomáticos: foi juiz, conselheiro, secretário e, em tudo, sempre atuou em favor da defesa da fé cristã, principalmente no tempo da Reforma Protestante. Escreveu obras famosas, como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são “Utopia” e “Oração para o bom humor”. Um tempo depois, Tomás pediu demissão e um novo tempo iniciou em sua vida.

Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender às suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes.

São João Fischer, bispo de Rochester [1469-1535]

Nascido em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos quatorze anos era um aluno brilhante de inteligência extraordinária. Ingressou na famosa Universidade de Cambridge, onde recebeu o diploma de Teologia e foi ordenado sacerdote.

Sacerdócio e Bispado

Tornou-se confessor e capelão pessoal da condessa Margarida Beaufort, futura avó de Henrique VIII. Atuou como vice-chanceler e chanceler em obras de estudos das línguas da Bíblia, para aprofundamento nas Escrituras.

Foi eleito bispo de Rochester, com 35 anos. Distribuía esmolas com generosidade e as portas de sua casa estavam sempre abertas para os visitantes, peregrinos e necessitados. Ele levava uma vida tão austera como a de um monge. O bispo Fisher também combateu os erros da Reforma Protestante, escrevendo quatro livros, que o tornaram famoso em todo o mundo cristão.

Condenação dos santos

Em 1535, o rei Henrique VIII desejou divorciar-se de sua legítima esposa para casar-se com a cortesã Ana Bolena. O bispo João Fisher foi o primeiro a posicionar-se contra aquele escândalo. O rei Henrique VIII conseguiu que o Parlamento inglês o declarasse chefe supremo da Igreja na Inglaterra, em substituição ao Papa da Igreja Católica, com a aprovação de todos os que desejavam conservar seus altos postos no governo.

João Fisher declarou no Parlamento que: “Querer substituir o papa de Roma pelo rei da Inglaterra, como chefe de nossa religião, é como gritar um ‘morra’ à Igreja Católica”, e isto seria um erro absurdo.

Ainda estava preso quando foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. Ao ser informado, o rei exclamou: “Enviaram-lhe o chapéu de cardeal, porém não poderá colocá-lo, porque eu lhe mandarei cortar a cabeça”. E assim o fez.

Da mesma forma, São Tomás Moro deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real, por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”.

O Papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos.

O chanceler Tomás Moro e o bispo católico João Fisher eram as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás.

A minha oração

“Senhor, estes dois servos não tiveram medo ou receio em servir a Verdade. Conceda-me também a grande graça de defender a fé cristã em qualquer circunstância e de ser-lhe fiel até o fim. Amém!” 

Santos João Fischer e Tomás More, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 22 de junho:

  • São Paulino, bispo, que recebeu o baptismo em Bordéus, renunciou ao consulado e, sendo um homem nobre e rico, se fez pobre e humilde por amor de Cristo. († 431)
  • São Flávio Clemente, mártir, em Roma, que, foi condenado à morte pela fé de Cristo. († 96)
  • Santo Albano, mártir, território da atual Inglaterra, que, segundo a tradição, ainda não batizado se entregou em lugar de um clérigo que tinha recolhido em sua casa e do qual recebera os ensinamentos da fé cristã, trocando com ele as vestes. Por isso, foi flagelado, atrozmente atormentado e finalmente decapitado. († c. 287)
  • Os santos Júlio e Aarão, mártires, em Caerleon, na Bretanha Menor, região da atual França, que, durante a perseguição, sofreram o martírio depois de Santo Albano. († s. IV in.)
  • Santo Eusébio, bispo de Samosata, que morreu mártir com a cabeça partida com uma telha atirada contra ele por uma mulher ariana. († 379)
  • Comemoração de São Nicetas, bispo de Remesiana, que São Paulino de Nola louva com um eloquente poema, por ter anunciado o Evangelho aos bárbaros, transformando-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz. († c. 414)
  • Beato Inocêncio V, papa, em Roma, que depois de ter tomado o hábito da Ordem dos Pregadores e ensinado a sagrada teologia em Paris, aceitou com relutância a sede episcopal de Lião e orientou, juntamente com São Boaventura, o Concílio Ecuménico para a unidade entre os Latinos e os Gregos separados. († 1276)
  • Fontes:
    • Martirológio Romano
    • Arquisp
    • Vaticannews
    • Franciscanos.org

    – Pesquisa e redação: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

 



Por: CN


Dia 22 de Junho - Quarta-feira

XII SEMANA DO TEMPO COMUM* (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).

Oração do dia

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Reis 22,8-13; 23,1-3)

Leitura do segundo livro dos Reis.

22 8 O sumo sacerdote Helcias disse ao escriba Safã: “Encontrei no templo do Senhor o livro da Lei”. Helcias deu esse livro a Safã,

9 o qual, depois de tê-lo lido, voltou ao rei e prestou-lhe contas da missão que lhe fora confiada: “Teus servos juntaram o dinheiro que se encontrava no templo e entregaram-no aos encarregados do templo do Senhor”.

10 O escriba Safã disse ainda ao rei: “O sacerdote Helcias entregou-me um livro”.

11 E leu-o em presença do rei. Quando o rei ouviu a leitura do livro da Lei, rasgou as vestes,

12 e ordenou ao sacerdote Helcias, a Aicão, filho de Safã, a Acobor, filho de Mica, ao escriba Safã e ao seu oficial Azarias, o seguinte:

13 “Ide e consultai o Senhor de minha parte, da parte do povo e de todo o Judá, acerca do conteúdo deste livro que acaba de ser descoberto. A cólera do Senhor deve ser grande contra nós, porque nossos pais não obedeceram às palavras deste livro, nem puseram em prática tudo o que aí está prescrito”.

23 1 O rei convocou à sua presença todos os anciãos de Judá e de Jerusalém,

2 e subiu ao templo do Senhor com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, profetas e todo o povo, pequenos e grandes. Leu então, diante deles, o texto completo do livro da Aliança que fora descoberto no templo do Senhor.

3 O rei, de pé na tribuna, renovou a aliança em presença do Senhor, comprometendo-se a seguir o Senhor, a observar os seus mandamentos, suas instruções e suas leis, de todo o seu coração e de toda a sua alma, e a cumprir todas as cláusulas da aliança contida no livro. Todo o povo concordou com essa aliança.

Palavra do Senhor

Salmo Responsorial 118/119

Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!

 

Ensinai-me a viver vossos preceitos;

quero guardá-los fielmente até o fim!

 

Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei,

e de todo o coração a guardarei.

 

Guiai meus passos no caminho que traçastes,

pois só nele encontrarei felicidade.

 

Inclinai meu coração às vossas leis,

e nunca ao dinheiro e à avareza.

 

Desviais o meu olhar das coisas vãs,

dai-me a vida pelos vossos mandamentos!

Evangelho (Mateus 7,15-20)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; quem em mim permanece há de dar muito fruto (Jo 15,4s).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

7 15 Disse Jesus: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?

17 Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos.

18 Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.

19 Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo.

20 Pelos seus frutos os conhecereis”.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, este sacrifício de reconciliação e louvor e fazei que, purificados por ele, possamos oferecer-vos um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eu sou o bom pastor e dou a vida por minhas ovelhas, diz o Senhor (Jo 10,11.15).

Depois da Comunhão

Renovados pelo Corpo e Sangue do vosso Filho, nós vos pedimos, ó Deus, que possamos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que devotamente estamos celebrando. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO PAULINO DE NOLA (Memória Facultativa)/ Missa da vígilia da Natividade de São João Batista)

SÃO PAULINO DE NOLA

(Branco - Ofíco da Memória)
 

Paulino nasceu no ano de 355, na cidade de Bordeaux, na França. Seu pai era um alto funcionário imperial e toda a família ocupava posição de destaque na economia e na corte.

 

Antes de tornar-se religioso, o próprio Paulino foi cônsul e substituiu o governador da Campânia. Nessa posição, manteve contato com o bispo Ambrósio, de Milão, bem como com o jovem Agostinho, que se tornara bispo de Hipona, os quais o encaminharam à conversão.

 

Assim, aos vinte e cinco anos de idade Paulino foi batizado.

 

Um ano antes tinha se casado com Terásia, uma cristã espanhola que também o influenciou a aprofundar-se nos ensinamentos do Evangelho. Quando perderam, ainda criança, o único filho, Celso, os dois resolveram abandonar de vez a vida social e abraçar a vida monástica. De comum acordo, dividiram as grandes riquezas que possuíam com os pobres e as obras de caridade voltadas para o atendimento de doentes e desamparados e se dirigiram para a Catalunha, na Espanha.

 

Pouco tempo depois, Paulino, que se tornara conhecido e estimado por todo o povo, encaminhou ao bispo um pedido para que este o ordenasse sacerdote. O que aconteceu, além de ser convidado a participar do clero local ou, se preferisse, ingressar no de Milão, mas recusou a ambos. Queria, de verdade, uma vida de monge recluso, por isso mudou-se para a Campânia, onde a família ainda tinha como propriedade o túmulo de um mártir, são Félix. Paulino começou a construir ali um santuário para o santo, e ao mesmo tempo fez levantar uma hospedaria para os peregrinos pobres.

 

Em seguida, transformou um dos andares em mosteiro e deu início a uma comunidade religiosa formada por ele, a esposa e alguns amigos. A principal característica desses monges era a comunicação feita somente por meio de correspondência escrita. Foram cinqüenta e uma cartas dirigidas aos amigos e personalidades do mundo cristão, entre eles Agostinho, o bispo de Hipona.

 

Paulino revelou-se um grande poeta, escritor e pregador, foi uma figura tão brilhante quanto humilde. Entretanto a vida calma que almejara quando abdicou de sua condição de herdeiro político de bons cargos no Império Romano para levar uma vida pobre em dinheiro e poder, mas rica em fé e dignidade, terminaria em 409.

 

Na ocasião, foi eleito e consagrado bispo de Nola, diocese de Nápoles, cargo que ocupou até morrer no ano 431, um ano após a morte do amigo e companheiro Agostinho, hoje também santo e doutor da Igreja.

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que fizestes brilhar no bispo são Paulino de Nola o amor à pobreza e o zelo pastoral, concedei que, celebrando os seus méritos, imitemos sua caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

SOBRE AS OFERENDAS

Recebei, ó Pai, na festa de são Paulino de Nola, as oferendas de vosso povo para que nos façam sentir, como esperamos, vossa paternal proteção. Por Cristo, nosso Senhor.

 

DEPOIS DA COMUNHÃO

Alimentados pelo Corpo e Sangue de Cristo, nós vos pedimos, ó Deus, que desabroche em plena redenção a ação que praticamos na fé. Por Cristo, nosso Senhor.

 

MISSA DA VIGÍLIA - NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA - dia 22, quarta-feira, à tarde ou à noite

(Branco, glória, creio, prefácio próprio – Ofício da Solenidade)

 

Já no século 4º, tem-se notícia de um culto a São João Batista. Santo Agostinho se refere à festa da natividade desse santo no dia 24 de junho, e sabe-se que é a única festa litúrgica de nascimento afora a da Natividade de Maria. No plano divino da salvação, o Batista é escolhido para ser o elo entre o Antigo e o Novo Testamento. Ele vem aplainar os caminhos para o Messias que está para chegar. Abramos o coração para acolher “o maior dos profetas”, com seu corajoso testemunho de vida e sólidos ensinamentos.

 

Antífona de entrada:

Ele será grande diante do Senhor; estará cheio do Espírito Santo desde o seio materno, e muitos se alegrarão com seu nascimento (Lc 1,15.14).

 

Oração do Dia:

Concedei, Deus todo-poderoso, que a vossa família siga pelo caminho da salvação e, atenta às exortações de São João Batista, chegue ao Redentor que ele anunciou. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Primeira Leitura: Jeremias 1,4-10

 

Leitura do livro do profeta Jeremias.

Nos dias de Josias, 4foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo: 5“Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações”. 6Disse eu: “Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo”. 7Disse-me o Senhor: “Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás, e tudo que eu te mandar dizer, dirás. 8Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te”, diz o Senhor. 9O Senhor estendeu a mão, tocou-me a boca e disse-me: “Eis que ponho minhas palavras em tua boca. 10Eu te constituí hoje sobre povos e reinos com poder para extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar”.

Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial: 70(71)

 

Desde o seio maternal, sois meu amparo.

 

Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor,

que eu não seja envergonhado para sempre!

Porque sois justo, defendei-me e libertai-me!

Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

 

Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve!

Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança!

Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

 

Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança,

em vós confio desde a minha juventude!

Sois meu apoio desde antes que eu nascesse,

desde o seio maternal, o meu amparo.

 

Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça

e vossas graças incontáveis.

Vós me ensinastes desde a minha juventude,

e até hoje canto as vossas maravilhas.

 

Segunda Leitura: 1 Pedro 1,8-12

 

Leitura da primeira carta de São Pedro.

Caríssimos, 8sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. 10Essa salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Eles profetizaram a respeito da graça que vos estava destinada. 11Procuraram saber a que época e a que circunstâncias se referia o Espírito de Cristo, que estava neles, ao anunciar com antecedência os sofrimentos de Cristo e a glória consequente. 12Foi-lhes revelado que, não para si mesmos, mas para vós, estavam ministrando essas coisas, que agora são anunciadas a vós por aqueles que vos pregam o Evangelho em virtude do Espírito Santo, enviado do céu; revelações essas, que até os anjos desejam contemplar!

Palavra do Senhor.

 

Evangelho: Lucas 1,5-17

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

João veio dar testemunho da luz, a fim de preparar um povo bem-disposto para a vinda do Senhor (Jo 1,7; Lc 1,17).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

5Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada. 8Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no templo, pois era a vez do seu grupo. 9Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no santuário e fazer a oferta do incenso. 10Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. 11Então, apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado, e o temor apoderou-se dele. 13Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem-disposto”. Palavra da salvação.

 

Sobre as oferendas:

Olhai com bondade, ó Deus, as oferendas do vosso povo na festa e São João Batista e concedei-nos realizar, por uma vida devotada ao vosso serviço, a oblação que celebramos no sacramento. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Prefácio: A missão do precursor

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Proclamamos, hoje, as maravilhas que operastes em São João Batista, precursor de vosso Filho e Senhor nosso, consagrado como o maior entre os nascidos de mulher. Ainda no seio materno, ele exultou com a chegada do Salvador da humanidade, e seu nascimento trouxe grande alegria. Foi o único dos profetas que mostrou o Cordeiro redentor. Batizou o próprio autor do batismo nas águas assim santificadas e, derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo. Por essa razão, unidos aos anjos e a todos os santos, nós vos aclamamos jubilosos, cantando (dizendo) a uma só voz:

 

Antífona de comunhão:

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que visitou e libertou o seu povo (Lc,1 ,68).

 

Depois da comunhão:

Saciados por esta Eucaristia, sejamos acompanhados pela oração de São João Batista; ele nos torne propício o vosso Filho que ele apontou como o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(22/06/2022 – Mateus 7,15-20) O Senhor nos convida a cultivarmos um bom relacionamento com Ele para podermos produzir bons frutos. Para que uma árvore produza frutos bons precisa ter raízes boas. Isso significa que precisamos ter nossas raízes fundadas no Senhor, o único que nos cura. O Senhor não nos quer vivendo um cristianismo de aparências. Uma coisa é parecer ser e outra é ser. O homem pode ser considerado como uma árvore boa ou má, segundo sua vontade boa ou má. Os bons frutos são expressão de uma vida plena na alegria do evangelho, não são tanto o resultado de um esforço humano. Neste sentido precisamos compreender que a salvação não é tanto resultado de um esforço humano, não é obra nossa, mas um dom de Deus. Permaneçamos unidos a Cristo para darmos bons frutos, frutos que permaneçam para a vida eterna. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Textos tirados do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São José 23/06

Dia 23 de Junho - Quinta-feira

NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA (Branco, Glória, Creio, Prefácio Próprio – Ofício da Solenidade)

Antífona de Entrada

Houve um homem enviado por Deus: o seu nome era João. Veio dar testemunho da luz e preparar para o Senhor um povo bem-disposto a recebê-lo (Jo 1,6s; Lc 1,17).

Oração do dia

Ó Deus, que suscitastes são João Batista a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito, concedei á vossa Igreja as alegrias espirituais e dirigi nossos passos no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Isaías 49,1-6)

Leitura do livro do profeta Isaías.

49 1 Ilhas, ouvi-me; povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou meu nome.

2 Tornou minha boca semelhante a uma espada afiada, cobriu-me com a sombra de sua mão. Fez de mim uma flecha penetrante, guardou-me na sua aljava.

3 E disse-me: "Tu és meu servo, (Israel), em quem me rejubilarei".

4 E eu dizia a mim mesmo: "Foi em vão que padeci, foi em vão que gastei minhas forças. Todavia, meu direito estava nas mãos do Senhor, e no meu Deus estava depositada a minha recompensa".

5 E agora o Senhor fala, ele, que me formou desde meu nascimento para ser seu Servo, para trazer-lhe de volta Jacó e reunir-lhe Israel, (porque o Senhor fez-me esta honra, e meu Deus tornou-se minha força).

6 Disse-me: "Não basta que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo".

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 138/139

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,

porque de modo admirável me formastes!

 

Senhor, vós me sondais e conheceis,

sabeis quando me sento ou me levanto;

de longe penetrais meus pensamentos;

percebeis quando me deito e quando eu ando,

os meus caminhos vos são todos conhecidos.

 

Fostes vós que me formastes as entranhas

e, no seio de minha mãe, vós me tecestes.

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,

porque de modo admirável me formastes!

 

Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis;

nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis

quando eu era modelado ocultamente,

era formado nas entranhas subterrâneas.

Leitura (Atos 13,22-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Paulo disse: 13 22 "Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: ‘Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades’.

23 De sua descendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus.

24 João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel.

25 Terminando a sua carreira, dizia: ‘Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado’.

26 Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação".

Palavra do Senhor.

Evangelho (Lucas 1,57-66.80)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Serás chamado, ó menino, o profeta do Altíssimo: irás diante do Senhor, preparando-lhe os caminhos (Jo 1,7; Lc 1,17).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.

57 Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho.

58 Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela.

59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias.

60 Mas sua mãe interveio: "Não", disse ela, "ele se chamará João".

61 Replicaram-lhe: "Não há ninguém na tua família que se chame por este nome".

62 E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse.

63 Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: "João é o seu nome". Todos ficaram pasmados.

64 E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus.

65 O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia.

66 Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: "Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele.

80 O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, acorremos ao altar com os nossos dons, celebrando com a devida honra o nascimento de são João Batista, que anunciou a vinda do salvador do mundo e o mostrou presente entre os homens. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio

(A Missão do Precursor)

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Proclamamos, hoje, as maravilhas que operastes em são João Batista, precursor de vosso filho e Senhor nosso, consagrado como o maior entre os nascidos de mulher. Ainda no seio materno, ele exultou com a chegada do salvador da humanidade, e seu nascimento trouxe grande alegria. Foi o único dos profetas que mostrou o Cordeiro redentor. Batizou o próprio autor do batismo, nas águas assim santificadas, e, derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo. Por essa razão, unidos aos anjos e a todos os santos, nós vos aclamamos, jubilosos, cantando (dizendo) a uma só voz...

Antífona da Comunhão

Graças ao entranhado amor do nosso Deus, visitou-nos a luz que vem do alto (Lc 1,78).

Depois da Comunhão

Restaurados, ó Deus, à mesa do Cordeiro divino, concedei que a vossa Igreja, alegrando-se pelo nascimento de são João Batista, reconheça no Cristo, por ele anunciado, aquele que nos faz renascer. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA)

A Bíblia nos diz que Isabel era prima e muito amiga de Maria, e elas tinham o costume de visitarem-se. Uma dessas ocasiões foi quando já estava grávida: "Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo" (Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João faz uma reverência e reconhece a presença do Cristo Jesus. Na despedida, as primas combinam que o nascimento de João seria sinalizado com uma fogueira, para que Maria pudesse ir ajudar a prima depois do parto.

 

Assim os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de "Aurora da Salvação". É o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo.

 

Ele era um filho muito desejado por seus pais, Isabel e Zacarias, ela estéril e ele mudo, ambos de estirpe sacerdotal e já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa "Deus é propício". Assim foi avisado Zacarias pelo anjo Gabriel.

 

Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês de gestação de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. "É mais que profeta, disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti". Ou seja, o primo João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre.

 

Lucas também fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.

 

Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do messias prometido e esperado, enquanto de si mesmo deu este testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor..." Aos que o confundiam com Jesus, afirmava com humildade: "Eu não sou o Cristo". e "Não sou digno de desatar a correia de sua sandália". Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Por isso o seu apelido de Batista.

 

João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo".

 

Jesus, falando de João Batista, tece-lhe o maior elogio registrado na Bíblia: "Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior do que João Batista. Contudo o menor no Reino de Deus é maior do que ele".

 

Ele morreu degolado no governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica.

 

São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão. A sua festa é muito alegre e até folclórica. Com muita música e danças, o ponto central é a fogueira, lembrando aquela primeira feita por seus pais para comunicar o seu nascimento: anel de ligação entre a antiga e a nova aliança.




Reflexão sobre o Evangelho:
(23/06/2022 – Lucas 1,57-66.80) Desde o princípio do cristianismo, a figura de João ocupa um lugar relevante na história salvífica de Jesus. O mesmo Senhor recebe o batismo de João. Também Jesus prega como João a conversão, o voltar a vida para Deus. Jesus assume o batismo de João, já não só como Metanoia ou purificação, mas como mudança de vida, como renovação da vida, saída do pecado para viver a vida de Deus. A força profética que João Batista transmite desde o princípio do cristianismo passa pelo despojar-se de tudo o que é velho, abrir-se ao homem novo, à mensagem de salvação de Jesus, livres das cargas e ataduras, para poder viver a alegria de anunciar a boa notícia que é Jesus. A missão de Jesus, e também a nossa, é tornar Jesus conhecido e amado. Sejamos profetas, anunciadores da verdade que dá sentido à nossa vida para sermos agentes de mudança à nossa volta. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São João Batista 24/06

Dia 24 de Junho - Sexta-feira

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (Branco, Glória, Creio, Prefácio Próprio – Ofício da Solenidade)

Antífona de Entrada

Eis os pensamentos do seu coração, que permanecem ao longo das gerações: libertar da morte todos os homens e conservar-lhes a vida em tempo de penúria (Sl 32,11.19).

Oração do dia

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, alegrando-nos pela solenidade do Coração do vosso Filho, meditemos as maravilhas de seu amor e possamos receber, desta fonte de vida, uma torrente de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Ezequiel 34,11-16)

Leitura da profecia de Ezequiel.

11Assim diz o Senhor Deus: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. 12Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que forem dispersadas num dia de nuvens e escuridão. 13Vou retirar minhas ovelhas do meio dos povos e recolhê-las do meio dos países para conduzi-las à sua terra. Vou apascentar as ovelhas sobre os montes de Israel, nos vales dos riachos e em todas as regiões habitáveis do país. 14Vou apascentá-las em boas pastagens, e nos altos montes de Israel estará o seu abrigo. Ali repousarão em prados verdejantes e pastarão em férteis pastagens sobre os montes de Israel. 15Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar – oráculo do Senhor Deus. 16Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 22/23

O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

 

O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

Pelos prados e campinas verdejantes, ele me leva a descansar.

Para as águas repousantes me encaminha e restaura as minhas forças.

 

Ele me guia no caminho mais seguro pela honra do seu nome.

Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei.

Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

 

Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo;

com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

 

Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida;

e na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

Leitura (Romanos 5,5-11)

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 5o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado. 6Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado. 7Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer. 8Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores. 9Muito mais agora, que já estamos justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira por ele. 10Quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho; quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida! 11Ainda mais: nós nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo. É por ele que, já desde o tempo presente, recebemos a reconciliação.

Palavra do Senhor.

Evangelho (Lucas 15,3-7)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou o bom pastor. Conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem (Jo 10,14).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Naquele tempo, 3Jesus contou aos escribas e fariseus esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.

Palavra da salvação.


Sobre as Oferendas

Considerai, ó Deus, o indizível amor do coração do vosso amado Filho, para que nossas oferendas vos agradem e sirvam de reparação por nossas faltas. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio

Coração de Jesus, Fornalha Ardente de Caridade

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Elevado na cruz, entregou-se por nós com imenso amor. E, de seu lado aberto pela lança, fez jorrar, com a água e o sangue, os sacramentos da Igreja, para que todos, atraídos ao seu coração, pudessem beber, com perene alegria, na fonte salvadora. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos à multidão dos anjos e dos santos, cantando (dizendo)...

Antífona da Comunhão

Diz o Senhor: Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Daquele que crê em mim brotarão rios de água viva (Jo 7,37s).

Depois da Comunhão

Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor e, sempre voltados para o vosso filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS)

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das expressões mais difundidas da piedade eclesial, tal como refere recentemente o “Directório sobre a Piedade Popular e a Liturgia” da Congregação para o Culto Divino. Os Pontífices romanos têm salientado constantemente o sólido fundamento na Sagrada Escritura desta maravilhosa devoção.

Como consequência das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.

 

Entre os documentos mestres nesta matéria encontramos a encíclica de Pio XII, Haurietis aquas, de 15 de Maio de 1956. Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30)

 

Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.

Fonte: www.asc.org.br/site/devocao/devocao.htm




Reflexão sobre o Evangelho:
(24/06/2022 – Lucas 15,3-7) Jesus é aquele que, quando uma ovelha se perde, deixa o resto pastando e percorre todo o campo até encontra-la, e quando a encontra, com amor, a carrega nos ombros e a conduz para reuni-la ao resto do rebanho. Muitas pessoas, diante de qualquer problema, tentam logo soluciona-lo, porém se isso é muito complicado, logo joga a toalha e se dá por vencido, não tendo constância diante das dificuldades, fazendo como o mau pastor que quando busca a ovelha e não a encontra, logo desiste deixando-se levar pelo desânimo e pela inconstância em sua busca. Cristo não é assim, Ele não se deixa levar pelo desânimo, insiste e sempre sai ao nosso encontro para nos resgatar e reconciliar com Deus, por isso existe mais alegria no céu por um só pecador que se converte. Deus se alegra sempre com a perseverança dos justos. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Próspero 25/06

Dia 25 de Junho - Sábado

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA (Branco, Prefácio de Maria – Ofício da memória)

Antífona de Entrada

Meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez (Sl 12,6).

Oração do dia

Ó Deus, que preparastes morada digna do Espírito Santo no imaculado coração de Maria, concedei que, por sua intercessão, nos tornemos um templo da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Isaías 61,9-11)

Leitura do livro do profeta Isaías.

6 9 Sua raça tornar-se-á célebre entre as nações, e sua descendência entre os povos: todos, vendo-os, reconhecerão que são a abençoada raça do Senhor.

10 Com grande alegria eu me rejubilarei no Senhor e meu coração exultará de alegria em meu Deus, porque me fez revestir as vestimentas da salvação. Envolveu-me com o manto de justiça, como um neo-esposo cinge o turbante, como uma jovem esposa se enfeita com suas jóias.

11 Porque, quão certo o sol faz germinar seus grãos e um jardim faz brotar suas sementes, o Senhor Deus fará germinar a justiça e a glória diante de todas as nações.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 1Sm 2

Meu coração se regozija no Senhor.

 

Exulta no Senhor meu coração

e se eleva a minha fronte no meu Deus;

minha boca desafia os meus rivais

porque me alegro com a vossa salvação.

 

O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado,

mas os fracos se vestiram de vigor.

Os saciados se empregaram por um pão,

mas os pobres e os famintos se fartaram.

Muitas vezes deu à luz a que era estéril,

mas a mãe de muitos filhos definhou.

 

É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,

faz descer à sepultura e faz voltar;

é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico,

é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

 

O Senhor ergue do pó o homem fraco,

do lixo ele retira o indigente,

para fazê-los assentar-se com os nobres

num lugar de muita honra e distinção.

Evangelho (Lucas 2,41-51)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Bendita é a virgem Maria, que guardava a palavra de Deus, meditando-a no seu coração (Lc 2,19).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

2 41 Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa.

42 Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa.

43 Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem.

44 Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.

45 Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.

46 Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.

47 Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.

48 Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: “Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição”.

49 Respondeu-lhes ele: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?”

50 Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera.

51 Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.

Palavra da Salvação.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, as preces e oferendas que vos apresentamos em honra de Maria, mãe de Jesus Cristo, vosso filho. Que elas vos sejam agradáveis e nos tragam o vosso perdão. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

Antífona da Comunhão

Maria guardava todas estas palavras, meditando-as no seu coração (Lc 2,19).

Depois da Comunhão

Tendo participado, ó Deus, da redenção eterna na festa da mãe de Jesus, concedei-nos crescer em vossa graça até a plenitude da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(25/06/2022 – Lucas 2,41-51) No dia seguinte à Solenidade do Sagrado Coração de Jesus celebramos o Imaculado Coração de Maria. O símbolo do Coração de Maria nos evoca muitos sentimentos da Mãe do Senhor: ela conhece a alegria transbordante, mas também a tribulação, o desgosto, a ansiedade e a angústia. Maria é aquela que primeiro acreditou em seu Divino Filho e por isso guarda e medita suas palavras em seu coração. O Coração de Maria é o berço de toda a meditação cristã sobre os mistérios de Cristo. Maria é modelo para o verdadeiro discípulo de Cristo, é a mulher nova que vive sem reservas o seu amor para com Deus e a humanidade. A Igreja indo ao Coração de Maria, à profundidade de sua fé, expressa no Magnificat, renova cada vez melhor em si a consciência da verdade que salva, que é a fonte de todo dom: Jesus Cristo. Aprendamos de Maria a colocarmos a nossa vida a serviço do Senhor. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/


São Vigílio 26/06

Dia 26 de Junho - Domingo

XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (Verde, Glória, Creio – I Semana do Saltério)

Antífona de Entrada

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

Oração do dia

Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 19,16.19-21)

Leitura do primeiro livro dos Reis.

Naqueles dias, disse o Senhor a Elias: 16“Vai e unge a Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meula, como profeta em teu lugar”. 19Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. 20Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: “Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei”. Elias respondeu: “Vai e volta! Pois o que te fiz eu?” 21Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois, levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 15/16

Ó Senhor, sois minha herança para sempre!

 

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor:

nenhum bem eu posso achar fora de vós!”

Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,

meu destino está seguro em vossas mãos!

 

Eu bendigo o Senhor, que me aconselha

e até de noite me adverte o coração.

Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,

pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

 

Eis por que meu coração está em festa,

minha alma rejubila de alegria

e até meu corpo no repouso está tranquilo;

pois não haveis de me deixar entregue à morte

nem vosso amigo conhecer a corrupção.

 

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;

junto a vós, felicidade sem limites,

delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Leitura (Gálatas 5,1.13-18)

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 1é para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai, pois, firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão. 13Sim, irmãos, fostes chamados para a liberdade. Porém, não façais dessa liberdade um pretexto para servirdes à carne. Pelo contrário, fazei-vos escravos uns dos outros pela caridade. 14Com efeito, toda a Lei se resume neste único mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. 15Mas, se vos mordeis e vos devorais uns aos outros, cuidado para não serdes consumidos uns pelos outros. 16Eu vos ordeno: procedei segundo o Espírito. Assim, não satisfareis aos desejos da carne. 17Pois a carne tem desejos contra o espírito, e o espírito tem desejos contra a carne. Há uma oposição entre carne e espírito, de modo que nem sempre fazeis o que gostaríeis de fazer. 18Se, porém, sois conduzidos pelo Espírito, então não estais sob o jugo da Lei.

Palavra do Senhor.

Evangelho (Lucas 9,51-62)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Fala, Senhor, que te escuta teu servo! Tu tens palavras de vida eterna! (1Sm 3,9; Jo 6,68).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado. 57Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.

Palavra da salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, que nos assegurais os frutos dos vossos sacramentos, concedei que o povo reunido para vos servir corresponda à santidade dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor e todo meu ser, seu santo nome! (Sl 102,1)

Depois da Comunhão

Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão, nos transmitam uma vida nova, para que, unidos a vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam. Por Cristo, nosso Senhor.




Reflexão sobre o Evangelho:
(26/06/2022 – Lucas 9,51-62) Diante da rejeição, os discípulos querem exercer a força, querem uma vingança. O Senhor os repreendeu pela ignorância de querer se vingar. O cristão é chamado a vencer o ódio pelo amor. Jesus nos quer inteiramente dedicados a Ele e à sua obra. Não podemos perder tempo da nossa vida com coisas que passam, mas devemos nos empenhar para que o mundo conheça e creia no Senhor. O caminho do seguimento, como o de Jesus para Jerusalém, está cheio de dificuldades e constantemente somos ameaçados pela tentação de querer olhar para trás. O Senhor nos pede um olhar atento à realidade para viver radicalmente comprometidos com ele, desde o convite que o evangelho nos oferece. Hoje renove diante do Senhor o seu desejo de segui-lo ao longo do caminho não temendo abrir mão do que for necessário por amor a Deus e ao Reino. Deus abençoe você! #ParoquiaMissionaria #CatolicoOrante #ParoquiaEvangelizadora #Evangelizar #Discipular #Enviar #PalavradoPadre #PlanoMissionarioePastoral
Reflexão por: Pe. João Manoel Lopes


Outras reflexões sobre o Evangelho:

Reflexão sobre o Evangelho do dia com Dom Cesar Teixeira, bispo diocesano de São José dos Campos, e padres da diocese.

Texto tirado do site Católico Orante: https://www.catolicoorante.com.br/

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